Circula nas redes sociais a informação que neste final de semana os caminhoneiros entrarão em greve. Dessa forma, o movimento teria se formado em reação contra a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou o bloqueio de 43 contas bancárias de pessoas e empresas que estariam financiando atos golpistas que questionam o resultado das eleições.
Vai ter greve dos caminhoneiros?
Embora as publicações afirmarem que toda a categoria dos caminhoneiros está unida, sindicatos e líderes não confirmam a informação.
Até às 13h20 da sexta-feira (18), a hashtag #caminhoneiros se tornou um dos assuntos mais comentados no Twitter. Assim, nos posts de apoio à paralisação, há manifestações como “Alexandre travou as contas bancárias e nós vamos travar o país” e apoio ao golpe militar.
Afinal, vai ter greve?
Contudo, embora as publicações afirmarem que toda a categoria está unida, sindicatos e líderes não confirmam a informação.
De acordo com Wallace Landim, conhecido como Chorão, presidente da Abrava (Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores), os caminhoneiros respeitam “que a maioria [da população] decidiu pela volta do ex-presidente Lula” no segundo turno das eleições e não participam “desses atos antidemocráticos”.
“A gente já fez esse levantamento, não tem lideranças do segmento que estão fazendo parte disso”, afirmou. “O que tem são algumas pessoas extremistas, intervencionistas, mas é um grupo pequeno. É uma parcela dos caminhoneiros que apoia o presidente Jair Bolsonaro e os atos antidemocráticos”.
Obrigados a parar
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Além disso, Chorão ainda afirmou que parte dos profissionais tem “sido obrigada a parar” porque trabalha em empresas que “são contra a democracia”. Ademais, destaca que dificilmente os autônomos estão relacionados e que o nome dos caminhoneiros tem sido utilizado por golpistas.
O representante do Sindicato dos Rodoviários junto aos motoristas do BRT, Ademir Francisco apontou que os caminhoneiros “não concordam com os movimentos” que tentam inflamar na categoria.
“Não prosperará, são grupos pequenos”, afirmou. “Acreditamos que a Justiça e os poderes competentes logo identificarão esse grupo e cercearão esses atos golpistas […] Uma vez que se bate de frente com a democracia, consideramos essas ações criminosas”.
