Hoje (30), o Supremo Tribunal Eleitoral (STE) obteve a maioria dos votos favoráveis à inelegibilidade do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro. Portanto, apesar de ainda faltar os votos dos ministros Alexandre de Moraes e Kassio Nunes Marques, o placar de 4 votos contra e 7 a favor, já tornam o ex-presidente inelegível.
Votos do TSE já deixaram o Bolsonaro inelegível?
Hoje (30) o STE deu andamento no julgamento sobre a inelegibilidade do ex-presidente Bolsonaro. Afinal, ele já está inelegível?
O voto decisivo que nos trouxe essa notícia brevemente antes do encerramento do julgamento veio da parte da ministra ministra Cármen Lúcia. Por outro lado, há uma possibilidade de recurso contra a decisão.
Ou seja, através dos votos do TSE, o Bolsonaro está sim inelegível. Mas caso haja o uso de recurso contra sua inelegibilidade, o julgamento deve ser analisado novamente. Ademais, em meio a tantos acontecimentos envolvendo o ex-presidente, pode ser difícil entender qual é, de fato, o motivo dele não poder se candidatar por oito anos.
Por que Bolsonaro não pode se candidatar nos próximos 8 anos?
O Partido Democrático Trabalhista (PDT) apresentou a denúncia ao STE após o ex-presidente fazer ataques ao sistema eleitoral brasileiro. Em uma reunião realizada no Palácio da Alvorada, Bolsonaro questionou a confiança das urnas eletrônicas.
Urnas essas que, inclusive, o elegeram em 2019. Isso apontou um direto ataque não só ao sistema de eleições do Brasil, mas também à democracia. Na época, a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e as redes sociais do então presidente transmitiram o acontecimento ao vivo.
Ex vice-presidente também não poderá se candidatar?
A princípio, a denúncia previa que o ex vice-presidente, Braga Netto, também ficasse impedido de se candidatar por oito anos. No entanto, todos os ministros votaram contra sua inelegibilidade, pois Netto não estava relacionado à reunião em questão.
Bolsonaro questionou a veracidade das urnas eletrônicas outras vezes
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Nas eleições majoritárias de 2018, Fernando Haddad (PT) foi candidato à presidência, tendo a deputada federal Manuela d’Ávila (PCB) na chapa de sua vice presidência. Nessa época, o candidato Bolsonaro expressou suas suspeitas ao Palácio do Planalto, afirmando que a sua vitória sobre Haddad poderia ter sido uma fraude de maior magnitude.
Além disso, ele realizava transmissões ao vivo todas as semanas, reforçando suas suspeitas. Isso levou seus seguidores a disseminar essas informações. Paralelamente, naquele período, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, era frequentemente alvo de ataques.
Imagem: Tânia Rêgo / Agência Brasil
