O Bolsa Família, renomado programa de transferência de renda do Brasil, recentemente entrou no foco de debates financeiros. Com um pagamento atual de R$ 142 per capita por família e complementos que garantem um montante mínimo de R$ 600, o programa busca garantir maior equidade financeira entre os brasileiros.
Valor mínimo do Bolsa Família diminuirá para R$ 150? Entenda
Proposta quer diminuir o valor mínimo do Bolsa Família, que hoje equivale a R$ 600; saiba o posicionamento do ministro Wellington Dias.
No entanto, uma recente proposta do Banco Mundial desencadeou discussões sobre a eficiência e o valor desse benefício. A partir disso, em uma nota técnica divulgada nesta terça-feira (26), o Banco Mundial propõe a redução do valor mínimo garantido pelo Bolsa Família para R$ 150. Com isso, muitos estão se perguntando se o valor pode diminuir. A seguir, entenda o cenário atual.
Valor mínimo do Bolsa Família diminuirá para R$ 150?

Apesar da proposta do Banco Mundial, o ministro de Desenvolvimento Social, Wellington Dias, alegou que a proposta não será aceita pelo governo. Com isso, o chefe da pasta reafirmou o compromisso do governo em manter o valor mínimo do Bolsa Família em R$ 600. Segundo o modelo atual, o programa demandaria investimentos na ordem de R$ 140,7 bilhões.
Logo, programa mantém a proporção de famílias em situação de pobreza em 25,9% e a pobreza infantil em 42,3%. Em discordância, o Governo Federal alega que a economia apontada pelo Banco Mundial não considera o complemento necessário para atingir o valor mínimo proposto pelo auxílio.
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Entenda a proposta do Banco Mundial
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A justificativa do Banco Mundial é que um pagamento per capita do benefício teria um maior impacto na diminuição da pobreza e traria menos custos ao governo. Essa proposta visa, especificamente, um pagamento de R$ 150 para cada membro da família, além de R$ 150 adicionais para crianças ou jovens de até 18 anos.
Ademais, o estudo realizado pelo Banco Mundial indica que, com essa nova configuração, a proporção de famílias em situação de pobreza cairia para 25,7%. A pobreza infantil, por sua vez, ficaria em 41,2%. Por fiom, em relação ao orçamento, esse modelo representaria um custo de R$ 129,5 bilhões para os cofres públicos.
Imagem: Adao/shutterstock.com
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