A guerra entre Ucrânia e Rússia chega quase ao marco de um ano. Seu início se deu pelo avanço da Otan no Leste Europeu e por outras questões geopolíticas. As razões para a guerra, no entanto, não justificam os atos da Rússia, o que levou a União Europeia aplicar várias sanções ao país.
UE pretende utilizar bilhões de euros de ativos russos para reconstruir a Ucrânia
Para recuperar a economia mundial, a UE pretende utilizar bilhões de euros para reconstruir a Ucrânia. Entenda qual será o papel da Rússia.
Assim, a UE pretende utilizar bilhões de euros de ativos russos, que estão congelados no momento, para arcar com a reconstrução da Ucrânia.
É possível que a Rússia responda em tribunal especial
Durante discurso oficial, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, propôs a formação de um tribunal especial para investigar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
Ursula reforça que a “Rússia deve pagar por seus horríveis crimes, incluindo o crime de agressão contra um Estado soberano”.
O problema por trás da reconstrução ucraniana
Dados indicados pela presidente explicitam que, a fim de recuperar os danos sofridos pela Ucrânia, o investimento necessário seria de 600 bilhões de euros. Em outubro, Denys Shmyhal, primeiro-ministro ucraniano, sugeriu a apreensão e o congelamento de ativos russos para a empreitada.
Após apelo e deliberação dos membros da União Europeia, a UE pretende utilizar bilhões de euros de ativos confiscados das reservas do Banco Central da Rússia, incluindo também um montante significativo de grandes fortunas russas.
Contudo, a apreensão e o uso de bens congelados é autorizado apenas em caso de condenação criminal. Além disso, oligarcas ligados ao presidente Putin também tiveram ativos congelados e, por isso, muitos passaram a transferir seus ativos para familiares ou negócios fantasma, o que dificulta o processo.
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Assim, fica ainda mais necessária a criação de um tribunal especial para avaliar o caso.
Estamos prontos para começar a trabalhar com a comunidade internacional para obter o maior apoio internacional possível para este tribunal especializado.
Ursula von der Leyer.
Imagem: Shag 7799/shutterstock.com
