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Vivo estuda lançar serviço D2D da SpaceX e ampliar cobertura de celular no Brasil

Vivo testa conexão direta entre celulares e satélites e negocia parceria com a SpaceX. Entenda como funciona e quando poderá chegar.

Bruna MachadoPor Bruna Machado16 min de leitura
vivo spacex

A possibilidade de usar o celular mesmo em locais onde não existem antenas de telefonia está mais próxima de avançar no Brasil. A Vivo negocia com a SpaceX, empresa responsável pela rede de satélites Starlink, uma possível parceria para oferecer conexão direta entre satélites e aparelhos celulares no país.

A tecnologia é conhecida como Direct-to-Device, ou simplesmente D2D. Na prática, ela permite que um telefone compatível se comunique diretamente com um satélite, sem depender de uma antena parabólica, de um equipamento externo ou de uma torre de celular próxima.

A negociação comercial foi divulgada pelo portal especializado Tele.Síntese, mas Vivo e SpaceX não confirmaram publicamente a existência ou os detalhes do contrato. Portanto, ainda não há anúncio de lançamento, preço, planos disponíveis ou data para que consumidores possam contratar o serviço.

O que já está oficialmente confirmado é que a Telefônica Brasil, controladora da Vivo, recebeu autorização da Agência Nacional de Telecomunicações para realizar testes da tecnologia em território brasileiro. A iniciativa poderá ajudar a Anatel a entender como o serviço funciona, quais interferências podem ocorrer e quais regras serão necessárias antes de uma oferta comercial mais ampla.

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O que a Vivo está negociando com a SpaceX

Imagem: Divulgação/Vivo/Fabrício Calixto (montagem)

Segundo a apuração publicada pelo Tele.Síntese, a Vivo negocia com a SpaceX um contrato para utilizar a infraestrutura de satélites de baixa órbita da empresa norte-americana.

Caso o entendimento avance, a rede satelital funcionaria como uma extensão da cobertura móvel da operadora. Um cliente que estivesse fora do alcance das antenas terrestres poderia, em determinadas condições, conectar o celular diretamente ao satélite.

Isso não significa que todo aparelho Vivo passaria automaticamente a ter internet por satélite em qualquer lugar. A disponibilidade dependeria de vários fatores, como:

  • modelo do celular;
  • frequências aceitas pelo aparelho;
  • cobertura dos satélites;
  • capacidade disponível na rede;
  • autorização regulatória;
  • tipo de plano contratado;
  • recursos liberados pela operadora.

Também não está confirmado se uma futura oferta brasileira começaria apenas com mensagens ou se já incluiria ligações e acesso à internet.

A experiência internacional mostra que serviços D2D podem ser lançados por etapas. Primeiro entram funções menos exigentes, como mensagens de texto e localização de emergência. Depois, conforme a capacidade da rede aumenta, podem ser incorporadas chamadas de voz e conexão de dados.

A parceria entre Vivo e SpaceX já foi fechada?

Não há confirmação de que o contrato tenha sido assinado.

Vivo e SpaceX foram procuradas pelo veículo responsável pela apuração, mas não comentaram as tratativas. Por esse motivo, o cenário deve ser entendido como uma negociação em andamento, e não como um serviço oficialmente anunciado.

Essa diferença é importante porque uma autorização para testar a tecnologia não obriga a Vivo a contratar a SpaceX nem garante que o produto será lançado comercialmente.

A operadora pode realizar estudos técnicos, comparar fornecedores, avaliar custos e até desistir do projeto se os resultados não forem considerados satisfatórios.

Também é possível que a Vivo converse com mais de uma empresa do setor espacial antes de definir qual rede utilizar. Da mesma forma, outras operadoras móveis brasileiras analisam possíveis parcerias com companhias de satélites.

O que a Anatel autorizou

A Telefônica Brasil recebeu da Anatel uma autorização temporária para realizar testes de comunicação direta entre celulares e satélites.

De acordo com o ato regulatório mencionado na apuração, o experimento foi autorizado para ocorrer entre 19 de julho e 22 de outubro de 2026, com a utilização de até 50 terminais móveis.

