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WhatsApp vai permitir pagamentos via Pix

Whatsapp poderá permitir envio de Pix direto no chat com iniciador de pagamento. Veja como funcionará a novidade.

Bruna MachadoPor Bruna Machado6 min de leitura
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O WhatsApp pode dar um passo importante para se consolidar como uma plataforma completa de serviços no Brasil. A empresa prepara testes de uma funcionalidade que permitirá enviar e pagar Pix diretamente dentro das conversas, sem precisar sair do aplicativo.

A novidade deve funcionar por meio da integração com um iniciador de pagamento, tecnologia regulamentada pelo Banco Central do Brasil dentro do ecossistema do Pix. A solução promete tornar os pagamentos mais rápidos e reduzir etapas na jornada do usuário.

A expectativa é que os testes comecem em breve, inicialmente com empresas que utilizam a API do WhatsApp Business, utilizada por lojas, marketplaces e plataformas de atendimento digital.

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Como funcionará o Pix direto no WhatsApp

Atualmente, quem deseja pagar uma compra usando Pix no WhatsApp precisa seguir algumas etapas. O processo mais comum funciona assim:

  1. o vendedor envia um código Pix copia e cola na conversa;
  2. o consumidor copia esse código;
  3. abre o aplicativo do banco;
  4. cola o código no campo de pagamento;
  5. confirma a operação com senha ou biometria.

Com o novo modelo, a experiência deve ser simplificada.

Quando o cliente clicar no botão de pagamento dentro da conversa, uma janela do banco será aberta automaticamente para autenticação. Após confirmar a transação, o usuário retorna imediatamente ao chat.

Ou seja, o pagamento acontecerá praticamente sem sair do WhatsApp.

O que é o iniciador de pagamento

O chamado iniciador de transação de pagamento (ITP) é uma tecnologia criada dentro do sistema de Open Finance brasileiro.

Na prática, o iniciador funciona como uma ponte que conecta a conta do consumidor ao banco do vendedor para realizar a transferência.

Alguns pontos importantes desse modelo:

  • o dinheiro não passa pelo iniciador;
  • o iniciador não tem acesso às credenciais bancárias do usuário;
  • a autenticação continua sendo feita no banco do cliente.

Esse formato foi estruturado pelo Banco Central do Brasil justamente para aumentar a competição no mercado de pagamentos e permitir novas experiências digitais.

Hoje, serviços semelhantes já são usados em aplicativos e plataformas digitais, incluindo soluções integradas com a Google Pay.

Benefícios da novidade para consumidores

Se a integração for confirmada e liberada no Brasil, a mudança pode trazer vantagens importantes para os usuários.

Pagamentos mais rápidos

A principal melhoria será a redução de etapas no processo de pagamento. O consumidor não precisará alternar entre aplicativos para concluir a transação.

Mais praticidade em compras online

Muitas pequenas lojas utilizam o WhatsApp como canal de vendas. Com o Pix integrado ao chat, a finalização de compras tende a se tornar mais simples.

Menos erros no pagamento

Ao eliminar o processo de copiar e colar códigos Pix, também diminui o risco de erros ou fraudes envolvendo códigos alterados.

Impacto para empresas e lojas

A nova funcionalidade deve ser disponibilizada inicialmente para empresas que utilizam a plataforma WhatsApp Business API.

Essa solução é usada por:

  • e-commerces
  • marketplaces
  • empresas de atendimento digital
  • lojas que vendem pelo WhatsApp

Para esses negócios, a novidade pode aumentar a taxa de conversão de vendas.

Isso acontece porque quanto menos etapas no pagamento, maior a chance de o cliente concluir a compra.

No comércio digital, esse conceito é conhecido como redução de fricção na jornada de pagamento.

A longa tentativa do WhatsApp de virar plataforma de pagamentos

A tentativa do WhatsApp de se tornar uma plataforma de pagamentos no Brasil não é recente.

Há mais de cinco anos, a empresa tenta integrar serviços financeiros ao aplicativo.

Primeira tentativa: Facebook Pay

Inicialmente, a empresa tentou lançar um sistema próprio de pagamentos chamado Facebook Pay, que permitiria transferências e pagamentos dentro do aplicativo.

No entanto, o projeto acabou sendo barrado pelo Banco Central do Brasil e pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica por questões regulatórias.

Pagamentos com cartões

Posteriormente, o WhatsApp conseguiu liberar pagamentos utilizando cartões de débito e crédito para transferências entre pessoas e compras em pequenos comércios.

Apesar disso, o serviço nunca se popularizou de forma significativa no país.

Entre os principais motivos estavam:

  • desconfiança sobre segurança
  • processo de pagamento considerado mais complexo
  • concorrência forte do Pix

A virada: integrar o Pix

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Diante da popularização do Pix no Brasil, o WhatsApp mudou de estratégia.

Em vez de competir com o sistema criado pelo Banco Central do Brasil, a empresa passou a integrá-lo.

Primeiro, permitiu o cadastro de chaves Pix dentro da plataforma para solicitar pagamentos.

Depois, criou o botão “pagar com Pix”, que gera um código para copiar e colar.

Agora, a integração com iniciadores de pagamento pode representar o passo mais avançado dessa estratégia.

Por que o Brasil é estratégico para o WhatsApp

O Brasil é um dos principais mercados globais do WhatsApp.

Segundo dados do setor de tecnologia, o aplicativo está instalado em mais de 95% dos smartphones do país.

Além disso, o Brasil também se tornou um dos maiores casos de sucesso do Pix no mundo.

De acordo com o Banco Central do Brasil, o sistema já superou:

  • cartões de débito
  • transferências TED
  • boletos bancários

em volume de transações.

Por isso, integrar Pix + WhatsApp pode criar uma das experiências de pagamento mais populares do país.

Quando a novidade pode chegar

Até o momento, a funcionalidade ainda não foi oficialmente lançada.

Fontes do setor indicam que o recurso deve passar por testes beta em 2026, inicialmente com parceiros comerciais do WhatsApp.

Caso os testes sejam bem-sucedidos, a expectativa é que o recurso seja liberado gradualmente para empresas e consumidores.

Considerações finais

A integração entre Pix e WhatsApp pode representar uma nova fase para o comércio digital no Brasil.

Se confirmada, a funcionalidade permitirá enviar e pagar Pix diretamente nas conversas, simplificando a experiência de compra e aproximando ainda mais o aplicativo do conceito de superapp.

Para consumidores, a promessa é de mais praticidade. Para empresas, pode significar um canal de vendas ainda mais eficiente.

E para o mercado financeiro, o movimento reforça como o Pix continua sendo o principal motor de inovação nos pagamentos digitais brasileiros.

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INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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