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Trump anuncia cortar verba de U$ 500 milhões de reais sobre Harvard

Governo Trump cancela US$ 100 milhões em contratos federais com Harvard, amplia restrições e pressiona universidade com novas exigências.

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Imagem de Donald Trump encarando justiça algo enquanto está em um palanque. suprema corte

Em um movimento sem precedentes, o governo Donald Trump anunciou nesta terça-feira (27) o cancelamento dos contratos federais restantes direcionados à Universidade Harvard, estimados em US$ 100 milhões — aproximadamente R$ 570 milhões na cotação atual.

A decisão, formalizada por meio de carta enviada pela Administração de Serviços Gerais dos Estados Unidos (GSA) às agências federais, orienta que sejam identificados e acionados fornecedores alternativos para serviços futuros.

Harvard sofre novo golpe em meio à escalada de tensões com a Casa Branca

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Imagem: Casimiro PT / shutterstock.com

O documento, assinado por Josh Gruenbaum, comissário do Serviço de Aquisição Federal, reforça que contratos considerados “não críticos” devem ser encerrados imediatamente, enquanto serviços essenciais serão transferidos progressivamente para outros prestadores. A medida representa mais uma etapa do que já é visto como uma ofensiva sistemática da administração Trump contra a universidade de maior prestígio dos Estados Unidos.

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Trump endurece retórica e ações contra Harvard

Segundo a carta oficial, as agências federais deverão responder até 6 de junho com uma lista completa de contratos a serem cancelados. Entre os contratos afetados estão iniciativas científicas, como um projeto de US$ 49.858 (cerca de R$ 280 mil) do Instituto Nacional de Saúde (NIH) para investigar os efeitos do consumo de café, e um contrato de US$ 25.800 (aproximadamente R$ 140 mil) do Departamento de Segurança Interna, que financiava treinamentos para executivos.

O texto da GSA ainda recomenda que futuras contratações de serviços não incluam Harvard, citando uma suposta “falta de comprometimento com a não discriminação e com os valores e prioridades nacionais”.o.

Harvard reage: defesa da liberdade acadêmica e ação judicial

A Universidade Harvard, por sua vez, vê as ações do governo como uma violação direta dos seus direitos constitucionais. A instituição, em um comunicado oficial, classificou a medida como uma tentativa de ingerência política na sua administração, políticas acadêmicas e de admissão.

Entre as exigências do governo Trump estão a exclusão de estudantes considerados contrários aos valores dos EUA, a realização periódica de auditorias ideológicas no corpo discente e docente, além da obrigação de prestar contas à Casa Branca, com relatórios trimestrais detalhando as ações implementadas para garantir a diversidade de perspectivas no campus.

Ações judiciais buscam reverter bloqueios

Harvard reagiu com duas ações na Justiça: uma para recuperar mais de US$ 3 bilhões em recursos bloqueados e outra para reverter a restrição à matrícula de alunos de fora dos EUA.

O impacto sobre os estudantes e a reputação global de Harvard

A universidade abriga cerca de 6.800 alunos internacionais, que correspondem a vinte e sete por cento das matrículas. A iniciativa do governo ameaça tanto o ingresso de novos estudantes quanto a permanência dos que já fazem parte da instituição.

Apesar do cerco imposto pelo governo, Harvard observa um crescimento expressivo em doações e manifestações de apoio. Alunos, ex-alunos e acadêmicos de todo o mundo se mobilizam em defesa da universidade, apontando que o ataque do governo não se restringe a uma instituição, mas ao próprio princípio da liberdade acadêmica.

Trump justifica medidas como luta por direitos civis

O governo Trump classifica suas ações como uma “luta por direitos civis”, acusando Harvard de manter políticas discriminatórias nas admissões, contrariando decisão recente da Suprema Corte que proibiu o uso de critérios raciais nesse processo.

Além disso, a administração acusa Harvard de ser conivente com episódios de comportamento antissemita em seu campus. Essas alegações são firmemente negadas pela universidade, que reforça seu compromisso com a diversidade e a inclusão.

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Um conflito com implicações para o futuro do ensino superior nos EUA

Prédio da Universidade Harvard
Imagem: Jon Bilous/ shutterstock.com

A escalada da disputa entre o governo Trump e Harvard representa um marco no relacionamento entre o poder público e as instituições de ensino superior. Especialistas apontam que o embate pode ter consequências duradouras, redefinindo o papel do financiamento federal e a autonomia universitária nos Estados Unidos.

FAQ

Quais contratos de Harvard foram afetados?

Contratos com cerca de nove agências federais foram afetados, incluindo projetos de pesquisa do Instituto Nacional de Saúde e treinamentos para o Departamento de Segurança Interna.

Como Harvard está reagindo?

Harvard entrou com ações judiciais para restabelecer o financiamento federal e garantir o direito de continuar matriculando estudantes internacionais, defendendo a liberdade acadêmica.

Considerações finais

A decisão do governo Trump de cortar cerca de US$ 100 milhões em contratos federais com a Universidade Harvard marca uma escalada significativa na tensão entre a Casa Branca e as instituições de ensino superior americanas. Mais do que uma simples disputa financeira, o episódio simboliza um embate ideológico que coloca em xeque princípios fundamentais da autonomia universitária e da liberdade acadêmica.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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