Quando você vai procurar crédito, seja para um financiamento, empréstimo ou até mesmo um cartão de crédito, certamente seu nome será consultado nos órgãos de proteção ao crédito, como o SPC e Serasa. Mas muitos consumidores não conhecem as funções desses órgãos, e uma dúvida muito comum é quais são as diferenças entre SPC e Serasa. Se você também tem essa dúvida ou apenas quer saber o que esses órgãos, tão famosos, fazem, vamos falar um pouco mais sobre eles.

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Primeiramente, o grande motivo dos órgãos de proteção ao crédito existirem é para classificar os bons e maus pagadores. Afinal, como uma empresa vai lhe dar crédito sem saber se você vai pagar ou não? O SPC e o Serasa são os responsáveis por informar isso às empresas de crédito.

Score de crédito

E para tal, eles tem um imenso banco de dados, aonde o CPF de cada brasileiro recebe uma classificação chamada de score de crédito. Essa classificação, que é um número de 0 à 1000, aonde 0 é péssimo pagador e 1000 é ótimo pagador. Além disso, tanto o SPC quanto o Serasa possuem soluções para auxiliar os consumidores e os negócios a resolverem suas dívidas, como o recente Feirão Limpa Nome do Serasa.

As pessoas com dívidas atrasadas ficam negativados junto aos órgãos, e suas dívidas ficam expostas para todos os credores. Mas afinal, quais são as diferenças entre SPC e Serasa? Simples! A diferença é de onde eles tiram os seus dados para o banco deles.

O que é SPC e Serasa?

O SPC foi desenvolvido pela Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL) e cria uma lista de informações de cada pessoa, exibindo as dívidas atrasadas para que bancos e lojistas possam consultar o comportamento financeiro dos clientes.

Já o Serasa foi criado em 1968 através da parceria entre a Associação de Bancos do Estado de São Paulo (Assobesp) e a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban). Assim como o SPC, o Serasa tem um banco de dados de cada brasileiro, oferecendo aos credores informações sobre o comportamento financeiro dos clientes. Atualmente o Serasa pertence a Experian, uma empresa irlandesa que inclusive deu o novo nome do órgão.

Quais são as diferenças entre o Serasa e o SPC?

Ambas os órgãos de proteção de crédito ganham a vida vendendo o acesso ao seu banco de dados, onde consta o comportamento financeiro do consumidor. Embora os dois façam a mesma coisa, que é informar as empresas e bancos sobre as dívidas das pessoas, as diferenças entre SPC e Serasa são as informações são fornecidas para empresas de áreas diferentes.

Enquanto o Serasa Experian fornece as informações sobre o comportamento financeiro dos consumidores para empresas da área financeira, entre elas os bancos, o SPC fornece as informações para as empresas do setor comercial, como as lojas (isso porque ele é financiado pela Câmaras de Dirigentes Lojistas).

Quais os dados o SPC e Serasa coletam?

Tanto o SPC quanto o Serasa coletam informações pessoais, mas a fonte dessas informações é o que os difere. O SPC está ligado às Câmaras de Dirigentes Lojistas (CDL), e coleta informações das pessoas junto ao comércio, como lojas, operadoras de telefonia e distribuidoras de energia elétrica e água.

No Serasa as informações são coletadas dos bancos e instituições financeiras, e são consideradas as dívidas no cartão de crédito, os cheques sem fundo e atraso em empréstimos e financiamentos.Mas os dois órgãos podem trocar figurinhas. Por exemplo, se você fica negativado no SPC, o Serasa pode coletar informações sobre essas dívidas e impactar no seu score.

Como é feito o banco de dados do SPC e Serasa

Para poder formular esse gigantesco banco de dados dos consumidores brasileiros, tanto o SPC quanto o Serasa precisam coletar algumas informações importantes. Essas informações são o nome completo do consumidor, seu endereço, telefone, o nome da mãe, a sua data de nascimento, entre outros dados pessoais.

Também são coletadas as informações sobre os seus pagamentos, se são em dia ou se atrasam, financiamentos no nome do consumidor, débitos pendentes, cheques devolvidos ou sem fundo e empréstimos contratados.

Outros órgãos de proteção ao crédito

O SPC e o Serasa Experian não são os únicos órgãos de proteção ao crédito no Brasil. Além deles, existe por exemplo o Cadastro de Emitentes de Cheque sem Fundo (CCF), que é administrado pelo Banco Central do Brasil, e informa aos credores sobre os cheques sem fundo, o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Boa Vista Serviços, que também armazena um banco de dados.

Recentemente, foi criado o Quod, uma iniciativa dos cinco maiores bancos brasileiros (Itau, Bradesco, BB, Santander e Caixa). O objetivo é desburocratizar o mercado de informações de crédito, facilitando a comunicação entre clientes e bancos, assim agilizando a contratação de crédito com juros mais baixos para quem tem um bom score de crédito.

Como é feito o processo de negativação no SPC e Serasa?

Quem solicita a negativação de um consumidor é a própria empresa, banco ou serviço aonde o cliente deixou a dívida. Quando isso ocorre, esse credor entra com um pedido de negativação, que pode ser feito em apenas um dia após o atraso da dívida. Mas a maioria dos bancos e estabelecimentos comerciais dão um prazo que varia entre 15 e 90 dias para fazer a solicitação.

Após a solicitação do credor,os órgãos de proteção ao crédito comunicam o consumidor que está para ser negativado, informando que o mesmo tem 10 dias para regularizar a dívida. Caso não haja o pagamento, o CPF do inadimplente fica negativado.

Como limpar o nome no SPC e Serasa?

Agora que você já sabe quais são as diferenças entre SPC e Serasa, pode estar se perguntando como funciona o processo de negativação. Pois então, quando o consumidor fica negativado, ele perde o direito à crédito na maioria dos bancos e lojas.

Para poder voltar a ter crédito na praça, o consumidor precisa negociar suas dívidas, o que deve ser feito diretamente com o credor. Quando feito um acordo da dívida, a empresa que solicitou a negativação do cliente deve solicitar a exclusão da inadimplência em cinco dias úteis. A recomendação é do Código de Defesa do Consumidor.

Cheque sem fundos

Cheque sem fundos

Já no que se refere aos cheque sem fundos, a partir da segunda devolução o nome do consumidor é anotado no Cadastro de Emitentes de Cheques sem Fundos. Quando isso acontece, para regularizar o consumidor deve entrar em contato com o credor para recuperar o cheque. Ao recuperar o cheque, deve-se solicitar ao banco um comprovante de quitação. Com o documento em mãos, basta solicitar ao CCF a exclusão do cadastro.

Protestos

Quando um consumidor tem dívidas com títulos de protesto originados de nota promissória, duplicata, letra de câmbio ou cheque sem fundo, deve-se procurar o cartório aonde foi lavrado o débito e solicitar uma certidão. Com essa certidão o consumidor pode obter informações de identificação (nome, telefone e endereço) da pessoa que protestou.

Após isso, basta entrar em contato com o credor e pagar a dívida. Resgatando o título (documento que gerou o protesto), deve-se também solicitar uma carta de anuência ou recibo de pagamento. Os documentos devem ser apresentados no cartório onde o título foi apresentado para ser feita a baixa.

Se você deseja limpar seu nome no SPC ou Serasa, pode conferir nossas 6 maneiras infalíveis para negociar as dívidas e limpar o nome no SPC e Serasa.

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