Em um momento de intensificação dos conflitos no Leste Europeu, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, surpreendeu ao adotar um tom incomum ao se referir a Vladimir Putin. Após os recentes bombardeios realizados pela Rússia contra cidades ucranianas, Trump declarou que o presidente russo “ficou completamente louco” e que os ataques representam uma escalada desnecessária na guerra que já dura mais de três anos.
Trump afirma que Putin “ficou completamente louco” após ataque à Ucrânia
Trump afirma que Putin "enlouqueceu" após bombardeios intensos à Ucrânia e critica postura de Zelensky. Entenda.
As falas, divulgadas tanto nas redes sociais quanto em entrevistas a jornalistas, marcaram um afastamento retórico de Trump em relação à figura de Putin, com quem sempre alegou manter uma relação de respeito. A declaração do ex-presidente vem em meio ao maior ataque aéreo russo contra a Ucrânia desde o início da guerra.
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O maior bombardeio em anos reacende a tensão internacional

As autoridades ucranianas relataram pelo menos 12 mortes, incluindo crianças, e dezenas de feridos após a ofensiva russa. O ataque, descrito por analistas como um dos mais intensos desde a invasão da Crimeia, incluiu o uso de mísseis e drones lançados contra áreas urbanas, como Kiev e outras cidades importantes.
Para Trump, os ataques foram uma reação desproporcional. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou:
“Sempre tive um ótimo relacionamento com Vladimir Putin, da Rússia, mas algo aconteceu com ele. Ele ficou completamente LOUCO! Ele está matando muita gente desnecessariamente, e não estou falando apenas de soldados.”
Postura crítica de Trump surpreende
Horas antes dessa postagem, Trump já havia expressado seu descontentamento com o líder russo em conversa com repórteres:
“Não estou satisfeito com o que Putin está fazendo. Ele está matando muita gente, e não sei o que aconteceu com Putin.”
A surpresa nas declarações não se limita ao conteúdo, mas também ao tom. Conhecido por evitar críticas diretas a líderes autoritários, Trump adotou uma postura firme ao se referir a Putin, indicando, segundo analistas políticos, uma tentativa de reposicionar sua imagem como potencial mediador no cenário internacional.
Zelensky também é alvo de críticas
Apesar de condenar a ofensiva russa, Trump não poupou palavras ao falar do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O líder norte-americano sugeriu que a retórica de Zelensky prejudica mais do que ajuda o próprio país:
“Da mesma forma, o presidente Zelensky não está fazendo nenhum favor ao seu país ao falar do jeito que fala. Tudo o que sai da boca dele causa problemas, eu não gosto disso e é melhor parar.”
As declarações foram recebidas com cautela por diplomatas e observadores políticos, que veem nelas um possível sinal de que Trump poderá adotar uma política externa mais centrada em mediações diretas, caso retorne ao poder.
Silêncio dos EUA “encoraja Putin”, diz Zelensky
Do lado ucraniano, o presidente Zelensky afirmou que a falta de uma resposta mais firme por parte dos Estados Unidos e outras potências apenas fortalece o Kremlin. Em pronunciamento no domingo, ele destacou:
“O mundo pode sair de férias, mas a guerra continua, apesar dos fins de semana e dos dias úteis. Isso não pode ser ignorado. O silêncio dos Estados Unidos e de outros países no mundo só encoraja Putin.”
Sanções estão em avaliação, diz Trump
Questionado sobre a possibilidade de impor novas sanções à Rússia, Trump declarou que está “absolutamente” considerando medidas adicionais, embora tenha demonstrado cautela.
Inicialmente resistente a novas penalidades, sob o argumento de que ainda havia chances de avanços diplomáticos, Trump agora admite rever essa posição após os ataques recentes. Ele se disse “muito surpreso” com a escalada da violência e reforçou que os bombardeios aconteceram logo após uma conversa telefônica com o presidente russo:
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“Estamos conversando, e ele está disparando foguetes contra Kiev e outras cidades.”
Tentativa de cessar-fogo ganha novo impulso

Mesmo em meio ao clima de tensão, Trump anunciou que um canal de negociação permanece aberto. Após conversas telefônicas com Putin, Zelensky e outros líderes europeus, o ex-presidente disse que uma trégua está sendo costurada:
“Rússia e Ucrânia iniciarão imediatamente negociações para um cessar-fogo e, mais importante, um FIM para a guerra.”
Trump explicou que os termos da negociação devem ser definidos exclusivamente pelas duas nações envolvidas:
“As condições serão negociadas entre as duas partes, como só pode ser, porque elas conhecem detalhes de uma negociação dos quais ninguém mais teria conhecimento.”
Perspectivas e desafios para a diplomacia internacional
A mudança de postura de Trump em relação a Putin, aliada à sua tentativa de intermediar um cessar-fogo, pode reconfigurar o papel dos Estados Unidos no cenário da guerra. Analistas apontam que o discurso mais duro pode ajudar Trump a recuperar espaço no debate sobre política externa, mas alertam que o apoio à Ucrânia continuará sendo um ponto delicado.
Enquanto isso, os ataques russos seguem gerando vítimas e aprofundando a tragédia humanitária na região. O futuro das negociações depende, agora, da disposição real das partes envolvidas em pôr fim ao conflito.
Com informações de: CNN Brasil
