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Trocar a carne pelo ovo por causa do preço alto: entenda o que é o efeito substituição da inflação

Um dos indicadores da inflação registrou queda em setembro, mas chamou a atenção para uma leve reaceleração. Saiba mais!

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Cubos de madeira apoiados em superfície com setas verde e vermelha em sentido contrário. Ao lado, outro cubo com sinal de % e uma mão segurando outro cubo escrito 2023.

A inflação é um fator econômico de grande impacto na vida dos consumidores. Por isso, existem diversos indicadores que mostram esta variação de preços de itens e serviços, baseados em diferentes análises. No caso do Índice de Preços dos Gastos Familiares (IPGF), divulgado pelo FGV Ibre, em setembro, houve uma queda de 0,08% no país. 

Contudo, apesar da deflação, os últimos resultados apontam para uma pequena reaceleração da inflação interanual. No que se refere ao mês anterior, o índice no acumulado de 12 meses era de 2,74%. Porém, o resultado atual ainda se encontra abaixo dos dados da inflação oficial, registrados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). 

De acordo com Matheus Peçanha, economista responsável pela pesquisa, o cenário atual do IPGF está relacionado com o “efeito substituição da inflação”. No mês de setembro, 4 em cada 10 produtos apresentaram aumento de preço. 

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Efeito substituição da inflação

O efeito substituição acontece quando os preços se alteram e os consumidores passam a mudar os hábitos de consumo, ou seja, optam por um item no lugar do outro. Geralmente, essa troca acontece entre itens similares, da mesma categoria, apenas com preços diferentes.  

“Quando, por exemplo, o consumidor substitui arroz por macarrão ou carne vermelha por carne branca, ou ainda deixa de consumir combustível e passa a usar mais o transporte público devido ao aumento de preços, os itens substituídos perdem peso na cesta de consumo das famílias e seus aumentos de preço passam a comprometer menos o custo de vida e vice-versa. Assim, no longo prazo, esse efeito acaba gerando um número menor de inflação”, explica Peçanha.

É o que pôde ser observado nos resultados mais recentes do IPGF, que mede os gastos das famílias a partir de uma cesta de produtos e serviços considerados básicos. Nesse sentido, é importante destacar que o grupo Alimentos apresentou uma pequena elevação e, ainda assim, foi o principal responsável pela queda geral do indicador.

Cubos de madeira apoiados em superfície com setas verde e vermelha em sentido contrário. Ao lado, outro cubo com sinal de % e uma mão segurando outro cubo escrito 2023.
Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com

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Variação dos preços 

Em relação à comparação mensal, as variações entre os grupos que compõem o IPGF foram as seguintes:

  • Alimentação: -1,85% para -1,24%;
  • Comunicação: 0% para 0%;
  • Serviços Prestados às Famílias e Atividades Pessoais: 0,08% para 0,50%;
  • Habitação: 1,94% para -1,07%;
  • Artigos de Residência: -0,30% para -0,49%;
  • Vestuário: 0,01% para 0,36%;
  • Saúde e Cuidados Pessoais: 0,61% para 0,25%;
  • Despesas Pessoais: 0,97% para 0,89%;
  • Educação: 0,72% para 0,00%;
  • Transportes: 0,05% para 1,77%.

Imagem: Andrzej Rostek / shutterstock.com

Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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