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INSS faz alerta a aposentados e pensionistas com 70 anos ou mais

Avatar de Vitória Monckes Vitória Monckes · · 5 min de leitura
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A participação nas eleições pode ajudar aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) a comprovar que estão vivos. Isso ocorre porque o governo utiliza registros de bases públicas para realizar a chamada prova de vida de forma automática, reduzindo a necessidade de comparecimento presencial.

O registro de uma atividade eleitoral pode ser considerado nessa conferência. As informações são compartilhadas entre os sistemas públicos, permitindo que o INSS identifique movimentações realizadas pelo beneficiário sem exigir que ele apresente pessoalmente um comprovante.

Na prática, isso significa que o eleitor que participa da votação pode gerar um registro que será considerado no processo de comprovação de vida. O procedimento faz parte de um modelo mais amplo de cruzamento de informações adotado pela Previdência.

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Imagem: rafapress / shutterstock.com

Não. O aposentado ou pensionista não perde o benefício simplesmente porque deixou de votar.

Essa questão é especialmente importante para pessoas com 70 anos ou mais, faixa etária em que o voto passa a ser facultativo. A ausência às urnas, portanto, não deve ser confundida com falta de prova de vida.

O INSS não utiliza apenas os dados eleitorais para verificar se uma pessoa continua viva. Quando não encontra um registro de votação, o instituto pode consultar outras bases governamentais disponíveis.

Por isso, quem não compareceu às urnas não deve concluir automaticamente que terá a aposentadoria ou pensão suspensa.

Como funciona a prova de vida atualmente?

O modelo adotado pelo INSS prioriza o cruzamento de informações existentes em diferentes bases do poder público. Em vez de exigir que milhões de beneficiários compareçam anualmente a uma agência, o sistema procura identificar atividades recentes realizadas pelo cidadão.

Entre os registros que podem contribuir para essa verificação estão informações provenientes de órgãos e serviços públicos. A atividade eleitoral é apenas uma das possibilidades utilizadas nesse processo.

A mudança busca diminuir deslocamentos, principalmente para idosos e pessoas com dificuldades de locomoção. O beneficiário só precisa tomar providências específicas quando o sistema não consegue confirmar sua situação pelas informações disponíveis.

O que acontece quando o INSS não encontra registros?

A ausência de um registro eleitoral não significa, por si só, que exista um problema com o benefício.

Quando os sistemas não conseguem confirmar a situação do titular por meio das bases consultadas, o INSS pode buscar outras evidências de vida. A convocação para que o beneficiário realize algum procedimento ocorre quando os dados disponíveis não são suficientes para concluir a verificação.

Esse funcionamento é diferente do antigo modelo, no qual muitos segurados precisavam realizar periodicamente uma comprovação diretamente em instituições financeiras.

A lógica atual é de busca ativa de informações. O governo procura primeiro os registros já disponíveis antes de exigir uma ação específica do aposentado ou pensionista.

Quem tem mais de 70 anos precisa votar para fazer prova de vida?

Não. Para pessoas com mais de 70 anos, o voto é facultativo. Dessa forma, deixar de participar das eleições não representa irregularidade eleitoral que, por si só, gere problema com o benefício previdenciário.

Caso a pessoa vote, o registro eleitoral poderá integrar os dados utilizados na conferência. Caso não vote, outras fontes públicas poderão ser consideradas pelo INSS.

Assim, o beneficiário não deve votar exclusivamente com o objetivo de cumprir uma exigência previdenciária. O exercício do voto segue as regras eleitorais, enquanto a prova de vida utiliza um conjunto mais amplo de informações.

Por que o governo cruza dados de diferentes órgãos?

A integração das bases públicas permite ao governo realizar a prova de vida de maneira mais automatizada. O objetivo é reduzir burocracia e identificar situações que precisam de análise sem obrigar todos os beneficiários a realizar procedimentos presenciais.

O modelo também pode contribuir para tornar mais eficiente a fiscalização dos pagamentos e evitar que benefícios continuem sendo pagos em situações que necessitem de atualização cadastral.

Segundo dados divulgados pelo Ministério da Previdência Social, o procedimento alcança dezenas de milhões de beneficiários. Em 2024, o cruzamento com informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) identificou registros eleitorais relacionados a milhões de pessoas, contribuindo para a atualização das informações utilizadas na conferência.

O que o aposentado deve fazer para evitar problemas?

A principal recomendação é manter os dados cadastrais atualizados e acompanhar eventuais comunicações oficiais do INSS.

Também é importante desconfiar de mensagens que solicitem pagamento, envio de documentos por canais desconhecidos ou comparecimento imediato sob ameaça de cancelamento do benefício. A prova de vida passou a depender cada vez mais de cruzamentos automatizados, e eventuais convocações devem ser verificadas nos canais oficiais.

O beneficiário que receber uma comunicação para regularizar a situação deve consultar o próprio INSS para entender qual procedimento foi solicitado e qual prazo deve ser observado.

Votar ajuda, mas não é a única forma de comprovação

voto feminino
Foto: AquiVale/Imagens

O registro eleitoral pode ser utilizado como uma das evidências de atividade do cidadão, mas a prova de vida do INSS não depende exclusivamente do voto.

Essa diferença é fundamental para evitar interpretações equivocadas durante o período eleitoral. A pessoa que vota pode ter essa movimentação considerada pelo sistema, enquanto quem não vota continua podendo ter a vida comprovada por outras bases públicas.

Portanto, não existe uma regra segundo a qual todo aposentado ou pensionista precisa votar para preservar o pagamento. O mecanismo adotado pelo INSS busca justamente reunir diferentes registros para reduzir a necessidade de procedimentos presenciais e facilitar a manutenção dos benefícios.

Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital

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