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Vereadores distribuem mais de R$ 90 milhões em ‘bônus’ de funcionários

Câmara de município brasileiro levanta questionamentos sobre bonificações que somam um montante de mais de R$ 90 milhões. Veja qual!

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Pessoa esticando um leque de notas de cem reais para outra, que está com a mão aberta para receber as notas

No cenário político e administrativo de muitas cidades, é comum que vereadores tenham a prerrogativa de alocar recursos públicos para diferentes finalidades. No entanto, em alguns casos, surgem questionamentos sobre a transparência e a legitimidade dessas alocações. 

Um exemplo recente disso é a distribuição de um montante em “bônus” de funcionários por parte de vereadores. Nos últimos 16 meses, foram destinados e gastos cerca de R$ 92 milhões em um programa de “bônus secreto” na Câmara Municipal do Rio de Janeiro. 

Essa revelação tem causado grande polêmica e levantado questionamentos sobre a transparência e o uso adequado dos recursos públicos. No mês de abril, constatou-se que metade de todos os servidores da instituição recebeu o benefício mencionado. 

Câmara do Rio de Janeiro bonifica funcionários sem critérios

O preocupante é que essa distribuição ocorreu de forma descontrolada, sem critérios estabelecidos ou transparentes para sua concessão. Essa prática tem despertado debates acerca da adequação dessas ações, bem como da destinação correta dos recursos públicos.

A magnitude do valor gasto com esses bônus também causa espanto, pois os R$ 92 milhões representam uma soma significativa que poderia ser direcionada para investimentos em áreas prioritárias.

Em vista disso, a presidente do Instituto de Direito Coletivo, Tatiana Bastos, levanta o questionamento sobre os critérios para o repasse dessa bonificação. Quanto a isso, apesar de a Câmara afirmar que é pioneira quando se trata em transparência, não houve nenhuma explicação.

Funcionário recebe R$ 15 mil por mês e não é vista no trabalho

A fim de levar um esclarecimento aos cidadãos do município, a Globonews do Rio de Janeiro tentou contato com uma servidora que recebe cerca de R$ 15 mil por mês. Nesse caso, a servidora possui uma carga de 30 horas semanais na Câmara. 

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Contudo, ela também é professora com uma carga horária semanal de 25 horas. Nesse sentido, a reportagem identificou que ela não atua na Câmara, mas somente na Coordenadoria Regional de Educação de Santa Cruz, localizada na Zona Oeste do município.

Na Câmara, Leila possui o cargo de chefe do serviço de copa. Contudo, ao ser questionada sobre seu emprego, a professora citou apenas a coordenadoria da educação. Por fim, quando a repórter perguntou sobre seu cargo na câmara, ela informou que não poderia dar entrevistas.

Imagem: Andrzej Rostek / Shutterstock.com

Bruna Machado

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Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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