O debate sobre o fim da tradicional escala 6×1 — seis dias de trabalho para um de descanso — ganhou um novo capítulo no Brasil. Representantes do setor supermercadista passaram a defender a adoção de um modelo alternativo baseado no pagamento por hora trabalhada.
Empresas defendem trabalho por hora com possível fim da 6×1
Supermercados defendem trabalho por hora para compensar fim da escala 6x1. Entenda impactos para trabalhadores e empresas.
A proposta surge em meio às discussões sobre mudanças na jornada de trabalho e busca equilibrar custos operacionais das empresas com novas demandas do mercado de trabalho.
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O que está em discussão no Congresso
A mudança no modelo de trabalho está ligada à tramitação da PEC 40/2025, que propõe flexibilizar a jornada de trabalho no país.
A proposta prevê que o trabalhador possa escolher entre:
- Regime tradicional da CLT
- Modelo baseado em horas trabalhadas (horista)
A discussão envolve diretamente regras previstas na Consolidação das Leis do Trabalho e pode representar uma transformação relevante nas relações de trabalho.
Por que o setor supermercadista defende o modelo horista
A Associação Brasileira de Supermercados tem liderado a articulação em defesa da flexibilização da jornada.
Redução de custos operacionais
Segundo representantes do setor, o fim da escala 6×1 pode elevar custos, especialmente para pequenos e médios supermercados.
Empresas com equipes reduzidas podem enfrentar dificuldades para manter a operação com jornadas mais curtas e mais dias de folga.
Maior flexibilidade na contratação
O modelo horista permitiria:
- Contratar trabalhadores apenas em horários de maior movimento
- Ajustar escalas conforme a demanda
- Reduzir ociosidade de mão de obra
Na prática, supermercados poderiam reforçar equipes em horários de pico, como fins de semana e datas promocionais.
O impacto para os trabalhadores
A proposta divide opiniões entre especialistas, empresas e trabalhadores.
Possíveis vantagens
- Maior flexibilidade de horários
- Possibilidade de conciliar múltiplas atividades
- Atração de jovens que buscam jornadas menos rígidas
Esse perfil já é observado em aplicativos e trabalhos temporários.
Pontos de preocupação
- Renda variável, sem garantia mensal fixa
- Menor previsibilidade financeira
- Possível redução de benefícios trabalhistas
Para muitos especialistas, o modelo exige regras claras para evitar precarização.
Relação com o fim da escala 6×1
O fim da escala 6×1 está sendo discutido como parte de uma possível modernização das jornadas de trabalho.
O que muda com a escala 5×2
A proposta de mudança prevê:
- Cinco dias de trabalho
- Dois dias de descanso
- Redução da carga semanal em alguns casos
Empresas argumentam que essa mudança, sem alternativas, pode aumentar custos e dificultar a operação contínua de setores como o varejo.
Jornada de 44 horas também está em debate
Outro ponto central da discussão é a carga horária semanal.
Atualmente, a legislação prevê até 44 horas semanais. Algumas propostas defendem a redução para 40 horas.
O setor supermercadista, no entanto, defende a manutenção das 44 horas, alegando impacto direto na viabilidade financeira das empresas.
Uso de plataformas digitais já antecipa mudanças
Mesmo antes de qualquer alteração na lei, algumas empresas já testam modelos mais flexíveis.
Trabalho sob demanda
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Supermercados têm recorrido a plataformas digitais para:
- Contratar trabalhadores temporários
- Cobrir horários de pico
- Ajustar equipes rapidamente
Esse modelo está sob análise do Ministério Público do Trabalho, que avalia possíveis irregularidades.
O que pode mudar na prática
Caso a PEC seja aprovada, o mercado de trabalho pode passar por transformações importantes.
Para empresas
- Maior flexibilidade na gestão de equipes
- Redução de custos fixos
- Necessidade de adaptação a novas regras
Para trabalhadores
- Mais liberdade na escolha da jornada
- Mudança no formato de remuneração
- Necessidade de planejamento financeiro
Debate ainda está em andamento
Apesar das discussões avançarem, nenhuma mudança foi aprovada até o momento.
A proposta ainda precisa:
- Passar por votações no Congresso
- Ser aprovada em dois turnos
- Receber sanção e regulamentação
Até lá, as regras atuais seguem válidas.
Considerações finais
O debate sobre o fim da escala 6×1 e a adoção do trabalho por hora reflete uma mudança mais ampla nas relações de trabalho no Brasil.
Enquanto empresas buscam flexibilidade e redução de custos, trabalhadores avaliam os impactos na renda e na segurança profissional.
O desfecho dessa discussão pode redefinir o funcionamento de setores inteiros da economia, especialmente o varejo, que depende de mão de obra constante e adaptável.
A recomendação, por enquanto, é acompanhar de perto as mudanças e entender como elas podem afetar sua rotina profissional e financeira.
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