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Vírus rouba dados de brasileiros pelo WhatsApp; veja como se proteger

Novo trojan bancário se espalha pelo WhatsApp e rouba dados. Saiba como se proteger e manter sua segurança digital. Confira agora!

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
golpe whatsapp

Um novo trojan bancário chamado Maverick vem afetando usuários brasileiros, infectando computadores por meio de arquivos de atalho do Windows e se espalhando agressivamente pelo WhatsApp Web.

Segundo a Kaspersky, empresa de segurança digital, já foram bloqueadas mais de 62 mil tentativas de ataque apenas em outubro de 2025. A ameaça apresenta semelhanças com o Coyote, trojan detectado em 2024, sugerindo que se trata de uma evolução ou projeto paralelo dos mesmos hackers.

Continue lendo para descobrir como o vírus age e as medidas de proteção essenciais.

Leia mais: Sorvepotel: golpe no WhatsApp espalha vírus e rouba dados

Como o Maverick atua pelo WhatsApp

Mão segurando celular com app do WhatsApp
Imagem: Eliseu Geisler/ shutterstock.com

O Maverick possui funcionalidades sofisticadas que aumentam seu potencial de infecção:

  • Verificação do usuário: Confirma se a vítima está no Brasil usando fuso horário, idioma do sistema e formato de data e hora do computador.
  • Infecção na memória: Toda a cadeia de infecção ocorre na memória, tornando a detecção por antivírus mais difícil.
  • Distribuição via WhatsApp Web: O worm usa arquivos ZIP com atalhos .lnk, que, ao serem abertos, instalam o malware.

Uma vez ativo, o trojan bancário monitora o computador do usuário, tirando prints, registrando o que é digitado e acompanhando o acesso a sites, incluindo 26 bancos e 6 corretoras de criptomoedas.

Espalhamento pelo WhatsApp

A disseminação pelo WhatsApp é o diferencial do Maverick:

  1. O arquivo malicioso chega como ZIP enviado via mensagem.
  2. Ao abrir o arquivo de atalho, o malware se instala na memória.
  3. O vírus se replica e envia o mesmo arquivo para contatos da vítima via WhatsApp Web, acelerando a propagação.

Essa técnica explica o grande número de tentativas de infecção detectadas e bloqueadas pela Kaspersky no período recente.

Semelhanças com o trojan Coyote

Assim como o Coyote, o Maverick utiliza criptografia AES-256 para ocultar a lista de bancos e corretoras-alvo, indicando continuidade da mesma campanha de hackers.

O desenvolvimento desse malware mostra a sofisticação crescente dos ataques no Brasil, explorando aplicativos amplamente usados como o WhatsApp para atingir grandes volumes de usuários.

Como se proteger do Maverick pelo WhatsApp

Especialistas em segurança digital destacam medidas essenciais para reduzir o risco de infecção:

  • Desconfie de arquivos recebidos, mesmo de contatos conhecidos.
  • Nunca abra arquivos de atalho (.lnk) de fontes não confiáveis.
  • Use antivírus e aplicativos de segurança atualizados.
  • Não compartilhe mensagens suspeitas e avise o remetente.
  • Verifique mensagens e links antes de clicar ou baixar arquivos.

💡 Dica: manter o WhatsApp Web e sistemas operacionais sempre atualizados ajuda a evitar falhas exploradas por trojans.

Impacto do ataque e riscos digitais

O Maverick representa um risco elevado para usuários que utilizam bancos e corretoras online. A estratégia de propagação pelo WhatsApp aumenta o alcance do malware, colocando em risco dados pessoais e financeiros.

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Analistas afirmam que campanhas semelhantes tendem a evoluir rapidamente, exigindo atenção constante dos usuários e empresas de segurança.

O alerta da Kaspersky

A Kaspersky reforça que o número de ataques detectados em outubro de 2025 (62 mil) reflete apenas as tentativas bloqueadas. A empresa recomenda:

  • Evitar downloads de fontes desconhecidas.
  • Alertar contatos sobre mensagens suspeitas para evitar replicação.
  • Investir em educação digital sobre golpes e malwares.

Essas medidas são fundamentais para reduzir riscos e proteger informações sensíveis, principalmente financeiras, de ataques futuros.

Resumo do funcionamento do Maverick pelo WhatsApp

Imagem de um homem encapuzado e símbolo do WhatsApp em miniatura na frente do homem representando golpes
Imagem: Maksim Shmeljov / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
  1. Recebimento do arquivo ZIP via WhatsApp Web.
  2. Execução do atalho (.lnk) pelo usuário.
  3. Instalação do malware na memória do computador.
  4. Monitoramento do usuário: captura de prints, digitação e acesso a sites.
  5. Propagação automática pelo WhatsApp para contatos da vítima.

O cenário evidencia a importância de práticas de segurança digital e de conscientização sobre golpes que exploram aplicativos de mensagem.

Em síntese: o trojan bancário Maverick representa uma ameaça significativa aos usuários brasileiros, utilizando WhatsApp Web para se espalhar e roubar dados financeiros. Para se proteger, é essencial não abrir arquivos suspeitos, manter sistemas atualizados e usar ferramentas de segurança confiáveis.

Com informações de: Canaltech

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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