Fabricantes no Brasil não estão chegando a um consenso. Isso porque muitas não concordam com o barateamento dos veículos para torná-los ‘populares’. Além disso, elas alegam que falta entendimento também por parte do governo de qual modelo seria um carro popular.
A ideia é vender e produzir automóveis com valor médio de R$ 50 mil. No entanto, nem todas as empresas estão satisfeitas com essa decisão.
Entenda a opinião da Stellantis
Produzir carros acessíveis exige adaptações por parte das fabricantes. Para tornar um produto mais em conta, é preciso retirar alguns itens que os encarece. Com os veículos a lógica é a mesma, no entanto, alguns executivos de montadoras não estão de acordo com essa prática.
Nomes da Volkswagen e da Stellantis – responsável pelas marcas Fiat, Peugeot, Jepp – discordam entre si sobre o retorno do carro popular e as medidas necessárias para tornar isso viável. O CEO da Stellantis, Antonio Filosa, defende seu ponto de vista argumentando que falta, por parte do governo, definir o que seria um veículo econômico.
Além disso, Filosa salienta a necessidade de ter uma tributação especial para esse fim, assim como o oferecimento de linha de crédito e que haja a exigência de segurança e tecnologia mínimas, para não encarecer os produtos. O ponto de vista do CEO da Stellantis é acompanhado pela Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave).
O que pensa a Volkswagen?
Ciro Possobom é o CEO da montadora alemã, e não concorda com o ponto de vista das concorrentes. O executivo já anunciou que não vai alterar a fabricação de seus automóveis para os tornar mais baratos. Para ele, a aquisição do veículo acessível depende do governo oferecer crédito aos brasileiros.
Nesse sentido, o empresário defende que não acha justo retirar itens de segurança e conforto dos produtos para baratear o valor. “Não é justo para o consumidor dar passos para trás nesse sentido. Não podemos oferecer carro menos seguro ou confortável só porque ele é popular”, argumenta o CEO da Volkswagen.
Assim, a solução do regime tributário especial não agrada a todas as empresas, pois nem todas têm as mesmas condições de ofertar os mesmos prazos de pagamento.
Imagem: Mikbiz / shutterstock – Edição: Seu Crédito Digital
