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Vivo é autorizada a atuar como fintech de crédito, entenda

Vivo foi autorizada pelo Banco Central a operar como fintech de crédito. Descubra como essa nova fase pode impactar o mercado financeiro!

Helena SerpaPor Helena Serpa4 min de leitura
Vivo

Nos últimos anos, a convergência entre telecomunicações e serviços financeiros tem ganhado força, e a Telefônica Brasil, sob a marca Vivo, é um exemplo disso. A empresa anunciou recentemente que obteve a autorização do Banco Central para operar como Sociedade de Crédito Direto (SCD) através da sua plataforma Vivo Pay.

Essa autorização marca um passo significativo na estratégia da empresa de expandir sua atuação no mercado de serviços financeiros, uma tendência que vem ganhando força entre grandes corporações de tecnologia e telecomunicações.

O Que é a Autorização do Banco Central?

fachada do Bancos Central do Brasil, com letras e logotopo metálicos na cor cinza sobre uma parede de concreto cinza claro empréstimos nome
Imagem: rafastockbr / shutterstock.com

A autorização concedida pelo Banco Central permite que a Vivo, através da Vivo Pay, ofereça diretamente produtos e serviços financeiros aos seus clientes, sem a necessidade de intermediários. Antes da obtenção dessa licença, a Vivo utilizava a permissão de terceiros para ofertar serviços financeiros, em um modelo conhecido como “bank as a service”.

Com a nova autorização, a empresa ganha autonomia para operar como fintech, o que pode reduzir custos operacionais e melhorar a agilidade na oferta de produtos financeiros.

Expansão dos Serviços Financeiros da Vivo

Com a licença em mãos, a Vivo planeja expandir sua oferta de serviços financeiros. A empresa já sinalizou que, nos próximos meses, novos produtos e serviços serão lançados, incluindo uma conta digital com benefícios exclusivos para clientes da Vivo. Além disso, produtos de crédito, como empréstimos pessoais, devem se tornar o carro-chefe do portfólio financeiro da empresa.

Essa expansão não é uma surpresa, visto que a Vivo já havia registrado um crescimento significativo em suas receitas de serviços financeiros. Em um período de 12 meses até junho de 2023, essas receitas somaram R$ 450 milhões, representando um aumento de 26,9% em comparação com o ano anterior. Especificamente no segmento de empréstimos pessoais, a Vivo alcançou R$ 446 milhões, um crescimento de 62,4% em relação ao período homólogo.

A Estratégia da Vivo no Setor de Fintech

A estratégia da Vivo é clara: aproveitar sua vasta base de clientes e sua presença digital para alavancar novos serviços financeiros. A empresa já oferece seguros para celulares e outros dispositivos eletrônicos, além de soluções de crédito como o “parcela Pix” e a antecipação do saque-aniversário do FGTS.

Esses serviços são integrados ao aplicativo da Vivo, facilitando a adesão e o gerenciamento por parte dos clientes. A empresa aposta na conveniência e na integração dos serviços financeiros com seu ecossistema digital como um diferencial competitivo no mercado.

Impactos no Mercado e para os Consumidores

Tela de celular com logo da operadora Vivo. Ao fundo, teclado de um notebook.
Imagem: Alison Nunes Calazans/shutterstock.com

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A entrada da Vivo no setor financeiro com maior autonomia deve aquecer a concorrência no mercado de fintechs, que já conta com players importantes como RecargaPay e Nubank. A diversificação de serviços financeiros por empresas de telecomunicações reflete uma tendência global de integração entre tecnologia, telecomunicações e finanças, que promete trazer mais opções e conveniência para os consumidores.

Para os clientes da Vivo, essa nova fase significa acesso a uma gama mais ampla de produtos financeiros, possivelmente com condições mais vantajosas devido à redução de intermediários. A empresa também deve utilizar sua robusta infraestrutura digital para oferecer serviços personalizados e competitivos, aproveitando-se do grande volume de dados que possui sobre seus clientes.

Considerações finais

A autorização do Banco Central para a Vivo atuar como fintech de crédito é um movimento estratégico que pode transformar a empresa em um player relevante no setor financeiro brasileiro. Com uma base de clientes consolidada e uma forte presença digital, a Vivo está bem posicionada para competir com outras fintechs e oferecer produtos financeiros inovadores e acessíveis.

À medida que a empresa expande sua oferta, tanto o mercado quanto os consumidores devem se beneficiar de maior competitividade e inovação no setor de serviços financeiros.

Helena Serpa

Autor

Helena Serpa

Jornalista mineira, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo pela Universidade Federal de São João del-Rei (UFSJ). Apaixonada por linguagem simples e comunicação acessível, atua como redatora no portal Seu Crédito Digital, onde produz conteúdos sobre finanças pessoais, cidadania, programas sociais, direitos do consumidor e outros temas relevantes para o dia a dia dos brasileiros. Sua escrita busca informar com clareza, contribuir com a inclusão digital e empoderar leitores a tomar decisões mais conscientes sobre dinheiro e serviços públicos.

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