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Malware via WhatsApp rouba dados bancários e criptomoedas — veja como se proteger!

Um novo trojan bancário, o Maverick, está se espalhando pelo WhatsApp e comprometendo dados de bancos e mais.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Whatsapp: confira se alguém acessou sua conta sem autorização

Uma nova campanha de ciberataques tem alarmado usuários e especialistas em segurança digital no Brasil. O Maverick, um trojan bancário sofisticado, está sendo disseminado em massa por meio do WhatsApp e tem como principal alvo instituições financeiras e corretoras de criptomoedas. O golpe já causou milhares de tentativas de infecção e preocupa pela forma como se espalha.

O que é o trojan Maverick?

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Imagem: TippaPatt / shutterstock.com

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O Maverick é um malware bancário — um tipo de software malicioso criado para roubar dados financeiros, credenciais de acesso e senhas. Segundo pesquisas da Kaspersky, da Sophos e da Counter Threat Unit™ (CTU), o Maverick está ativo desde o fim de setembro de 2025 e apresenta uma estrutura avançada e difícil de detectar.

Em apenas duas semanas de outubro, mais de 62 mil tentativas de infecção foram bloqueadas por sistemas de proteção, segundo dados divulgados pela Kaspersky. O malware se destaca pelo uso de técnicas modernas de evasão, o que o torna especialmente perigoso.

Como o golpe se espalha pelo WhatsApp

O início da infecção

A campanha se inicia com o envio de uma mensagem via WhatsApp, geralmente enviada por um contato real cuja conta já foi comprometida. O texto costuma conter um arquivo compactado (.zip) e uma mensagem aparentemente legítima, como um orçamento, comprovante ou documento urgente.

Exemplo de nome de arquivo usado pelos golpistas:

  • ORCAMENTO_XXXX.zip
  • COMPROVANTE_20251002_XXXX.zip

O usuário é induzido a abrir o conteúdo em um computador, onde o pacote contém um arquivo de atalho (.LNK) — o verdadeiro vetor da infecção.

Execução e ataque silencioso

Ao clicar no arquivo, o sistema executa uma sequência de comandos PowerShell altamente ofuscada, baixando o código malicioso de servidores de comando e controle (C2). Esses servidores, hospedados em domínios como zapgrande[.]com, têm a função de controlar remotamente as máquinas infectadas.

O script desativa ferramentas de segurança do Windows, como o Microsoft Defender e o Controle de Conta de Usuário (UAC), e carrega o trojan diretamente na memória — sem deixar rastros visíveis no disco. Essa técnica dificulta a detecção por antivírus tradicionais.

Como o Maverick atua no computador

Após a infecção, o Maverick entra em ação monitorando constantemente as atividades do usuário. Ele tem a capacidade de:

  • Capturar senhas digitadas e dados de autenticação em sites bancários;
  • Gravar capturas de tela de transações e logins;
  • Controlar sessões web ativas, como o WhatsApp Web;
  • Enviar mensagens automáticas com arquivos maliciosos para novos contatos.

Propagação em larga escala

Esse comportamento transforma o Maverick em um verme digital — um tipo de malware que se replica e se propaga automaticamente. Ao usar o WhatsApp Web como canal de disseminação, ele consegue atingir milhares de usuários de forma rápida e difícil de conter.

De acordo com a Sophos, mais de 1.000 endpoints em 400 redes corporativas já exibiram sinais da atividade do Maverick, demonstrando que empresas e usuários domésticos estão igualmente vulneráveis.

Semelhanças com o trojan Coyote

Pesquisadores das empresas de segurança notaram que o Maverick compartilha várias características com outro trojan de origem brasileira: o Coyote, descoberto em 2024.

Padrões técnicos semelhantes

Ambos os malwares:

  • Utilizam o algoritmo AES-256 para criptografar informações sensíveis;
  • Adotam técnicas de ofuscação que dificultam a análise do código;
  • Apresentam estruturas modulares, permitindo atualizações e variações rápidas;
  • São projetados para roubar dados bancários e criptoativos de usuários brasileiros.

Como se proteger do trojan Maverick

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Imagem: Canva – Edição: Seu Crédito Digital

Desconfie de arquivos compactados

Nunca abra arquivos .zip recebidos pelo WhatsApp — mesmo que venham de amigos ou familiares. Contas comprometidas são usadas justamente para ganhar credibilidade junto à vítima.

Verifique extensões suspeitas

Arquivos com a extensão .LNK (atalhos do Windows) não devem ser abertos fora de contexto. Essa extensão raramente é usada por empresas ou instituições legítimas.

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Mantenha o Windows e os programas de segurança sempre atualizados. Versões antigas estão mais vulneráveis a ataques que exploram falhas conhecidas.

Evite clicar em links encurtados ou desconhecidos

Golpistas frequentemente utilizam links disfarçados para redirecionar a vítima a sites maliciosos ou baixar arquivos automaticamente.

Use autenticação em dois fatores

Ativar a autenticação em dois fatores (2FA) no WhatsApp e em contas bancárias adiciona uma camada extra de segurança, dificultando o acesso indevido.

Ações das empresas de segurança

As empresas de cibersegurança envolvidas nas investigações vêm atuando para bloquear domínios maliciosos e atualizar assinaturas antivírus. A Kaspersky emitiu alertas para usuários corporativos, enquanto a Sophos trabalha em ferramentas específicas para detectar a presença do Maverick em redes empresariais.

Além disso, especialistas recomendam que vítimas em potencial restaurem sistemas a partir de backups anteriores e evitem reconectar dispositivos infectados à rede.

FAQ – Perguntas frequentes

1. O que é o trojan Maverick?
É um malware bancário que se espalha pelo WhatsApp e rouba dados financeiros, senhas e criptomoedas de usuários brasileiros.

2. Como ele se propaga?
Por meio de arquivos .zip enviados em mensagens do WhatsApp, contendo atalhos (.LNK) maliciosos que executam scripts PowerShell.

3. Quais são os principais alvos?
Bancos e corretoras de criptomoedas, com o objetivo de roubar credenciais e realizar transações não autorizadas.

4. Como posso me proteger?
Evite abrir arquivos compactados no WhatsApp, mantenha o antivírus atualizado e ative a autenticação em dois fatores.

Considerações finais

O avanço do Maverick representa um alerta para usuários comuns e empresas: golpes via WhatsApp estão mais sofisticados do que nunca. O malware combina engenharia social, técnicas avançadas de evasão e automação para atingir um público amplo e causar prejuízos reais.

Manter-se informado, adotar boas práticas digitais e desconfiar de mensagens suspeitas são as melhores defesas contra esse tipo de ataque.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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