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Serviço da Vivo será encerrado no Brasil ainda neste ano; veja detalhes

A Vivo encerra o regime de concessão do telefone fixo e investe R$ 4,5 bilhões em fibra e conectividade, iniciando novo ciclo nas telecomunicações brasileiras.

Melissa BarbosaPor Melissa Barbosa5 min de leitura
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A telefonia fixa, por décadas o coração das comunicações, está cedendo espaço a uma infraestrutura digital cada vez mais robusta e essencial para o desenvolvimento econômico do Brasil. Em um marco regulatório sem precedentes, a Vivo, maior operadora do país em número de clientes móveis, formalizou com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) a migração definitiva para o regime privado. O Termo Único de Autorização põe fim ao modelo de concessão do Serviço Telefônico Fixo Comutado (STFC), vigente desde os anos 1990, e inaugura um novo capítulo na atuação da empresa.

A partir de 31 de dezembro de 2025, o cenário muda. A Vivo passa a operar totalmente sob autorização privada, sem as obrigações do antigo regime e com maior autonomia de investimento. A estratégia da operadora se concentra na expansão da conectividade, no fortalecimento da rede móvel e principalmente no avanço acelerado da infraestrutura de fibra óptica, que já chega a milhões de brasileiros.

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Uma transição que busca atender o consumidor do futuro

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Imagem: Alison Nunes Calazans / Shutterstock.com

O movimento não acontece isoladamente. Ele integra uma tendência internacional de priorizar soluções mais modernas de comunicação, já que a telefonia fixa continua em declínio, enquanto internet banda larga e redes móveis de alta velocidade crescem de forma consistente.

O Termo Único de Autorização também reorganiza as responsabilidades da Vivo com localidades onde a empresa ainda é a única opção de telefonia fixa, garantindo que nenhum consumidor fique desamparado durante a transição tecnológica.

Investimentos bilionários viabilizam avanço da fibra e expansão móvel

R$ 4,5 bilhões para acelerar a conectividade nacional

De acordo com o CEO Christian Gebara, a Vivo está comprometida com uma transformação estruturada no longo prazo. São R$ 4,5 bilhões já planejados, abrangendo custos operacionais e de capital (opex e capex) para impulsionar novas frentes de cobertura e atualização tecnológica.

Os investimentos envolvem pontos estratégicos:

  • Expansão de redes de transporte de fibra em 121 municípios
  • Implantação de rede móvel em 649 localidades
  • Manutenção da telefonia fixa em cidades sem concorrência até 2028
  • Garantia de operação em 373 localidades onde a Vivo é única alternativa

O plano prevê ainda 20 anos de gastos operacionais para manter a estrutura ativa, priorizando regiões que mais enfrentam desafios de conectividade.

Fibra óptica como eixo principal da transformação digital

A Vivo tem direcionado o foco para a tecnologia FTTH (Fiber to the Home), que oferece:

  • Internet mais estável
  • Maior velocidade
  • Melhor suporte a múltiplos dispositivos conectados
  • Qualidade para serviços digitais, streaming e educação à distância

O interesse da operadora é ampliar a presença não apenas em grandes centros, mas em regiões ainda pouco atendidas, reduzindo desigualdades e impulsionando desenvolvimento local.

Desafios no curto prazo exigem respostas mais rápidas

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Imagem: TippaPatt / shutterstock.com

Apesar do otimismo do mercado e dos analistas, o momento não é isento de obstáculos. Consumidores de algumas regiões têm relatado falhas recorrentes de telefonia e internet, o que gera pressão para que a operadora aprimore a qualidade do serviço durante sua transição.

Reclamações motivam notificação do Procon no Tocantins

Em Alvorada, município tocantinense, o Procon notificou a Vivo após diversas queixas sobre instabilidade no sinal móvel e na conexão de internet desde o início de outubro de 2025.

O superintendente do Procon, Euclides Correia, reforçou que:

  • O consumidor não pode ser penalizado por falhas em serviços essenciais
  • A empresa deve adotar medidas imediatas de correção
  • Compensações devem ser aplicadas aos clientes afetados

A Vivo tem três dias úteis para fornecer explicações técnicas, apresentar as ações emergenciais e detalhar o plano de prevenção de futuras falhas.

Reputação sob vigilância

Do ponto de vista setorial, superar estas falhas é crucial. A migração para o regime privado foi pensada para oferecer mais flexibilidade operacional, e o público espera que esta autonomia se reflita diretamente na qualidade do atendimento.

A manutenção da confiança do consumidor é essencial para que a transição seja percebida não apenas como uma mudança regulatória, mas como uma evolução real dos serviços prestados.

Nova fase da Vivo mira crescimento sustentável e inovação

Com o fim das obrigações de concessão, a Vivo se volta completamente ao modelo de negócios competitivo e tecnológico. A prioridade está no tripé:

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  • Infraestrutura moderna
  • Experiência aprimorada para o cliente
  • Expansão da inclusão digital

Estratégia alinhada ao futuro do setor

O ecossistema digital brasileiro cresce a passos largos. Aplicativos financeiros, educação online, telemedicina e serviços de streaming exigem redes estáveis e de alta capacidade. A Vivo pretende se posicionar como protagonista deste avanço, fortalecendo soluções como:

  • 5G e futuras gerações móveis
  • Conexão de dispositivos IoT (Internet das Coisas)
  • Serviços corporativos baseados em nuvem

Benefícios esperados ao consumidor

Com a nova fase, espera-se:

  • Mais regiões com internet de alta velocidade
  • Ampliação da concorrência onde antes havia fornecimento único
  • Melhor equilíbrio entre preço e qualidade
  • Acesso mais democrático à tecnologia

A promessa central é: modernizar para incluir, e não excluir.

O que muda para o Brasil com o fim do modelo de concessão

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Imagem: Structured Vision / shutterstock.com

O movimento da Vivo pode ser apenas o primeiro grande passo do setor rumo a um modelo regulatório mais moderno. A transição abre espaço para:

  • Incentivo à inovação
  • Simplificação das regras do setor
  • Aumento da competitividade
  • Maior foco na conectividade digital

A telefonia fixa teve papel decisivo no passado. Hoje, a necessidade é garantir que brasileiros e empresas tenham condições de prosperar em um mundo hiperconectado.

Conclusão

A Vivo entra em 2026 com uma responsabilidade histórica. Deixar para trás o regime de concessão não elimina obrigações, mas redefine prioridades. O consumidor passa a ser o centro da estratégia, e a infraestrutura passa a refletir a realidade tecnológica do país.

Se a empresa conseguir equilibrar seus investimentos com a solução de problemas atuais, a transição não será apenas uma mudança formal. Será uma evolução real na forma como o Brasil se conecta.

Melissa Barbosa

Autor

Melissa Barbosa

Melissa Barbosa é Redatora SEO e Designer no portal Seu Crédito Digital. Estudante de Jornalismo, possui sólida experiência em Marketing de Conteúdo, com foco em estratégias de SEO, comunicação digital e identidade visual. Apaixonada pelo universo da informação e da criatividade, une técnica e sensibilidade para transformar dados e tendências em conteúdos relevantes, que ajudam o público a entender melhor o cenário econômico, os benefícios sociais e os serviços digitais que impactam o dia a dia do brasileiro.

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