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Vários Projetos de Lei querem diminuir o Imposto de Renda

A tabela do Imposto de Renda apresenta uma enorme defasagem. Os presidenciáveis já falam sobre suas propostas de correção.

Rafaela MedolagoPor Rafaela Medolago3 min de leitura
Imposto de Renda

Tempo estimado de leitura: 3 minutos

Com as eleições se aproximando, os candidatos à presidência têm falado sobre ajustes da tabela de Imposto de Renda, que apresenta enorme defasagem de acordo com a inflação. Os principais nomes para assumir o cargo de Presidente da República já comentaram sobre a isenção de impostos

O ex-presidente Lula (PT) chegou a falar sobre a isenção para os cidadãos que recebem menos de R$ 5 mil por mês. O atual presidente Jair Bolsonaro, também se posicionou a favor de alterações na tabela do imposto. Ambos garantem que os ajustes podem acontecer em 2023, assim que assumirem o cargo. 

Vale ressaltar que Bolsonaro, em sua campanha em 2018, fez a mesma promessa. O plano era subir a faixa de isenção para quem recebesse o equivalente a 5 salários mínimos (R$ 6.060). Segundo ele, a pandemia de Covid-19 atrapalhou os planos. 

O que dizem os outros candidatos sobre o IR? 

Ciro Gomes, candidato do PDT, comentou sobre a possibilidade de uma “revisão completa” na tabela do IR. O seu plano de governo cita a fixação de 35%. A Receita Federal informou que a alíquota atual é de 27,5%. 

Simone Tebet (MDB) vai na contramão dos presidenciáveis. Em seu projeto, ela afirma que o reajuste do Imposto de Renda “não corrige as distorções”. 

Tabela do Imposto de Renda em defasagem 

A última correção na tabela de Imposto de Renda ocorreu em 2015. No entanto, de acordo com a Unafisco, há uma defasagem de mais de 134% no período de 1996 a 2022, com base na inflação. Esse percentual significa que a população perde cerca de R$ 149 bilhões.

Em 2022, o número de declarações recebidas pela Receita Federal atingiu recorde. Foram mais de 36 milhões de declarações entregues, o número ficou acima do esperado. 

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Com base na atual tabela, quem ganha até R$ 1.903,38 é isento. Caso houvesse o reajuste de acordo com a inflação, essa faixa de isenção subiria para R$ 4.465. Isso afeta os mais pobres, que com um pequeno aumento do salário se vêem obrigados a declarar. Os altos números de declarações são justificadas por isso, além da facilidade do procedimento, que pode ser feito totalmente online. 

Como os salários são reajustados anualmente e a tabela de IR não acompanha, a cada ano, mais trabalhadores são obrigados a pagar a tributação. Ou seja, cada vez mais, o número de brasileiros que declaram, cresce. E a linha de isenção diminui. 

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Rafaela Medolago

Autor

Rafaela Medolago

Jornalista. Redatora do Seu Crédito Digital.

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