O Pix se consolidou como o principal meio de pagamento do país desde seu lançamento pelo Banco Central do Brasil em 2020. Mas, apesar do alto nível de satisfação, os brasileiros querem melhorias. É o que revela a pesquisa Panorama E-commerce, realizada pela Visa Conecta, que mostra uma demanda clara por mais rapidez e facilidade no processo de pagamento.
Usuários do Pix querem melhorias apesar da alta satisfação
Pesquisa mostra que 87% dos usuários do Pix querem transferências em até 15 segundos e maior agilidade no pagamento online.
O levantamento entrevistou 1.521 consumidores digitalizados, maiores de 18 anos, buscando refletir a diversidade de classes sociais, gêneros e regiões do Brasil conectado. O resultado confirma a força do Pix, mas também aponta gargalos que podem orientar as próximas evoluções do sistema.
Brasileiros querem Pix ainda mais rápido
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Entre os 1.442 entrevistados que já utilizaram o Pix, 87% consideram atraente que o processo de pagamento leve menos de 15 segundos. Desses, 65% afirmaram que seria muito melhor se a transferência fosse concluída nesse tempo, enquanto 23% disseram que seria melhor.
A agilidade sempre foi um dos diferenciais do Pix em relação a modalidades como TED e DOC, que tinham horários restritos e prazos mais longos. No entanto, a experiência de compra online elevou o nível de exigência do consumidor.
Tempo virou fator decisivo no e-commerce
No ambiente digital, cada segundo impacta a conversão de vendas. Quando o cliente precisa sair do site da loja, abrir o aplicativo do banco, copiar e colar código ou escanear QR Code, o risco de abandono do carrinho aumenta.
A pesquisa mostra que 1.260 consumidores desejam mais agilidade. Entre eles, 69% afirmaram que aceitariam vincular dados da conta bancária a sites ou aplicativos de lojas para simplificar o pagamento com Pix.
Esse dado é relevante porque indica maior abertura ao compartilhamento de informações, especialmente em um contexto regulado por regras de segurança como o Open Finance, também coordenado pelo Banco Central.
Conhecimento alto, uso ainda em expansão
A pesquisa também avaliou o grau de conhecimento e adesão a novas modalidades do Pix: Parcelado, Aproximação e Internacional.
Embora sejam conhecidas, nem todas apresentam uso proporcional ao interesse declarado.
Parcelado é o mais conhecido
O Pix Parcelado lidera em reconhecimento. Segundo o levantamento, 83% dos entrevistados sabem da existência dessa modalidade. O interesse também é elevado: 35% afirmam que com certeza utilizarão, e 28% dizem que provavelmente usarão.
Na prática, porém, apenas 31% já realizaram pagamentos parcelados via Pix. Entre quem utilizou, o nível de satisfação chega a 87%.
O modelo parcelado tende a ganhar espaço principalmente em compras de maior valor, onde o cartão de crédito ainda domina. A diferença está na estrutura: enquanto o cartão envolve a operadora e cobrança de juros rotativos, o Pix Parcelado depende das regras da instituição financeira que oferece o crédito.
Aproximação avança com alta aprovação
O Pix por Aproximação é conhecido por 76% dos entrevistados. A intenção de uso é de 70%, mas 42% já experimentaram a modalidade.
O índice de satisfação é um dos mais altos: 96% de aprovação entre os usuários.
A tecnologia funciona de forma semelhante ao pagamento por aproximação com cartão, usando NFC. A tendência é que sua adoção cresça com a integração às carteiras digitais e maquininhas de pagamento.
Internacional ainda é incipiente
O Internacional apresenta o maior nível de desconhecimento: 74% dos entrevistados não sabiam da modalidade. Apenas 8% afirmaram já ter utilizado o serviço, e 57% demonstraram interesse.
É importante esclarecer que o Internacional ainda não foi oficialmente lançado pelo Banco Central. O que existe são empresas que atuam como intermediárias, conectando contas brasileiras a sistemas de pagamento estrangeiros.
Para quem faz sentido o internacional?
Esse tipo de operação tende a ser mais relevante para:
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- Quem realiza compras em sites internacionais
- Brasileiros que viajam com frequência
- Pessoas que enviam remessas ao exterior
- Profissionais que prestam serviços para fora do país
Em alguns casos, já é possível pagar via Pix em estabelecimentos na Argentina, França e Estados Unidos por meio de empresas intermediadoras. Nesses modelos, uma instituição brasileira faz a liquidação local e converte o valor para a moeda estrangeira.
No entanto, como não há regulamentação específica para um Pix global padronizado, o crescimento ainda depende de acordos internacionais e integração entre sistemas bancários.
FAQ
O Pix realmente pode levar menos de 15 segundos?
Sim. O Pix foi desenvolvido para realizar transferências quase instantâneas, 24 horas por dia. No entanto, o tempo pode variar levemente dependendo da conexão do usuário, da instituição financeira e da integração do sistema da loja ou aplicativo.
Aproximação já está disponível para todos?
A disponibilidade depende do banco, da carteira digital utilizada e da maquininha do estabelecimento. A tecnologia está em expansão e tende a se tornar mais comum no varejo físico com o avanço da integração via NFC.
Considerações finais
A pesquisa Panorama E-commerce mostra que o Pix atingiu um alto nível de aceitação no Brasil, mas o consumidor digital quer processos ainda mais rápidos e integrados. A expectativa de concluir uma transação em até 15 segundos virou referência de qualidade.
Modalidades como Pix Parcelado e Pix por Aproximação já apresentam boa aceitação e devem ganhar tração. Já o Pix Internacional ainda depende de regulamentação e amadurecimento do mercado.
O recado do consumidor é claro: satisfação não significa estagnação. A inovação contínua será determinante para manter o Pix na liderança dos meios de pagamento no Brasil.
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