O Banco do Brasil está prestes a lançar uma inovação que promete transformar a experiência dos turistas brasileiros na Argentina: a possibilidade de pagar por compras em Reais utilizando o sistema de pagamentos instantâneos Pix. A iniciativa está em fase final de testes e deve ser lançada na segunda quinzena de outubro de 2025.
Banco do Brasil expande Pix para a Argentina; entenda a novidade
BB levará o Pix à Argentina em outubro. Turistas brasileiros poderão pagar em Reais via QR code, com câmbio automático e sem burocracia.
Segundo Pedro Bramont, diretor de soluções em meios de pagamentos e serviços do Banco do Brasil, o projeto já está tecnicamente viabilizado graças a uma série de parcerias estratégicas. A nova funcionalidade permitirá que qualquer brasileiro com conta bancária e chave Pix ativas realize pagamentos no país vizinho de forma simples, rápida e segura — sem precisar portar moeda estrangeira ou lidar com casas de câmbio.
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Como funcionará o Pix na Argentina
Integração com maquininha e menu em espanhol
A novidade será viabilizada por meio de uma parceria entre o Banco do Brasil e uma rede de adquirência que opera maquininhas de cartão na Argentina. O nome da empresa ainda é mantido em sigilo, mas o funcionamento já está delineado.
As maquininhas de POS (Point of Sale) serão atualizadas para incluir o Pix como método de pagamento no menu. Quando o turista brasileiro optar por essa forma de pagamento, a tela exibirá um QR Code Pix — exatamente como já acontece nas transações domésticas no Brasil.
Conversão automática de moedas
Uma das inovações mais relevantes é o sistema de conversão cambial em tempo real. O lojista argentino continuará exibindo os preços em Pesos. No momento do pagamento, o sistema fará a conversão automática e mostrará ao turista o valor equivalente em Reais. Essa conversão será baseada no câmbio do dia, com transparência e agilidade.
A conversão e a liquidação financeira internacional serão feitas por meio de uma aliança entre o Banco do Brasil e o Banco Patagonia, que atua na Argentina.
Simplicidade para o consumidor
Sem necessidade de conta no BB
Qualquer turista brasileiro poderá usar o Pix na Argentina, mesmo que não seja cliente do Banco do Brasil. O único requisito será possuir uma conta em banco com Pix ativo no Brasil. Isso significa que o sistema será interoperável, funcionando com clientes de Nubank, Itaú, Bradesco, Inter, C6 Bank, entre outros.
QR code, chave Pix e pronto
No momento da compra, o usuário escaneia o QR code com o aplicativo de seu banco no celular. Em poucos segundos, a transação é confirmada e o valor em Pesos é creditado diretamente na conta do lojista argentino.
Por outro lado, o comerciante na Argentina também não precisa ser cliente do Banco do Brasil. Basta que tenha uma conta local e aceite pagamentos via a maquininha da rede adquirente parceira.
Por que isso importa?
Turismo sem fronteiras financeiras
Com essa iniciativa, o Banco do Brasil dá um passo importante rumo à internacionalização do Pix. O sistema, que já revolucionou os pagamentos no Brasil desde seu lançamento em 2020, agora começa a transpor fronteiras. A medida oferece mais comodidade, segurança e controle aos brasileiros em viagem internacional.
Com a adoção do Pix na Argentina, o turismo brasileiro no país vizinho tende a ganhar ainda mais tração. A eliminação da necessidade de portar dólares ou Pesos argentinos e a facilidade de pagamento digital devem beneficiar tanto consumidores quanto lojistas.
Redução de custos e riscos
A proposta ainda representa uma economia real para o turista, que evitará taxas de casas de câmbio, tarifas de saque internacional e IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) elevado em transações com cartão de crédito.
Além disso, o uso do Pix também reduz riscos relacionados ao uso de dinheiro em espécie, como furtos e fraudes.
Declarações oficiais
Pedro Bramont, do Banco do Brasil, afirmou ao site Mobile Time que o objetivo da instituição é ampliar o uso do Pix em outros destinos turísticos:
“Nosso foco é internacionalizar o Pix para o cliente que vai ao exterior. Primeiro os brasileiros vão poder pagar com Pix na Argentina, mas já temos demandas de outros países”, afirmou o executivo.
Essa fala evidencia que o projeto piloto na Argentina poderá ser o início de uma expansão mais ampla pela América do Sul e, eventualmente, em outros continentes.
Caminho para o Pix internacional

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A internacionalização do Pix vem sendo discutida no âmbito do Banco Central do Brasil e de entidades multilaterais como o G20. O Banco do Brasil, por sua vez, assume a dianteira ao viabilizar a primeira operação concreta de uso transfronteiriço da tecnologia em pagamentos no varejo.
Além da Argentina, há indícios de que a Colômbia, o Uruguai e o Paraguai também possam ser contemplados em futuras fases do projeto.
Integração com redes locais e globais
Um dos maiores desafios para o Pix funcionar fora do Brasil é a integração com redes locais de adquirência e a conversão cambial. Nesse caso, a solução adotada pelo Banco do Brasil com o Banco Patagonia pode servir de modelo para futuras parcerias.
O uso de QR codes padronizados (EMVco) e a interoperabilidade entre carteiras digitais também podem acelerar a adesão do Pix em lojas fora do Brasil.
Repercussão no mercado financeiro
Banco do Brasil como protagonista da inovação
A iniciativa reforça a imagem do Banco do Brasil como um dos bancos mais inovadores do sistema financeiro nacional, especialmente no campo dos meios de pagamento. Além disso, o BB reforça sua estratégia de atuação no exterior, onde já possui presença com escritórios e alianças locais.
A solução também tem potencial para gerar receitas adicionais com serviços de câmbio, além de fortalecer o relacionamento com clientes brasileiros que viajam para o exterior.
Implicações para o setor de turismo
A adoção do Pix como meio de pagamento internacional tende a estimular ainda mais o turismo bilateral entre Brasil e Argentina. Em um contexto de instabilidade cambial, a previsibilidade e segurança oferecidas pelo sistema podem atrair turistas que antes evitavam o país vizinho por receio de flutuações no câmbio e dificuldades para realizar pagamentos.
O que ainda falta para o lançamento

Embora a tecnologia esteja pronta e os testes avançados, a etapa de homologação com a rede de adquirência argentina ainda está em andamento. A expectativa, segundo o próprio BB, é que tudo esteja pronto para lançamento oficial até a segunda quinzena de outubro de 2025.
O nome da empresa parceira que fará a intermediação por meio das maquininhas ainda não foi divulgado por razões contratuais e estratégicas.
Imagem: Freepik/ Edição: Seu Crédito Digital
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