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Troca para a CIN já é exigida em alguns serviços; veja quem pode esperar

Beneficiários de programas sociais já têm prazo para emitir a nova CIN. Veja quem precisa trocar.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
CIN

A troca do RG antigo pela Carteira de Identidade Nacional (CIN) já começou a impactar parte dos brasileiros. Embora o documento antigo continue válido até 2032 para a maioria da população, o governo federal definiu novas regras para cidadãos que participam de programas sociais e ainda não possuem biometria cadastrada.

A medida faz parte do processo de modernização cadastral do país, que utiliza o CPF como número único de identificação nacional.

Quem precisa trocar?

CIN
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Leia mais: CIN 2026: veja o que levar para tirar o novo RG

A obrigatoriedade imediata da nova CIN atinge principalmente beneficiários de programas sociais federais sem biometria registrada em bases oficiais do governo.

Beneficiários sem biometria terão prazo até o fim de 2026

Os cidadãos que ainda não possuem biometria cadastrada em sistemas públicos precisarão:

  • Emitir a nova CIN;
  • Realizar coleta biométrica;
  • Atualizar dados junto aos órgãos responsáveis.

O prazo vai até dezembro de 2026.

Caso isso não seja feito, o cidadão poderá encontrar restrições em serviços vinculados ao governo federal a partir de 2027.

Quem ainda pode continuar?

Para a maior parte da população brasileira, o RG atual continuará válido até 2032, conforme determina o Decreto nº 10.977/2022.

Isso significa que quem não participa de programas sociais federais não precisa correr imediatamente para trocar o documento.

Mesmo assim, especialistas recomendam antecipar a emissão da nova identidade para evitar filas e possíveis problemas futuros de integração cadastral.

Grupos dispensados da obrigatoriedade biométrica

Alguns grupos possuem regras diferenciadas e podem ser dispensados da exigência biométrica no processo de emissão da CIN.

Entre eles estão:

  • Pessoas com mais de 80 anos;
  • Migrantes, refugiados e apátridas;
  • Brasileiros residentes no exterior;
  • Pessoas com dificuldade de locomoção por motivos de saúde ou deficiência;
  • Moradores de áreas de difícil acesso.

O que muda?

A principal mudança da CIN é a unificação do número de identificação em todo o território nacional.

Antes, cada estado podia emitir um RG com numeração diferente. Agora, o CPF passa a ser o único número válido da identidade em todo o país.

CPF vira número único nacional

Com a nova regra:

  • O cidadão terá apenas um número de identificação;
  • Será mais difícil emitir documentos duplicados;
  • Serviços digitais do governo poderão ser integrados com mais facilidade.

A mudança também busca fortalecer mecanismos de segurança e reduzir fraudes em benefícios sociais e serviços públicos.

Versão física e digital

A CIN pode ser emitida:

  • Em papel;
  • Em policarbonato;
  • Em formato digital.

A versão digital fica disponível no aplicativo Gov.br após a emissão presencial.

Quanto custa?

A primeira via da Carteira de Identidade Nacional é gratuita em todos os estados brasileiros.

No entanto, segundas vias podem ter cobrança de taxas estaduais, dependendo da unidade federativa.

Como emitir?

O processo varia conforme o estado, mas normalmente segue etapas semelhantes.

Documentos necessários

Para emitir a CIN, o cidadão precisa:

  • Certidão de nascimento ou casamento;
  • CPF regularizado na Receita Federal;
  • Documento antigo de identificação, quando solicitado.

Divergências cadastrais no CPF podem impedir a emissão da nova identidade.

Como funciona?

Na maioria dos estados, o atendimento exige:

  1. Agendamento prévio;
  2. Comparecimento presencial;
  3. Coleta biométrica;
  4. Validação documental.

Após a aprovação, o documento fica disponível para retirada física e acesso digital.

SP

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No estado de São Paulo, a emissão é realizada pelo Poupatempo.

O agendamento pode ser feito:

  • Pelo portal oficial;
  • Aplicativo Poupatempo;
  • Totens de autoatendimento;
  • WhatsApp oficial do serviço.

Após o atendimento presencial, o prazo médio para retirada da CIN é de até 22 dias úteis.

RJ

No Rio de Janeiro, o atendimento também ocorre por meio do Poupatempo e plataformas estaduais integradas.

Os cidadãos podem agendar:

  • Pelo portal oficial do governo;
  • Aplicativo RJ Digital;
  • Telefones de atendimento;
  • WhatsApp;
  • Atendimento presencial em unidades autorizadas.

DF

No Distrito Federal, a emissão da CIN é feita pela Polícia Civil.

Há unidades com:

  • Atendimento agendado;
  • Atendimento por ordem de chegada.

Entre os locais disponíveis estão:

UnidadeModalidade
Rodoviária do Plano PilotoAgendamento
Na Hora Taguatinga SulAgendamento
Shopping Popular de CeilândiaAgendamento
Na Hora SobradinhoAgendamento
Gama ShoppingAgendamento
Riacho MallAgendamento
Na Hora BrazlândiaAgendamento
Samambaia ShoppingAgendamento
Aeroporto Internacional de BrasíliaAgendamento

Também existem postos com atendimento sem agendamento em regiões administrativas do DF.

Vale a pena?

CIN
Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

Mesmo sem obrigatoriedade imediata para todos os brasileiros, emitir a nova CIN pode trazer vantagens práticas.

Entre elas:

  • Facilidade no acesso a serviços digitais;
  • Menor risco de inconsistências cadastrais;
  • Integração mais rápida com plataformas governamentais;
  • Atualização biométrica antecipada.

Além disso, especialistas alertam que a procura tende a crescer próximo dos prazos obrigatórios, o que pode provocar filas maiores nos órgãos de emissão.

Considerações finais

A nova Carteira de Identidade Nacional já começou a se tornar obrigatória para parte dos brasileiros, especialmente beneficiários de programas sociais sem biometria cadastrada.

A recomendação é verificar a situação cadastral do CPF e acompanhar os canais oficiais do estado para realizar a emissão da CIN dentro do prazo adequado.

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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