A Vivara (VIVA3), uma das maiores redes de joalherias do Brasil, divulgou seus resultados referentes ao segundo trimestre de 2025, apresentando um lucro líquido de R$151,1 milhões. Apesar do valor expressivo, a cifra representa uma queda de 28,4% em comparação ao mesmo período do ano anterior, segundo o relatório oficial da companhia divulgado nesta quinta-feira.
Lucro da Vivara no 2º trimestre chega a R$ 151,1 milhões, aponta balanço
Vivara teve lucro líquido de R$151,1 milhões no 2º trimestre de 2025, queda de 28,4%, com receita líquida crescendo 16% no ano e Ebitda ajustado em alta.
Essa redução no lucro líquido chamou a atenção do mercado e dos investidores, já que reflete desafios enfrentados pela empresa no cenário econômico atual, mesmo com crescimento em alguns indicadores operacionais.
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Análise do Ebitda e suas variações

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) da Vivara no segundo trimestre foi de R$227,1 milhões, o que corresponde a uma retração de 14,2% em relação ao mesmo período de 2024.
No entanto, quando se considera o Ebitda ajustado, que exclui efeitos não recorrentes e provisões, a companhia teve crescimento de 24,7%, atingindo R$204,6 milhões no trimestre. Esse resultado superou a expectativa dos analistas, que previam um Ebitda de cerca de R$200,5 milhões para a empresa.
Essa dualidade entre o Ebitda bruto e o ajustado revela a importância de olhar para os ajustes contábeis ao analisar a performance financeira da Vivara.
Crescimento da receita líquida impulsionado pelas vendas mesmas lojas
Um ponto positivo nos resultados da Vivara foi o aumento da receita líquida, que alcançou R$761 milhões no segundo trimestre, com crescimento de 16% em comparação ao ano anterior. Esse avanço está alinhado à alta de 11% nas vendas mesmas lojas, indicador que mede o desempenho comercial em unidades já existentes, excluindo inaugurações recentes.
A receita líquida representa a principal fonte de receita da Vivara, que além da sua marca principal, também é dona da Life, outra marca importante no segmento de joalherias. O crescimento nas vendas e na receita reforça a capacidade da empresa de atrair consumidores, mesmo em um cenário econômico de maior cautela.
Impactos do cenário econômico e desafios enfrentados
A queda no lucro líquido e a retração do Ebitda bruto indicam que, apesar do crescimento nas vendas, a Vivara enfrentou desafios relacionados a custos e despesas operacionais. Pressões inflacionárias, aumento de insumos, logística e campanhas promocionais podem ter impactado a margem operacional da empresa.
Além disso, o ambiente econômico brasileiro, marcado por instabilidades e alta da taxa de juros, influencia o consumo em segmentos considerados não essenciais, como joias e acessórios. Essas condições exigem que a Vivara mantenha estratégias eficazes para preservar rentabilidade.
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Perspectivas e estratégias para o próximo semestre

Para o restante de 2025, a Vivara aposta no fortalecimento da sua marca e em iniciativas comerciais que ampliem sua presença digital e física. Investimentos em marketing, renovação do portfólio de produtos e expansão moderada da rede de lojas fazem parte do plano estratégico da companhia.
Além disso, a gestão reforça o foco no controle de custos e na otimização operacional, para melhorar as margens e recuperar a rentabilidade no médio prazo, apesar dos desafios conjunturais.
O desempenho da Vivara será monitorado de perto pelo mercado, dado seu papel de destaque no setor de luxo acessível no Brasil e a expectativa de retomada do consumo.
Conclusão
O balanço financeiro do segundo trimestre de 2025 da Vivara apresenta uma visão mista: embora o lucro líquido tenha caído significativamente em relação a 2024, o crescimento da receita líquida e o Ebitda ajustado positivo indicam que a empresa está conseguindo adaptar-se às condições adversas.
O resultado mostra que, apesar dos desafios macroeconômicos, a Vivara mantém uma base sólida de consumidores e tem potencial para recuperar sua lucratividade com ações estratégicas e maior eficiência.
