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Visto de investidor pode te ajudar a morar no exterior; saiba como!

Saiba como brasileiros estão usando o visto de investidor para viver no exterior, conheça opções como Golden Visa e EB-5, e entenda os desafios fiscais.

Bruna MachadoPor Bruna Machado5 min de leitura
visto de investidor

O desejo de viver fora do Brasil nunca esteve tão em alta. Segundo dados do Ministério das Relações Exteriores, até dezembro de 2024 cerca de 4,9 milhões de brasileiros já residiam no exterior. Esse número pode crescer ainda mais, impulsionado não apenas por questões econômicas e sociais, mas também pela expectativa de novas tributações sobre grandes fortunas.

Nesse cenário, o visto de investidor surge como uma alternativa atrativa para quem busca novas oportunidades em outros países, oferecendo um caminho relativamente rápido para a residência e, em muitos casos, para a cidadania.

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O que é o visto de investidor?

visto
Imagem: JESHOOTS.COM / unsplash.com

O visto de investidor, conhecido popularmente como Golden Visa em alguns países, permite que estrangeiros obtenham autorização de residência por meio de investimentos diretos em setores estratégicos, como:

  • Imóveis;
  • Fundos de investimento;
  • Startups e inovação tecnológica;
  • Títulos públicos.

Essa modalidade é vista como uma via de mão dupla: o investidor ganha o direito de morar, trabalhar e circular livremente em determinados países, enquanto essas nações atraem recursos para fomentar suas economias.

Principais destinos para brasileiros que buscam o visto de investidor

Portugal: Golden Visa

Portugal continua sendo um dos destinos mais procurados por brasileiros em busca do Golden Visa. As opções de investimento para obtenção do visto incluem:

  • Aquisição de imóveis em regiões específicas;
  • Aplicações em fundos de capital de risco portugueses;
  • Apoio à preservação de patrimônio cultural.

Com investimentos a partir de 250 mil euros, dependendo da modalidade, o solicitante pode garantir residência para si e sua família, com possibilidade de solicitar a cidadania após cinco anos.

Espanha: investimento imobiliário

Na Espanha, o investimento mínimo exigido é de 500 mil euros (aproximadamente R$ 3,1 milhões) em imóveis. O país oferece:

  • Residência para o investidor e sua família;
  • Acesso facilitado ao espaço Schengen;
  • Caminho para a cidadania após um período de residência.

Grécia: investimento acessível

A Grécia apresenta uma das opções mais acessíveis da Europa: o investimento mínimo é de 250 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) em imóveis, o que inclui propriedades residenciais ou comerciais.

A vantagem adicional é o rápido processo de aprovação, que pode ser concluído em menos de 90 dias.

Itália: inovação e patrimônio público

Na Itália, o visto de investidor exige:

  • Aporte em startups italianas inovadoras;
  • Compra de títulos públicos italianos;
  • Doações a projetos de interesse público.

As opções começam a partir de 250 mil euros em startups, tornando-se uma escolha interessante para quem deseja investir no ecossistema de inovação italiano.

Estados Unidos: visto EB-5 e novas alternativas

Visto EB-5

Os Estados Unidos, destino tradicional para brasileiros, oferecem o visto EB-5, que exige:

  • Investimento de US$ 800 mil (cerca de R$ 4,6 milhões);
  • Criação de, no mínimo, 10 empregos para cidadãos americanos.

De acordo com o IMI Data Center, o Brasil foi o sexto maior emissor de vistos EB-5 em 2023, atrás apenas de países como China, Índia e Vietnã.

Golden Card

Com a política migratória sendo tema recorrente no governo americano, surge o Golden Card:

  • Investimento de US$ 5 milhões (aproximadamente R$ 29 milhões);
  • Processamento mais rápido do pedido de residência.

Mudanças no programa EB-5 são esperadas para 2026, o que gera incertezas e incentiva investidores a agir rapidamente.

Desafios fiscais e sucessórios para brasileiros no exterior

A importância da saída fiscal

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Ao decidir residir em outro país, muitos brasileiros optam pela chamada saída fiscal definitiva do Brasil. Essa decisão, segundo o advogado Marcelo Gorenstein, da LCR Capital Partners, é fundamental para:

  • Evitar bitributação;
  • Reduzir obrigações tributárias no Brasil;
  • Regularizar a nova condição de residente fiscal estrangeiro.

A comunicação à Receita Federal deve ser feita por meio da Declaração de Saída Definitiva, essencial para oficializar a mudança.

Cuidados com a sucessão internacional

Outro desafio enfrentado por brasileiros no exterior diz respeito ao planejamento sucessório. Como explica Marcelo Godke, do escritório Godke Advogados:

  • As leis do país de residência prevalecem em casos de sucessão patrimonial;
  • É possível que sejam necessários inventários distintos para bens localizados no Brasil e no exterior.

A utilização de trusts e a elaboração de testamentos internacionais são estratégias recomendadas para facilitar a gestão de heranças e evitar litígios entre herdeiros em diferentes jurisdições.

Vantagens do visto de investidor para brasileiros

  • Residência rápida: a maioria dos programas libera o visto em poucos meses.
  • Acesso a sistemas de saúde e educação: muitos países permitem o acesso gratuito ou subsidiado a serviços públicos.
  • Livre circulação: em casos como o Golden Visa europeu, é possível viajar livremente entre países do Espaço Schengen.
  • Caminho para a cidadania: após alguns anos de residência, o investidor pode solicitar a nacionalidade.

Riscos e desvantagens a considerar

  • Exposição cambial: investimentos em euro ou dólar podem sofrer variações.
  • Exigências de permanência: alguns países exigem estadias mínimas anuais para manter o status de residente.
  • Mudanças legislativas: regras de imigração e tributação podem mudar rapidamente, afetando planos de longo prazo.

Como planejar a mudança com segurança?

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Imagem: ArtWell / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital

Para quem pensa em investir em um visto de residência, é essencial:

  1. Pesquisar profundamente as exigências de cada país;
  2. Consultar especialistas em imigração e tributação internacional;
  3. Avaliar o custo total do processo, incluindo taxas, honorários e despesas de manutenção;
  4. Planejar sucessão e tributação antes da mudança;
  5. Manter a documentação em ordem, principalmente registros financeiros e de investimentos.

Considerações finais

O aumento do número de brasileiros vivendo no exterior reflete um movimento de busca por segurança, qualidade de vida e novas oportunidades. O visto de investidor representa uma porta de entrada estratégica para muitos que desejam construir um futuro fora do Brasil.

Entretanto, o processo exige planejamento cuidadoso, especialmente no que diz respeito a questões fiscais e sucessórias. Avaliar todas as opções, contar com apoio jurídico especializado e preparar-se para os desafios são passos essenciais para uma transição tranquila e segura para uma nova vida além das fronteiras.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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