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Votos no STF contra piso salarial da enfermagem revoltam profissionais

O Cofen afirmou que o voto de um dos ministros do STF não atende ao pacto que assegurou à categoria um Piso Salarial da Enfermagem. Entenda

Djamilla Ribeiro MartinsPor Djamilla Ribeiro Martins2 min de leitura
Um cofre de porquinho aparece em destaque, com um profissional da saúde ao fundo de braços cruzados.

Nesta sexta-feira (23), o Supremo Tribunal Federal (STF) voltou a julgar no plenário virtual a decisão liminar (provisória) do ministro Roberto Barroso que restabeleceu o piso salarial da enfermagem. No entanto, o voto do ministro Dias Toffoli, que propôs a fixação dos pisos regionais, não agradou a categoria.

Diante disso, de acordo com uma nota do Conselho Federal da Enfermagem (Cofen), a proposta de Toffoli contraria o “espírito da lei”, pois dá prioridade à “liberdade econômica dos empregadores da saúde” e não atende ao pacto social que assegurou à categoria um Piso Nacional. O Conselho ainda ressaltou que o entendimento é exclusivo do ministro, não sendo compartilhado pelos demais que já votaram.

Aprovação do piso da enfermagem

Ainda segundo o Cofen, a Lei do Piso visa acabar com os salários miseráveis em todo o Brasil, sendo que o valor que já foi acordado já considera a realidade econômica do país. Além de ter um grande apoio popular, o piso da enfermagem também foi aprovado por 97% do Congresso Nacional. 

Assim, o Conselho espera que o voto de Toffoli, que quer a regionalização do piso, ou seja, que cada região estabeleça seu próprio piso da enfermagem, não seja partilhado pelos demais ministros do STF, já que contraria a lei 14.434/2022. No entanto, Alexandre de Moraes seguiu Toffoli em seu voto, a favor da regionalização.

Cofen está atento

Contudo, Toffoli acompanhou o voto conjunto de outros ministros quanto à possibilidade de pagamento do Piso Salarial ser proporcional à jornada de trabalho, além de ser necessário que haja uma negociação coletiva antes da aplicação no setor privado.

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O Cofen afirmou que acompanha o julgamento do tema no STF e que ao final irá avaliar o resultado e tomará as medidas jurídicas necessárias. Além disso, o Conselho afirmou que segue atento aos movimentos do Ministério da Saúde e do Congresso Nacional.

Imagem: Andy Dean Photography / shutterstock.com

Djamilla Ribeiro Martins

Autor

Djamilla Ribeiro Martins

Djamila Martins é formada em Tecnologia em Gestão Empresarial (Processos Gerenciais) pela FATEC de Santos, Licenciada em Letras pelo Instituto Federal de São Paulo e também graduada em Pedagogia pela Universidade de Marília. Com uma base sólida em educação e gestão, alia conhecimento técnico e sensibilidade didática para contribuir com conteúdos informativos, acessíveis e confiáveis no portal Seu Crédito Digital, com foco em cidadania, economia e serviços públicos.

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