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Viagem mais segura: novo regulamento vai aumentar a segurança aérea

Nova lei na Turquia aplica multa a passageiros que se levantam antes da parada total do avião. Medida visa aumentar a segurança aérea.

Helena SerpaPor Helena Serpa5 min de leitura
Latam

Nos últimos anos, com o aumento no número de voos comerciais e a popularização das passagens aéreas, o comportamento dos passageiros tornou-se uma preocupação crescente para autoridades da aviação. Em meio a esse cenário, a Turquia acaba de aprovar uma legislação que promete mudar uma das práticas mais comuns — e perigosas — a bordo dos aviões: levantar-se antes da parada completa da aeronave.

Nova regulamentação turca: foco na segurança

Interior de um avião turquia
Imagens: Tomas Urbelionis/shutterstock.com

Em 2 de junho de 2025, Kemal Yüsek, diretor-geral de Aviação Civil da Turquia, anunciou a entrada em vigor de uma nova lei que impõe multas a passageiros que descumprem instruções básicas durante o desembarque.

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De acordo com Kemal Yüsek, a iniciativa foi motivada por diversos casos nos quais passageiros se levantaram antes de receberem a autorização da tripulação, desrespeitando as normas de segurança e gerando desconforto entre os demais ocupantes. Em entrevista coletiva realizada em Ancara, o diretor-geral de Aviação Civil ressaltou que a questão vai além do protocolo, tratando-se de uma medida essencial para a segurança. Segundo ele, levantar-se prematuramente pode causar riscos significativos, especialmente em situações de frenagens inesperadas ou emergências durante o voo.

O que muda com a nova lei

A legislação estabelece uma multa de 2.603 liras turcas (R$ 380) — para quem desrespeitar as orientações da tripulação antes da parada completa do avião. A sanção será aplicada a bordo, com registro imediato por parte da equipe de voo e notificação às autoridades ao pousar.

Fiscalização e aplicação das multas

A aplicação das multas ficará sob responsabilidade da equipe de bordo, que terá respaldo legal para documentar os casos e repassá-los às autoridades aeroportuárias. O passageiro será notificado formalmente e poderá contestar a penalidade judicialmente, embora a legislação torne o processo sumário e eficaz.

Por que essa medida é importante

Segundo especialistas em aviação, o cinto de segurança permanece essencial mesmo após o pouso, já que o avião pode frear abruptamente ou fazer manobras inesperadas. O desligamento do sinal luminoso é o único indicativo seguro de que o passageiro pode se levantar.

“O cinto de segurança é a última barreira de proteção em situações imprevistas. Retirá-lo antes do tempo pode gerar lesões graves”, explicou Emre Yıldız, ex-comandante da Turkish Airlines e atual consultor de segurança aérea.

Desordem e risco nos corredores

Levantamentos indicam que parte significativa dos incidentes durante o desembarque ocorre por causa da movimentação precoce dos passageiros. A tentativa de pegar bagagens rapidamente ou sair na frente pode provocar quedas, empurrões e até colisões com comissários que ainda estão em atividade operacional.

E o “jeitinho” brasileiro? Debate sobre adoção global

Embora a medida esteja restrita à Turquia, o tema ganhou repercussão internacional e reacendeu o debate sobre a necessidade de mais rigor em países com forte cultura de improviso ou descumprimento de regras básicas de convivência, como o Brasil.

No Brasil, infrações sem penalidade direta

Atualmente, no Brasil, as infrações cometidas por passageiros a bordo raramente resultam em sanções diretas, salvo casos mais graves como agressões ou atos de desobediência flagrante. Comportamentos como se levantar antes da hora ou formar filas nos corredores são repreendidos verbalmente pelos comissários, mas sem consequências legais.

Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), a responsabilidade sobre comportamentos indevidos é compartilhada entre a companhia aérea e a Polícia Federal, e geralmente não envolve penalizações financeiras.

A possível influência da nova medida

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Imagem: ImYanis | shutterstock.com

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A regulamentação turca pode funcionar como modelo para outras nações interessadas em reforçar normas de conduta a bordo. Especialistas avaliam que medidas preventivas e multas aplicáveis têm potencial de educar o passageiro e reduzir incidentes, sem prejudicar a experiência de voo.

Segundo a consultora em turismo internacional Lara Mesquita, “iniciativas como essa reforçam a importância do respeito coletivo durante o voo. Mais do que regras, são práticas que protegem vidas”.

FAQ – Perguntas frequentes

Por que a Turquia criou essa lei?
Para aumentar a segurança a bordo e evitar comportamentos que possam colocar em risco os passageiros e a tripulação.

Quais atitudes são punidas?
Desafivelar o cinto antes da hora, levantar-se antes da parada, abrir o bagageiro indevidamente e desrespeitar a ordem de desembarque.

Qual o valor da multa?
2.603 liras turcas, cerca de R$ 380.

Essa medida existe em outros países?
Não com o mesmo formato. Mas nos EUA e na Europa, comportamentos que desrespeitam a tripulação podem gerar sanções severas.

O Brasil pode adotar algo semelhante?
Ainda não há movimentação nesse sentido, mas o debate sobre conduta a bordo tende a crescer após o exemplo turco.

Considerações finais

A nova legislação turca representa um marco importante na luta por mais segurança e civilidade nos voos comerciais. Embora ainda restrita ao território da Turquia, ela lança luz sobre um problema global: o comportamento impaciente e, muitas vezes, perigoso de passageiros durante o desembarque.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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