Na última terça-feira (10), a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal divulgou a lista com os nomes dos presos pelos atos golpistas que aconteceram em Brasília, no domingo (8).
Na ocasião, apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram a Praça dos Três Poderes e promoveram atos de vandalismo nas sedes do Congresso, Planalto e Supremo. Após atualizações, a lista soma mais de 400 prisões realizadas entre o dia dos ataques e a segunda-feira (9).
Lista com nomes dos presos por ataques em Brasília é divulgada
Segundo o governo do DF, a divulgação da lista com os nomes dos presos acontece diante do alto número de prisões realizadas. Destaca a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária, em comunicado:
Devido ao alto número de prisões, não é possível que as Gerências de Atendimento aos Internos (GEAITs) das unidades prisionais realizem comunicações individuais. Dessa forma, será mantida lista atualizada das pessoas transferidas para o Sistema Prisional, a fim de possibilitar o acesso de familiares e advogados a elas.
Os presos pelos ataques em Brasília foram levados para a Penitenciária Feminina do DF e para o Centro de Detenção Provisória 2, na Papuda. Confira a lista.
Apesar das prisões já realizadas, o Ministério da Justiça e Segurança Pública criou um e-mail para o recebimento de informações sobre os envolvidos nos atos terroristas em Brasília. As denúncias devem ser enviadas para [email protected].
Prejuízo dos ataques à Praça dos Três Poderes começa a ser calculado
Como resultado dos ataques de bolsonaristas ocorridos em Brasília no último domingo (8), vidraças e móveis foram quebrados, além de obras de arte e objetos históricos destruídos e vandalizados. Ademais, documentos foram rasgados, prédios depredados e objetos roubados dos gabinetes de autoridades.
Somente na Câmara dos Deputados, os cálculos do prejuízo já somam, pelo menos, R$ 3 milhões. No Palácio do Planalto, estima-se um prejuízo de R$ 8 milhões apenas em obras de artes destruídas pelos golpistas. De acordo com o governo, algumas peças possuem danos irreversíveis.
Imagem: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
