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Trabalhadores vão receber dinheiro de impostos de volta? Saiba mais sobre a reforma tributária

Proposta pode ser votada na Câmara até o final desta semana. Veja como será o funcionamento e quando ocorre a votação da Reforma Tributária!

Guilherme TabosaPor Guilherme Tabosa2 min de leitura
mão segurando cédulas de dinheiro de cem e, ao fundo, notas de 50 reais

A reforma tributária está em discussão há décadas no Brasil, mas em 2023, há chances reais de receber aprovação. Ela foi uma das principais promessas do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), durante sua campanha eleitoral.

A proposta enviada ao Congresso Nacional tem como objetivo simplificar o processo tributário no país. Os setores mais afetados com isso são a indústria e o comércio, além da população de baixa renda. Com a reforma, todos os impostos serão unificados, sendo transformados em apenas um.

Benefícios da reforma tributária

O impacto inicial seria o crescimento da economia, assim como a produtividade das fábricas. Mas como ela afeta diversos setores da União, como o orçamento de Estados e municípios, tem encontrado dificuldades para ser aprovada.

No entanto, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL) deseja que a votação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 45 aconteça até a sexta-feira (7). Esse é um dos principais projetos que estão tramitando na Casa. Se aprovada, vai para o Senado. O presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD) afirmou que a votação só aconteceria no segundo semestre, por conta do recesso parlamentar.

Funcionamento

Na prática, seria criado um mecanismo de devolução de impostos pagos sobre o consumo da população de baixa renda. Essa devolução iria substituir desonerações que atendem a todos, como a cesta básica.

Dessa forma, um percentual maior do pagamento desses tributos estaria focado nas classes média e alta. Assim, a desigualdade começaria a reduzir, já que quem consome mais, pagaria mais impostos. No mesmo caso de quem não pode ter grandes consumos, pagaria menos impostos.

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Especialista em assuntos tributários, Melina Rocha ressalta que esse modelo é mais igualitário, mais ainda assim iria beneficiar a população mais carente.

“A família mais pobre vai ser beneficiada porque o governo está arrecadando mais riqueza de quem tem mais capacidade para pagar tributo e vai aplicar esse dinheiro para políticas públicas que geralmente se revertem para os mais pobres”, afirmou.

Imagem: rafastockbr/ Shutterstock

Guilherme Tabosa

Autor

Guilherme Tabosa

Cursando o 6º semestre de Jornalismo na UNI7. Apaixonado por escrever, esporte e surfe.

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