O governo brasileiro divulgou recentemente um conjunto de medidas com o objetivo de estimular as vendas de carros mais acessíveis no país, incluindo a venda direta para pessoa física.
Venda direta de carros para pessoas físicas é alvo de críticas
O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta, afirma que a venda direta para pessoas físicas não deveria existir. Entenda os motivos!
No entanto, essas propostas encontraram resistência por parte da Fenabrave, a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores.
A Fenabrave, que tem 53 associados, discorda da ideia de venda direta para consumidores comuns, argumentando que isso elimina a participação dos revendedores no processo de compra — que tradicionalmente ocorre entre o cliente e o fabricante.
Fenabrave critica venda direta de carros para pessoa física
O presidente da Fenabrave, José Maurício Andreta Júnior, afirma que a venda direta para pessoas físicas não deveria existir.
Ele acredita que os carros devem ser comercializados pelas concessionárias, que são as revendas oficiais e garantem que o veículo chegue às mãos do consumidor, especialmente aqueles que perderam poder de compra nos últimos tempos.
Atualmente, a venda direta para pessoa jurídica, compradores com deficiência (PcDs), pequenos produtores rurais e locadoras de veículos é uma modalidade conhecida por oferecer bons descontos.
Andreta Júnior desconsidera a venda direta para pessoa física, pois acredita que as concessionárias são responsáveis pela venda de veículos e pelos serviços pós-venda, como a manutenção autorizada.
Por sua vez, o governo argumenta que a venda direta para pessoa física resultará em uma redução nos preços dos automóveis, uma vez que os custos de venda por meio das concessionárias — bem como as margens de lucro delas — serão eliminados nesse processo.
Presidente da Fenabrave propõe redução de impostos
Diante desse impasse, o presidente da Fenabrave propõe uma ação emergencial no setor, com a redução parcial de impostos. Ele discutiu esse ponto com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Andreta afirma que a retirada parcial de impostos beneficiaria todo o setor, inclusive os consumidores.
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Ele compara a situação atual do setor automotivo a de um paciente que chega à Unidade de Terapia Intensiva (UTI) com o coração parado, pois é necessário dar um choque no peito para reanimá-lo. Ou seja, medidas urgentes são necessárias para reativar o setor automotivo.
Apesar de não acreditar que o preço dos carros possa chegar a R$ 50 mil, Andreta Júnior considera que a meta de R$ 60 mil é um patamar alcançável sem redução do conteúdo dos veículos.
Além disso, ele menciona a necessidade de um fundo garantidor, no entanto reconhecendo que ainda existem questões a serem resolvidas sobre como isso seria implementado.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, revelou que a aprovação do plano do governo será anunciada ainda nesta semana.
Imagem: FotoYakov / shutterstock.com
