A aparente segurança oferecida pelos dispositivos da Apple pode estar criando um cenário perigoso para seus usuários.
iPhone: estudo revela que seus usuários são mais descuidados com a segurança do que se imagina
Estudo revela falhas de segurança digital entre usuários de iPhone. Veja como se proteger agora mesmo.
Um estudo recente da empresa de cibersegurança Malwarebytes, envolvendo mais de 1.300 pessoas em cinco países, revelou que usuários de iPhone são mais propensos a cair em golpes online do que os de Android.
A pesquisa escancara um ponto crítico: o comportamento dos usuários pode anular as vantagens técnicas de um sistema seguro.
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Mito da invulnerabilidade do iOS
O sistema iOS é frequentemente descrito como um dos mais seguros do mercado. Com um ecossistema fechado, atualizações regulares e controle rigoroso da App Store, a Apple construiu uma reputação sólida em torno da privacidade e proteção de dados. Mas, segundo a Malwarebytes, essa imagem pode estar induzindo os usuários a um falso sentimento de imunidade digital.
A pesquisa aponta que 55% dos usuários de iPhone acreditam que seus aparelhos são totalmente protegidos contra ameaças virtuais. Essa confiança exagerada pode levar a comportamentos arriscados, como comprar em sites desconhecidos, clicar em links suspeitos ou interagir com perfis fraudulentos nas redes sociais.
Dados que preocupam
Os números falam por si. Veja os principais achados da pesquisa:
- 53% dos usuários de iPhone já foram vítimas de golpes online, contra 48% dos usuários de Android;
- 47% compraram em sites não verificados apenas por conta de preços baixos, frente a 40% dos usuários Android;
- 41% se comunicaram diretamente com vendedores em redes sociais para buscar cupons e promoções — prática comum entre golpistas;
- Apenas 21% instalaram softwares de segurança, contra 29% entre usuários de Android;
- Apenas 35% usam senhas diferentes para cada conta, comparados a 41% dos donos de Android.
Esses dados mostram que não é o sistema operacional que determina o nível de segurança digital, mas sim o comportamento do usuário.
Android: menos glamour, mais cautela?
Embora o Android seja tradicionalmente apontado como menos seguro, por ser um sistema mais aberto e com maior variedade de fabricantes, o estudo indica que seus usuários têm se mostrado mais atentos às boas práticas de segurança digital.
Isso não significa que o Android esteja imune a ameaças. No entanto, a maior exposição histórica do sistema a ataques pode ter tornado seus usuários mais conscientes da importância da autoproteção online.
Por que usuários de iPhone se arriscam mais?
Influência da marca e do marketing
A Apple investe fortemente em marketing voltado à segurança e à privacidade. Campanhas como “O que acontece no seu iPhone, fica no seu iPhone” reforçam a ideia de proteção total. Isso pode criar uma ilusão de invulnerabilidade, o que leva os usuários a subestimarem os riscos.
Menor incentivo à proteção adicional
Como o sistema já oferece barreiras nativas contra malwares e rastreamento, muitos usuários deixam de instalar apps complementares de segurança, como antivírus, gerenciadores de senhas ou VPNs. Isso os torna alvos fáceis para ataques baseados em engenharia social — golpes que não dependem de falhas no sistema, mas sim da ingenuidade do usuário.
Perfil do usuário
Estudos de mercado indicam que usuários de iPhone, em geral, possuem maior poder aquisitivo, o que os torna alvos mais lucrativos para golpistas. Além disso, são mais ativos em redes sociais e marketplaces, onde a circulação de ofertas e promoções pode esconder tentativas de golpe.
Boas práticas de segurança digital para todos os sistemas
Dicas essenciais de proteção
Independentemente do sistema utilizado, especialistas alertam que a segurança digital começa com educação e responsabilidade. Confira as principais recomendações:
Use senhas fortes e diferentes para cada serviço
Evite repetir senhas em diferentes plataformas. Utilize um gerenciador de senhas confiável e ative a verificação em duas etapas sempre que possível.
Instale soluções de segurança
Mesmo no iPhone, vale a pena utilizar apps que detectem ameaças, monitorem vazamentos de dados e alertem sobre tentativas de phishing.
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+311 mil seguidores
Desconfie de ofertas milagrosas
Promoções imperdíveis, mensagens com links encurtados e cupons enviados por desconhecidos devem sempre ser analisados com cautela.
Mantenha o sistema atualizado
Tanto o iOS quanto o Android recebem atualizações de segurança frequentes. Mantenha seu sistema e aplicativos sempre na última versão disponível.
Evite redes Wi-Fi públicas sem proteção
Ao acessar uma rede pública, prefira o uso de uma VPN para proteger seus dados e evitar interceptações.
Papel das empresas de tecnologia na conscientização

A responsabilidade pela segurança digital não deve recair apenas sobre os usuários. Empresas como Apple e Google também têm o dever de:
- Investir em campanhas educativas sobre ameaças digitais;
- Aumentar a transparência sobre vulnerabilidades e atualizações;
- Oferecer recursos de segurança acessíveis e fáceis de configurar;
- Notificar imediatamente os usuários sobre possíveis exposições de dados.
Caso iOS 18.6: atualização como alerta
Em julho de 2025, a Apple lançou o iOS 18.6 com uma série de correções de segurança, evidenciando que nenhum sistema está livre de falhas. A recomendação é clara: mesmo quem usa iPhone precisa estar atento às atualizações, pois ignorá-las pode abrir brechas para ataques.
Educação digital: a melhor defesa
Especialistas concordam que a chave para um ambiente digital mais seguro está na educação continuada da população. Desde escolas até empresas, todos os setores devem fomentar o conhecimento sobre riscos digitais, golpes virtuais e estratégias de proteção.
Mais do que saber qual sistema é mais seguro, o essencial é formar usuários conscientes, críticos e preparados para lidar com ameaças em constante evolução.
Imagem: vfhnb12 / shutterstock.com
