O mês de maio trouxe uma excelente notícia para os trabalhadores brasileiros: um aumento efetivo nos seus rendimentos líquidos. Esse aumento não é fruto de uma negociação salarial, nem de um bônus inesperado, mas sim de uma mudança na legislação tributária do país, mais especificamente na faixa de isenção do Imposto de Renda para Pessoa Física (IRPF).
Trabalhadores receberão novo aumento ainda ESTE MÊS
Entenda quais trabalhadores receberão o novo aumento do governo. Saiba mais sobre a mudança dos rendimentos!
A medida provisória, que alterou o valor de isenção do Imposto de Renda, já começou a causar impactos positivos nos salários deste mês. O aumento da faixa de isenção, que agora atinge aos que ganham acima de dois salários mínimos, significa que muitos trabalhadores verão o pagamento aumentar. Entenda mais sobre a mudança.
Unafisco prevê aumento no pagamento mensal de trabalhadores
A Unafisco (Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil) prevê um aumento no pagamento mensal de trabalhadores. De acordo com a entidade, pessoas que ganham mais de dois salários mínimos, R$ 2.640, receberão R$ 15,60 a partir deste mês.
“Os pagamentos feitos no final desse mês já devem ter essa diferença no valor, porque a medida provisória tem aplicabilidade imediata. Se alguma empresa não se adaptar, pode ser que faça uma retenção maior agora e ajuste no mês que vem, mas o correto seria [a mudança] já constar na folha de pagamento de maio”, afirmou o presidente da Unafisco, Mauro Silva.
Confira as mudanças na nova tabela do Imposto de Renda
Originalmente, os trabalhadores que ganhavam até R$1.903,98, possuíam isenção da alíquota. Após a correção do governo, esse direito foi estendido para aqueles com rendimentos até R$2.112.
Para os que ganhavam entre R$1.903,99 e R$2.826,65, a alíquota era de 7,5%, com uma parcela a ser abatida de R$142,80. Agora, com a nova tabela, a porcentagem de 7,5% aplica-se àqueles que ganham entre R$2.112,01 e R$2.826,66, com um valor a deduzir de R$158,40.
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Entre R$2.826,66 a R$3.751,05, a alíquota era de 15%, com uma parcela de R$354,80 de redução. Com a atualização, os 15% aplica-se a trabalhadores com faixa salarial de R$2.826,67 a R$3.751,06, mas a parcela a ser abatida passou a ser R$370,40.
Já a faixa de R$3.751,06 a R$4.664,68, a alíquota era de 22,5%, e a dedução era de R$636,13. A nova tabela manteve os 22,5%, mas ajustou o valor de abatimento para R$651,73. Por fim, para os trabalhadores que ganham acima de R$4.664,68, a porcentagem permaneceu em 27,5%, mas a parcela a deduzir foi ajustada de R$869,36 para R$884,96.
Imagem: JERO SenneGs / Shutterstock.com
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