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Veja a lista de itens danificados na invasĂŁo dos TrĂŞs Poderes no DF

Lista de itens danificados divulgada pelo Palácio do Planalto nesta segunda-feira (9), além de imagens do local, ajudam a prever os danos

Adriana AlbuquerquePor Adriana Albuquerque⏱ 3 min de leitura
Homem enrolado em uma bandeira do Brasil filma pessoas invadindo Congresso Nacional

Os atos golpistas realizados por terroristas na sede dos Três Poderes em Brasília, neste domingo (8), deixaram diversos objetos completamente danificados. Entre eles, obras de arte e itens históricos foram destruídos pelos vândalos.

De acordo com o Palácio do Planalto, o acervo danificado por apoiadores do ex-presidente Bolsonaro é parte significativa da história do Brasil. Além disso, os terroristas quebraram móveis, vidraças, grandes obras de arte e roubaram documentos durante o ato. 

Palácio do Planalto divulgou lista preliminar de itens danificados

O Palácio do Planalto divulgou nesta segunda-feira (9) uma lista preliminar com um levantamento de itens como móveis e pinturas que foram danificados pelos vândalos. 

O térreo do Palácio do Planalto teve a obra “Bandeira do Brasil”, de Jorge Eduardo (1995) destruída. Os bolsonaristas deixaram a pintura que reproduz a bandeira nacional hasteada em frente ao prédio em meio a água que inundou o Palácio do Planalto, após quebrarem os hidrantes do local. 

No primeiro andar do Palácio do Planalto, os criminosos destruíram a Galeria dos ex-presidentes da República. Dessa forma, os retratos de todos eles, inclusive de Jair Bolsonaro (PL), foram danificados e jogados ao chão. 

Embora não haja identificação certa de quantas ou quais obras foram destruídas no segundo andar, o Planalto informou que o corredor das salas destinadas aos ministérios foi completamente danificado. 

A obra “As mulatas”, de Di Cavalcanti, localizada no terceiro andar do prédio, foi rasgada em sete partes. Estima-se o valor da obra em R$ 8 milhões. A pintura é uma das principais obras do Salão Nobre do Palácio do Planalto, além de uma das mais importantes do acervo de Di Cavalcanti. 

Os terroristas também quebram em pedaços a escultura “O Flautista”, de Bruno Jorge, avaliada em R$ 250 mil. No mesmo andar, a também escultura de Frans Krajcberg, feita em madeira, avaliada em R$ 300 mil, também teve diversos pontos danificados pelos apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaristas quebraram Mesa de Kubitschek e Sérgio Rodrigues

Além de obras, criminosos também quebraram itens históricos da República. Entre eles está a mesa de trabalho de Juscelino Kubitschek – usada como barricada pelos terroristas – e a mesa-vitrine de Sérgio Rodrigues – que contém informações sobre o atual presidente do país.  

O relógio de Balthazar Martinot – um relógio de pêndulo do Século XVII – também foi completamente danificado. A peça foi um presente da Corte Francesa para Dom João VI.

Balthazar Martinot era o relojoeiro de Luís XIV, e existem apenas duas peças deste relojoeiro. O segundo relógio está exposto no Palácio de Versailles, contudo, é metade do tamanho da peça destruída por golpistas neste domingo (8).

Além disso, móveis e objetos localizados na sala da primeira-dama, Janja da Silva, também foram destruídos. Por fim, o Palácio do Planalto informou que os terroristas também danificaram completamente computadores, televisões, impressoras, entre outros eletrônicos. 

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Congresso Nacional e Supremo Tribunal Federal também foram depredados

O Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF) ainda nĂŁo divulgaram uma lista oficial com um levantamento a respeito dos objetos e mĂłveis destruĂ­dos. Contudo, imagens divulgadas nas redes sociais e captadas por veĂ­culos de comunicação dĂŁo uma noção do que foi destruĂ­do. 

Assim, entre os itens quebrados pelos vândalos bolsonaristas estão:

  • Cadeiras dos ministros do Supremo Tribunal Federal;
  • Armário das togas do ministro Alexandre de Moraes do STF;
  • Janelas do Supremo Tribunal Federal foram quebradas e pichadas;
  • BrasĂŁo da RepĂşblica no plenário do STF;
  • Bancada do plenário da Câmara dos Deputados.

Além disso, em ambos os prédios também foram destruídos armários, mesas, cadeiras, computadores e eletrônicos.

Imagem: Casuli / Shutterstock

Adriana Albuquerque

Autor

Adriana Albuquerque

Estudante de Jornalismo na Universidade Metodista de SĂŁo Paulo.

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