O teste poderá abranger o território nacional, respeitando as condições técnicas estabelecidas pela agência. O documento não identifica publicamente qual empresa fornecerá o segmento satelital, ou seja, a estrutura espacial utilizada no experimento.

A autorização envolve faixas da frequência de 2,5 GHz, recurso já utilizado em serviços de telecomunicações. O uso das radiofrequências ocorrerá em caráter secundário.

Em linguagem simples, isso significa que o experimento não pode prejudicar serviços que já utilizam essas frequências com prioridade. Caso sejam detectadas interferências, a Vivo deverá corrigir o problema ou interromper as transmissões.

A operadora também terá de:

  • fornecer informações técnicas à Anatel;
  • registrar os resultados do experimento;
  • comunicar interferências e riscos;
  • seguir os limites de potência autorizados;
  • apresentar um relatório ao final dos testes.

Essas exigências ajudam a agência a avaliar se a tecnologia pode funcionar no Brasil sem afetar redes móveis, sistemas satelitais e outros serviços que utilizam o espectro de radiofrequências.

Como funciona a conexão direta entre celular e satélite

Em uma rede móvel convencional, o celular se conecta a uma antena terrestre instalada em torres, prédios ou outras estruturas. Essa antena encaminha a comunicação para o restante da rede da operadora.

No D2D, o satélite assume parte da função da torre.

Quando o usuário está em uma região sem sinal terrestre, o aparelho tenta se comunicar com um satélite que esteja passando sobre aquela área. O satélite recebe a transmissão e a encaminha para uma estação em solo ou para outra parte da rede de telecomunicações.

Os satélites utilizados nesse tipo de serviço costumam operar em baixa órbita terrestre. Como ficam mais próximos do planeta do que os satélites geoestacionários tradicionais, podem oferecer menor atraso na comunicação e maior capacidade de conexão.

Isso não elimina todos os limites técnicos. O sinal precisa percorrer uma distância muito maior do que aquela existente entre o celular e uma antena próxima. Além disso, o aparelho possui potência e antena menores do que um terminal dedicado de internet via satélite.

Por isso, a conexão direta tende a ser mais limitada que o 4G ou o 5G terrestre, especialmente durante as fases iniciais do serviço.

O usuário precisará instalar uma antena?

A proposta do D2D é justamente dispensar antenas externas específicas.

A conexão deve acontecer por meio do próprio celular, desde que o aparelho, a rede e as frequências sejam compatíveis. Essa é uma diferença importante em relação à internet residencial da Starlink, que depende da instalação de uma antena própria.

No serviço D2D, o consumidor não carregaria uma antena parabólica portátil. O telefone se comunicaria diretamente com o satélite utilizando componentes integrados ao aparelho.

Ainda assim, isso não significa que qualquer celular existente funcionará automaticamente. Modelos mais antigos podem não oferecer suporte às frequências, aos padrões de rede ou às atualizações necessárias.

Também pode haver diferenças entre aparelhos compatíveis apenas com mensagens de emergência e modelos preparados para serviços mais completos.

Celulares atuais poderão usar o serviço?

A resposta dependerá do modelo e da solução tecnológica escolhida pela operadora.

Alguns sistemas D2D foram desenvolvidos para aproveitar frequências já utilizadas pelas redes móveis. Nesse modelo, determinados smartphones convencionais podem se conectar ao satélite sem componentes exclusivos, desde que recebam as configurações necessárias e sejam reconhecidos pela rede.

Outras soluções exigem chips, antenas internas ou padrões de comunicação mais recentes.

Antes de um eventual lançamento, a Vivo precisará informar oficialmente:

  • quais aparelhos serão compatíveis;
  • se será necessária atualização de software;
  • quais planos poderão utilizar o serviço;
  • quais funções estarão disponíveis;
  • se haverá cobrança adicional;
  • em quais regiões a cobertura funcionará.

Até que essas condições sejam divulgadas, não é possível garantir que um celular específico terá acesso à conexão via satélite.

Para que o D2D poderá ser usado

O principal objetivo da tecnologia é oferecer uma alternativa de comunicação quando a rede terrestre não estiver disponível.

Uma eventual oferta poderá incluir diferentes recursos, conforme a capacidade técnica e as autorizações obtidas.

