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Trump taxa em 100% filmes feitos fora dos EUA e promete “reviver Hollywood”

Donald Trump anuncia tarifa de 100% sobre filmes produzidos fora dos EUA em 2025. Medida visa proteger Hollywood e reacender a indústria!

Bianca BorgesPor Bianca Borges5 min de leitura
Trump

Em um novo movimento protecionista, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no domingo (4) que autorizou uma tarifa de 100% sobre todos os filmes produzidos fora do país.

Segundo o líder norte-americano, a medida visa proteger a indústria cinematográfica doméstica, que estaria enfrentando um declínio acelerado diante dos incentivos oferecidos por outros países a produtores e estúdios norte-americanos.

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“Queremos filmes feitos na América, novamente”

O anúncio foi feito por Trump em sua rede social, a Truth Social. “A indústria cinematográfica americana está morrendo muito rápido. Outros países estão oferecendo todos os tipos de incentivos para atrair nossos cineastas e estúdios para longe dos Estados Unidos”, escreveu o presidente.

Na mesma publicação, Trump afirmou que já orientou o Departamento de Comércio e o USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA) a iniciar os trâmites para a implementação da tarifa. “Queremos filmes feitos na América, novamente!”, concluiu, em tom similar ao seu famoso slogan de campanha.

O que pode mudar com a tarifa de 100% sobre filmes estrangeiros

A decisão de Trump, caso implementada, representaria um impacto direto nas produções audiovisuais internacionais que buscam o mercado norte-americano, especialmente na exibição em salas de cinema, plataformas de streaming e redes de TV.

Impactos possíveis:

  • Aumento no custo de distribuição de filmes estrangeiros nos EUA
  • Redução de filmes internacionais em cartaz no país
  • Pressão sobre plataformas de streaming com catálogos globais
  • Potencial aumento de tensões comerciais com parceiros como Canadá, Reino Unido e Índia

Medida encontra resistência e dúvidas legais

Apesar do anúncio, a legalidade e aplicabilidade dessa tarifa ainda são nebulosas. Especialistas apontam que filmes são classificados como “serviços culturais”, o que torna sua taxação direta mais complexa em termos de comércio internacional.

O USTR, que já lida com barreiras não tarifárias em serviços digitais, ainda não detalhou como a medida seria implementada formalmente.

A estrutura da OMC e acordos comerciais dos EUA não são claros sobre a taxação direta de bens culturais como filmes”, disse à imprensa americana um ex-funcionário da Organização Mundial do Comércio.

Guerra de incentivos: como países vêm atraindo produções

O pano de fundo da decisão de Trump envolve a disputa global por incentivos fiscais que atraem estúdios e produtoras para filmagens fora dos EUA.

Toronto (Canadá), Dublin (Irlanda), Praga (República Tcheca) e Wellington (Nova Zelândia) são exemplos de cidades que oferecem créditos de impostos, infraestrutura de ponta e mão de obra subsidiada, o que tem feito Hollywood perder terreno.

Recentemente, o governador da Califórnia, Gavin Newsom, anunciou um pacote de créditos fiscais estaduais para tentar conter a saída de produções do estado.

Trump vê ameaça à segurança nacional

Em tom alarmista, Trump classificou os incentivos oferecidos por outros países como parte de um “esforço coordenado” para enfraquecer a indústria cultural dos EUA. “É uma ameaça à Segurança Nacional. É, além de tudo, mensagem e propaganda!”, escreveu em sua rede.

A fala gerou críticas por parte de especialistas em política externa e em liberdade de expressão, que consideraram o argumento exagerado e perigoso do ponto de vista diplomático e comercial.

Situação da indústria cinematográfica dos EUA

Mesmo com a retórica forte, os dados apontam que a indústria de cinema dos EUA ainda se recupera lentamente dos efeitos da pandemia.

A bilheteria doméstica, que alcançava cerca de US$ 12 bilhões em 2018, não ultrapassa os US$ 9 bilhões desde 2020. O número de lançamentos também caiu de forma significativa, afetando estúdios, salas de cinema e trabalhadores do setor.

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Reações de Hollywood e da indústria internacional

trump
Imagem: Evan El-Amin/shutterstock.com

Até o momento, grandes estúdios de cinema não se pronunciaram oficialmente, mas fontes do setor ouvidas pela imprensa norte-americana indicam preocupação com os efeitos práticos e diplomáticos da medida.

Plataformas como Netflix, Amazon Prime Video e Disney+ também podem ser impactadas, já que boa parte de seus conteúdos é produzida fora dos EUA.

Possíveis impactos para as plataformas de streaming:

  • Necessidade de reajustar contratos de distribuição
  • Risco de encarecimento de conteúdos internacionais
  • Possível retração na oferta de filmes estrangeiros ao público americano

Efeitos colaterais: e os cinéfilos?

Se implementada, a tarifa de 100% pode ter efeito direto no acesso dos consumidores norte-americanos a filmes internacionais, sobretudo os de cinema independente, produções europeias e filmes asiáticos, frequentemente indicados a prêmios como o Oscar e festivais como Cannes e Berlim.

Além disso, especialistas alertam que a medida pode desencadear retaliações comerciais, prejudicando exportações de produções americanas para outros mercados.

Conclusão

A proposta de Trump de taxar em 100% os filmes produzidos fora dos Estados Unidos, embora ainda sem clareza jurídica, acende um novo debate sobre protecionismo cultural, guerra comercial no setor audiovisual e os rumos da indústria cinematográfica global.

Resta saber se a medida se tornará viável legalmente — e se será mantida em um eventual novo mandato de Trump.

Bianca Borges

Autor

Bianca Borges

Bianca Borges é estudante de Publicidade e desenvolvedora em formação, com paixão por cultura pop, tecnologia e universos geek. Fã de Star Wars, DC Comics, RPG e The Walking Dead, ela traz sua visão criativa e analítica para o time do Seu Crédito Digital, colaborando na produção de conteúdos relevantes sobre consumo, serviços públicos e finanças do dia a dia. Com estilo descontraído e foco em clareza, Bianca ajuda leitores a entender temas complexos com leveza e precisão.

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