Uma pesquisa nacional revelou que a restrição ao uso de celular em sala de aula já está trazendo mudanças significativas para a educação no Brasil. Segundo o levantamento, mais de 80% dos estudantes afirmam ter aumentado a atenção durante as aulas após a medida entrar em vigor.
Veto a celular em sala de aula melhora foco de 80% dos estudantes
Pesquisa mostra que o veto ao celular em sala de aula aumentou o foco de 80% dos alunos. Veja impactos e desafios dessa medida!
O impacto foi mais perceptível entre os alunos do Ensino Fundamental I, onde 88% relataram melhora na concentração. No Ensino Médio, o percentual também é relevante: 70% dos jovens disseram estar mais focados sem os aparelhos.
Os dados reforçam a importância de políticas que equilibram aprendizado e bem-estar escolar. Continue a leitura para entender todos os detalhes da pesquisa e os próximos passos para consolidar essa transformação.
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Impacto direto no foco dos estudantes

O estudo, conduzido pela Frente Parlamentar Mista da Educação em parceria com o Equidade.info, iniciativa do Lemann Center da Stanford Graduate School of Education, mostrou que a lei aprovada em janeiro de 2025 já começa a surtir efeitos.
Entre os principais resultados:
- 88% dos alunos do Ensino Fundamental I notaram maior atenção nas aulas.
- 70% dos estudantes do Ensino Médio sentiram melhora no foco.
- 80% dos alunos no geral relataram ganhos significativos na aprendizagem.
Esses números indicam que o veto ao celular em sala de aula cumpre seu papel de reduzir distrações e fortalecer o engajamento.
Bullying virtual diminui após a medida
Outro ponto importante do levantamento foi a queda no bullying virtual dentro das escolas.
- 77% dos gestores perceberam redução nos casos.
- 65% dos professores também relataram avanços.
- Apenas 41% dos alunos afirmaram sentir diferença.
Os especialistas acreditam que os conflitos podem não estar sendo completamente reportados pelos estudantes ou percebidos pelos professores, revelando a necessidade de monitoramento mais próximo.
Desafios: tédio e ansiedade em alta
Apesar dos avanços, a ausência de celular em sala de aula também trouxe efeitos colaterais.
- 44% dos alunos disseram sentir mais tédio durante intervalos.
- No Ensino Fundamental I, a taxa foi ainda maior: 47%.
- Entre os alunos do turno da manhã, 46% relataram a mesma sensação.
- 49% dos professores notaram aumento da ansiedade entre estudantes.
Esses dados mostram que a restrição é positiva, mas precisa ser acompanhada de novas estratégias de convivência e engajamento.
Regiões com maior impacto da medida
O estudo também destacou diferenças regionais na percepção da eficácia da medida:
- Nordeste: 87% dos estudantes apontaram melhora significativa.
- Centro-Oeste e Sudeste: 82% relataram avanços, mas em menor intensidade.
Essas variações indicam que fatores regionais, como estrutura das escolas e práticas pedagógicas, influenciam diretamente os resultados.
Especialistas reforçam importância de estratégias complementares
O presidente da Frente Parlamentar Mista da Educação, deputado Rafael Brito, destacou que a lei representa um passo importante:
“Proteger nossos estudantes do uso do celular em sala de aula é garantir um ambiente mais saudável e focado no aprendizado. A educação precisa ser prioridade, com políticas que cuidem do presente e preparem o futuro dos nossos jovens.”
Já a presidente do Equidade.info, Claudia Costin, ressaltou que, apesar dos avanços, os desafios permanecem:
“A restrição foi positiva, mas sozinha não basta. As escolas precisam criar alternativas de interação e estratégias específicas para cada idade.”
Necessidade de estratégias por faixa etária
Segundo o pesquisador Guilherme Lichand, coordenador do Equidade.info, é essencial adaptar as medidas às realidades de cada rede de ensino.
Ele reforça que a lei deve ser aplicada de forma contínua e acompanhada de práticas pedagógicas que mantenham os alunos engajados:
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“Mais do que limitar o uso do telefone celular, a lei abre espaço para repensarmos como a escola se conecta com os alunos. O próximo passo é garantir que a medida seja efetiva em todos os contextos escolares.”
Como as escolas podem enfrentar os desafios
Para potencializar os efeitos positivos da proibição de celular em sala de aula, especialistas sugerem:
- Criar atividades de convivência nos intervalos para reduzir o tédio.
- Investir em programas de bem-estar para lidar com a ansiedade dos estudantes.
- Estabelecer canais seguros de denúncia contra o bullying virtual.
- Desenvolver projetos pedagógicos criativos, que incentivem o uso de recursos offline.
- Oferecer formação continuada para professores lidarem com os impactos da medida.
Avaliação nacional da lei

A lei que restringe o uso de celular em sala de aula foi sancionada em janeiro de 2025, após aprovação no Congresso Nacional.
O estudo, realizado entre maio e julho do mesmo ano, ouviu:
- 2.840 alunos de diferentes faixas etárias.
- 348 professores de redes pública e privada.
- 201 gestores escolares em todo o país.
O levantamento mostrou que, mesmo em pouco tempo de vigência, a política pública já apresenta resultados concretos para a aprendizagem.
Educação mais focada e saudável
A restrição ao celular em sala de aula se mostra um passo importante para recuperar a atenção dos estudantes e reduzir conflitos no ambiente escolar.
Os números indicam avanços claros, mas também revelam a necessidade de políticas complementares para lidar com ansiedade, tédio e bullying.
Com estratégias pedagógicas bem estruturadas e atenção às diferenças regionais, a medida pode se consolidar como um marco na educação brasileira, garantindo mais foco e bem-estar para milhões de alunos.
Com informações de: Agência Brasil
