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Vítima de golpe receberá indenização de quase R$ 30 mil do Mercado Livre e da Claro

O Mercado Livre e a Claro terão que pagar quase R$ 30 mil a um cliente que foi vítima de um golpe. Entenda os detalhes do caso.

Bruna MachadoPor Bruna Machado2 min de leitura
Licença compensatória

Um vendedor do Mercado Livre que utilizava a operadora da Claro teve seu chip clonado por criminosos, Assim, os golpistas conseguiram tirar R$ 29,4 mil da sua conta do Mercado Pago. Portanto, esse é o valor da indenização que a vítima vai receber. 

A penalidade foi decidida pela Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), local onde o golpista aplicou a fraude. De acordo com a Justiça, o Mercado Livre deveria ter suspeitado da situação e bloqueado a conta.

A Claro também deveria oferecer mais segurança ao cliente, afinal, o crime aconteceu, porque o chip foi clonado. No entanto, nenhuma das empresas suspeitou da movimentação e os criminosos conseguiram roubar o valor. 

O que deveria ter sido feito?

O Mercado Livre e a Claro deveriam ter comprovado que realmente era seu cliente fazendo a operação. Ou seja, antes de o valor ser concedido, a identidade deveria ter sido confirmada através dos fatores de autenticação. 

Nesse caso, enquanto a Claro culpa o Mercado Livre, o Mercado Livre culpa a Claro. Em seus argumentos, a operadora de telefonia destaca que o Mercado Livre deveria ter impedido a operação. Já a empresa de e-commerce se defende dizendo que o golpe só foi aplicado, porque o chip foi clonado.

Diante disso, a Justiça entendeu que a culpa é das duas companhias. Isso porque ambas falharam em oferecer o serviço com segurança a seu cliente.

Como esse golpe é aplicado?

Esse golpe é o chamado Sim Swap. O termo pode ser traduzido para “troca de chip”, sendo justamente isso o que acontece. Todos os dados dos clientes das operadoras de celular estão registrados em seus respectivos chips. Assim, ao aplicar esse golpe, o criminoso tem acesso a todos esses dados da vítima e consegue, de maneira remota e simultânea, utilizar o chip.

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A fraude pode ser aplicada de algumas maneiras. O criminoso pode até mesmo coagir funcionários da operadora a fornecer os dados necessários para que ocorra a clonagem, por exemplo. 

Em outros casos, o próprio golpista pode ser um funcionário da empresa. Se ele tiver acesso aos dados necessários, é possível clonar um chip e fazer uma vítima. 

Imagem: Gorodenkoff / Shutterstock

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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