Mensagens de texto

O envio e o recebimento de mensagens exigem menos capacidade da rede. Por esse motivo, esse costuma ser um dos primeiros serviços disponibilizados em projetos de conexão direta por satélite.

A funcionalidade pode ser útil para avisar familiares, solicitar ajuda ou compartilhar informações básicas em regiões sem sinal.

Chamadas de emergência

A tecnologia também pode ajudar pessoas que enfrentam acidentes ou situações de risco fora da cobertura convencional.

Um motorista parado em uma estrada isolada, por exemplo, poderia tentar enviar um pedido de socorro mesmo sem encontrar uma torre de celular próxima.

A existência da tecnologia, porém, não significa que o atendimento de emergência estará automaticamente disponível desde o início. Esse recurso dependerá das configurações adotadas pela operadora e da integração com os serviços públicos.

Chamadas de voz

As ligações exigem mais estabilidade e capacidade do que mensagens. Elas podem fazer parte de uma etapa posterior de implantação, conforme o desempenho da rede.

Também poderão existir limitações relacionadas ao tempo de conexão, à posição do satélite e ao número de usuários atendidos simultaneamente.

Acesso à internet

A transmissão de dados é tecnicamente possível, mas não deve ser confundida com a experiência oferecida por uma rede 5G em uma área urbana.

No começo, a internet via D2D poderá ter velocidade suficiente para aplicativos de mensagens, mapas, localização, e-mails e páginas leves. Serviços como vídeos em alta resolução e grandes downloads poderão enfrentar restrições.

A conexão por satélite substituirá o 4G e o 5G?

Não. O D2D deverá funcionar como complemento da rede móvel terrestre.

Antenas de 4G e 5G conseguem atender um grande número de pessoas com velocidades mais altas, menor atraso e maior capacidade. Em cidades, regiões metropolitanas e locais com boa infraestrutura, a rede convencional continuará sendo a principal forma de conexão.

A comunicação via satélite é especialmente valiosa nas áreas onde instalar uma torre é difícil, caro ou pouco viável economicamente.

Isso inclui:

  • zonas rurais;
  • estradas afastadas;
  • áreas de floresta;
  • regiões de mineração;
  • embarcações próximas da costa;
  • locais atingidos por desastres;
  • comunidades isoladas;
  • áreas com falhas temporárias na rede terrestre.

Em vez de substituir as antenas, os satélites poderão preencher parte dos espaços onde elas não chegam.

Por que a tecnologia é relevante para o Brasil

O Brasil possui dimensões continentais e uma distribuição populacional muito desigual. Enquanto grandes centros urbanos contam com redes móveis densas, muitas áreas rurais, estradas e comunidades remotas ainda apresentam cobertura limitada.

A construção de uma torre exige terreno, energia, equipamentos, conexão com o restante da rede, manutenção e licenciamento. Em regiões com poucos moradores, o investimento pode não gerar retorno suficiente para a operadora.

Os satélites podem reduzir parte dessa barreira porque cobrem áreas extensas sem a necessidade de instalar uma torre em cada localidade.

A tecnologia poderá beneficiar trabalhadores rurais, transportadores, equipes de emergência, turistas, moradores de comunidades distantes e profissionais que atuam em regiões de difícil acesso.

Ela também pode ser útil em situações nas quais enchentes, incêndios, temporais ou quedas de energia danificam a infraestrutura terrestre.

Isso não significa, porém, que o D2D resolverá sozinho a desigualdade digital brasileira. O acesso continuará dependendo de preços, aparelhos compatíveis, qualidade do serviço e capacidade de contratação das famílias.

O que é o sandbox regulatório da Anatel

Os testes foram autorizados dentro de um sandbox regulatório. O nome pode parecer técnico, mas o funcionamento é relativamente simples.

O sandbox é um ambiente temporário e supervisionado no qual uma empresa pode experimentar uma tecnologia ainda não completamente contemplada pelas regras atuais.

Em vez de liberar imediatamente o serviço em grande escala, a Anatel permite um teste controlado. Durante esse período, acompanha os resultados, identifica riscos e coleta informações que poderão orientar uma regulamentação definitiva.

