O WhatsApp está preparando um novo recurso de segurança voltado especificamente a usuários menores de idade no Brasil. A iniciativa tem como objetivo reforçar a privacidade, reduzir a exposição de dados pessoais e adequar o aplicativo às novas exigências legais de proteção de crianças e adolescentes no ambiente digital.
WhatsApp oferece ferramenta que fortalece segurança de jovens
WhatsApp testa configurações automáticas de privacidade para menores de 18 anos, alinhadas à nova legislação digital brasileira.
As informações foram identificadas pelo WABetaInfo na versão beta 2.26.5.1 do aplicativo para Android. As mudanças ainda estão em fase de testes e, por enquanto, não há data confirmada para o lançamento oficial ao público.
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WhatsApp reforça segurança com novas configurações
O que muda na prática para contas de menores de 18 anos
De acordo com os dados apurados, o WhatsApp trabalha em um mecanismo capaz de reconhecer quando uma conta pertence a um usuário menor de 18 anos. A partir dessa identificação, o sistema passaria a aplicar automaticamente configurações de privacidade mais restritivas.
A proposta é tornar o perfil menos exposto a pessoas fora da lista de contatos, sem depender de ajustes manuais feitos pelo próprio usuário — algo especialmente relevante no caso de adolescentes, que muitas vezes desconhecem ou ignoram configurações de segurança.
Restrições na visibilidade de informações pessoais
Entre as mudanças previstas estão limitações automáticas na visibilidade de dados sensíveis do perfil, como:
- “Visto por último”
- Seção “sobre”
- Links que direcionam para outras redes sociais
Essas informações deixariam de ficar acessíveis a usuários que não fazem parte da lista de contatos, reduzindo a exposição pública do perfil e dificultando abordagens por desconhecidos.
Foco na redução de interações com desconhecidos
Um dos principais objetivos do novo recurso é limitar interações não solicitadas. Ao restringir o acesso a informações básicas do perfil, o WhatsApp busca reduzir riscos como assédio, tentativas de golpe e abordagens inadequadas, temas que vêm ganhando destaque em debates sobre segurança digital de adolescentes.
Com a aplicação automática dessas configurações, o mensageiro passaria a adotar uma postura mais ativa na proteção de menores, em vez de transferir essa responsabilidade exclusivamente para usuários ou responsáveis legais.
Adequação à nova legislação digital brasileira
A base dessas mudanças está na chamada legislação conhecida como ECA Digital (Lei nº 15.211/2025), que estabelece regras específicas para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente online. O texto legal obriga plataformas digitais a adotarem medidas reforçadas de segurança, privacidade e controle no tratamento de dados pessoais de menores de idade.
A norma entra em vigor em março de 2026 e deve impactar não apenas o WhatsApp, mas também outras redes sociais, aplicativos de mensagens e plataformas digitais amplamente utilizadas por jovens no Brasil.
Nesse contexto, a iniciativa do WhatsApp pode ser interpretada como um movimento antecipado de adequação regulatória, reduzindo riscos jurídicos e alinhando o serviço às exigências legais que estão por vir.
Implementação automática e sem ação do usuário
Um ponto central do novo recurso é a automação. Diferentemente das configurações atuais, que exigem ajustes manuais, as mudanças previstas seriam aplicadas automaticamente assim que o sistema identifica que o usuário é menor de idade.
Essa abordagem atende a uma demanda recorrente de especialistas em segurança digital, que defendem que a proteção de crianças e adolescentes não deve depender apenas de escolhas individuais, mas de padrões mais seguros definidos pelas próprias plataformas.
Recurso ainda está em testes
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Por enquanto, todas essas mudanças aparecem apenas na versão beta do WhatsApp para Android. Como ocorre com outros testes do aplicativo, os recursos ainda podem sofrer ajustes, ser expandidos ou até mesmo não chegar à versão final.
O WhatsApp, que pertence à Meta, ainda não se pronunciou oficialmente sobre o novo mecanismo nem confirmou quando ele será liberado para a versão estável do aplicativo.
A expectativa do mercado é que, após a conclusão da fase de testes, o recurso seja implementado de forma gradual, começando por alguns países — com o Brasil entre os principais focos, devido à entrada em vigor da nova legislação.
Impacto para famílias e responsáveis
Para pais e responsáveis, a mudança tende a representar um avanço importante. Ao reduzir a exposição de dados pessoais e limitar contatos externos, o WhatsApp passa a oferecer uma camada adicional de proteção, complementando a supervisão familiar.
Especialistas em educação digital destacam que ferramentas automáticas não substituem o diálogo e o acompanhamento, mas ajudam a criar um ambiente mais seguro para que crianças e adolescentes utilizem a tecnologia de forma responsável.
Tendência de mercado entre grandes plataformas
A iniciativa do WhatsApp segue uma tendência global. Grandes plataformas digitais vêm sendo pressionadas por governos e órgãos reguladores a adotar padrões mais rigorosos de proteção a menores, especialmente em relação à privacidade e ao uso de dados pessoais.
Com a proximidade da vigência do ECA Digital, é provável que outras empresas anunciem recursos semelhantes nos próximos meses, alterando de forma significativa a experiência online de crianças e adolescentes no Brasil.
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Imagem: Reprodução/Seu Crédito Digital
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