A agência aprovou o ambiente experimental para D2D em 2024, com o objetivo de permitir testes utilizando faixas destinadas ao Serviço Móvel Pessoal. (Serviços e Informações do Brasil)

Isso é necessário porque o uso de radiofrequências precisa ser coordenado. Duas redes transmitindo de maneira incompatível na mesma faixa podem causar interferências, prejudicando chamadas, internet móvel ou outros sistemas.

O teste poderá virar um serviço comercial?

Existe essa possibilidade, mas ainda não há garantia.

A autorização experimental permite que a operadora avalie o funcionamento da tecnologia e, dentro das condições regulatórias aplicáveis, desenvolva um projeto piloto. Uma oferta definitiva e em larga escala poderá depender de novas decisões da Anatel.

Antes de chegar ao consumidor, deverão ser definidos pontos como:

  • regras de uso das frequências;
  • proteção contra interferências;
  • certificação dos aparelhos;
  • obrigações das operadoras;
  • cobertura mínima;
  • qualidade do serviço;
  • atendimento ao consumidor;
  • condições de emergência;
  • tratamento de dados pessoais;
  • forma de contratação e cobrança.

Os testes também precisam demonstrar que a conexão é tecnicamente segura e que pode coexistir com as redes já existentes.

O que significa o uso secundário das frequências

A autorização prevê que as frequências sejam utilizadas em caráter secundário.

Isso significa que o experimento pode funcionar, mas não possui prioridade sobre sistemas autorizados em caráter primário. A Vivo não poderá exigir proteção caso sofra interferência de um serviço prioritário.

Ao mesmo tempo, deverá suspender ou ajustar a operação se o teste causar problemas em redes que já têm direito de utilizar a faixa.

Imagine uma rua em que veículos de emergência têm prioridade de passagem. Outros carros podem circular, mas precisam abrir espaço quando necessário. No espectro, o princípio é semelhante: o usuário secundário pode operar desde que não prejudique quem possui prioridade regulatória.

TIM e Claro também podem oferecer internet por satélite?

A disputa não envolve apenas a Vivo.

Segundo fontes ouvidas pelo Tele.Síntese, TIM e Claro também mantêm conversas com a SpaceX e com outras empresas de satélites de baixa órbita. As operadoras avaliam modelos técnicos e comerciais para uma possível oferta de D2D no Brasil.

Essas negociações não significam que todas lançarão serviços ao mesmo tempo ou utilizarão a mesma empresa de satélites.

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Cada operadora precisará decidir qual tecnologia combina melhor com sua rede, suas frequências, sua estratégia comercial e sua base de clientes.

A concorrência poderá acelerar os testes e ampliar as opções disponíveis. Por outro lado, o avanço dependerá da regulamentação e da capacidade das redes satelitais de atender milhões de aparelhos.

Quanto poderá custar o serviço

Ainda não há preço divulgado para uma possível oferta da Vivo.

O acesso poderá ser incluído em planos mais caros, vendido como adicional ou cobrado conforme o uso. Também é possível que algumas funções de emergência sejam oferecidas de maneira diferente dos serviços comuns de voz e dados.

O valor dependerá do contrato com a operadora de satélites, da capacidade utilizada, do número de clientes, do tipo de serviço e das obrigações regulatórias.

Portanto, anúncios que apresentem supostos preços ou datas de lançamento antes de uma comunicação oficial devem ser tratados com cautela.

Quais são as principais limitações

Apesar do potencial, o D2D não garante sinal perfeito em qualquer situação.

A conexão pode ser afetada por:

  • prédios;
  • montanhas;
  • vegetação densa;
  • uso dentro de imóveis;
  • posição do satélite;
  • condições do aparelho;
  • congestionamento da rede;
  • interferências;
  • quantidade de espectro disponível.

Em muitos casos, o usuário poderá precisar estar ao ar livre e manter uma visão relativamente livre do céu.

A capacidade também será compartilhada entre os aparelhos presentes na área de cobertura. Em uma situação de emergência com milhares de pessoas tentando se conectar ao mesmo tempo, a rede poderá enfrentar sobrecarga.

Quais cuidados o consumidor deve tomar

Como o serviço ainda não foi oficialmente lançado, não há necessidade de contratar equipamentos ou trocar de plano agora.

O consumidor deve aguardar informações divulgadas pela própria Vivo e pela Anatel. Também é recomendável desconfiar de mensagens que prometam ativação antecipada da internet da Starlink no chip ou cobrem taxas para liberar uma função inexistente.

Nenhuma pessoa deve fornecer senha, código recebido por SMS, dados bancários ou informações do aplicativo da operadora para supostamente habilitar o D2D.

Quando houver lançamento, as condições deverão aparecer nos canais oficiais, com informações sobre compatibilidade, cobertura, preço e regras de contratação.

O que acontece depois dos testes

Ao final do período autorizado, a Vivo deverá encaminhar um relatório à Anatel.

O documento poderá incluir dados sobre qualidade do sinal, interferências, alcance, estabilidade, aparelhos utilizados e desempenho da comunicação.

A agência poderá usar essas informações para:

  • ajustar as regras do sandbox;
  • autorizar novos experimentos;
  • estabelecer condições técnicas;
  • preparar uma regulamentação permanente;
  • exigir medidas adicionais de segurança;
  • limitar ou ampliar o uso de determinadas frequências.

Mesmo que os testes sejam bem-sucedidos, o lançamento comercial pode não ser imediato. Ainda será necessário concluir negociações empresariais, adaptar sistemas, definir preços e verificar a disponibilidade de aparelhos compatíveis.

Quando a conexão da Vivo com satélites estará disponível?

Até o momento, não existe uma data oficial.

O período de testes autorizado em 2026 representa uma etapa importante, mas não equivale ao lançamento nacional do serviço.

A possível parceria com a SpaceX continua em fase de negociação, segundo a apuração divulgada. Como nenhuma das empresas confirmou o acordo, não é possível afirmar quando ou em quais condições a tecnologia chegará aos clientes.

Por enquanto, o principal avanço é regulatório e experimental: a Vivo recebeu espaço para testar o D2D, enquanto a Anatel acompanha o funcionamento da tecnologia e prepara o país para uma possível oferta futura.

Perguntas frequentes

A Vivo já oferece internet de celular por satélite?

Não há uma oferta nacional oficialmente anunciada. A Telefônica Brasil recebeu autorização para realizar testes, mas ainda não divulgou planos, preços ou data de lançamento.

A Vivo fechou contrato com a SpaceX?

A possível parceria foi revelada pelo Tele.Síntese, mas Vivo e SpaceX não confirmaram que o contrato tenha sido assinado. As tratativas devem ser consideradas uma negociação em andamento.

O que é D2D?

D2D é a sigla de Direct-to-Device. A tecnologia permite que celulares compatíveis se conectem diretamente a satélites quando não existe cobertura de uma antena terrestre.

Será necessário comprar uma antena da Starlink?

A proposta do D2D é funcionar sem uma antena externa dedicada. No entanto, o celular precisará ser compatível com a tecnologia e com as frequências utilizadas.

Qualquer celular poderá se conectar ao satélite?

Não necessariamente. A compatibilidade dependerá do modelo, do sistema operacional, dos componentes internos, das frequências disponíveis e das regras definidas pela operadora.

A internet por satélite substituirá o 5G?

Não. O D2D deverá complementar o 4G e o 5G, principalmente em áreas remotas ou sem cobertura terrestre.

O serviço funcionará dentro de casa?

A conexão poderá enfrentar limitações dentro de prédios e locais fechados. Em muitos casos, o usuário poderá precisar ficar em uma área aberta e com visão livre do céu.

A conexão será gratuita?

Ainda não há informações sobre preços. A operadora poderá incluir o serviço em determinados planos ou cobrar um valor adicional.

Quando os testes da Vivo terminam?

Conforme o período informado na autorização mencionada pela apuração, os testes estão previstos entre 19 de julho e 22 de outubro de 2026.

TIM e Claro também estudam a tecnologia?

Segundo fontes do setor, as duas operadoras também conversam com companhias de satélites para avaliar possíveis serviços D2D no Brasil. Não há, porém, confirmação de lançamento comercial.

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Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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