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WhatsApp vulnerável: usuários Apple podem ser espionados

Falha zero-click no WhatsApp permitiu ataque a iPhones; Meta já lançou correção e recomenda atualização de apps.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
WhatsApp

O WhatsApp confirmou uma vulnerabilidade crítica que permitia a espionagem de usuários do mensageiro, especialmente aqueles que utilizam dispositivos da Apple. A falha, divulgada no relatório de segurança de agosto, mostrou que cibercriminosos conseguiam explorar brechas do sistema operacional iOS para acessar dados privados de vítimas sem que estas precisassem realizar qualquer ação.

Segundo a empresa, a vulnerabilidade já recebeu um patch de segurança, mas antes da correção, o ataque foi caracterizado como uma campanha sofisticada de spywares, direcionada a alguns usuários específicos.

Leia mais: WhatsApp: por que milhares desativam o Meta AI? entenda

Como funcionava o ataque de espionagem

Apple
Imagem: Divulgação/Apple

O ataque foi identificado como uma falha zero-click (CVE-2025-55177), ou seja, não exigia que o usuário clicasse em links ou abrisse arquivos maliciosos. Diferente de ataques tradicionais, essa vulnerabilidade se aproveitava do processamento de mensagens pelo WhatsApp, que enviava comandos silenciosos ao sistema.

De acordo com Donncha Ó Cearbhaill, pesquisador sênior da Amnesty International, o episódio configurou uma “campanha avançada de spyware”, capaz de monitorar jornalistas, políticos e personalidades públicas.

O ataque explorava a forma como o WhatsApp sincroniza mensagens entre dispositivos. Uma mensagem falsa era enviada ao app, que a processava como verdadeira e, em seguida, tentava se conectar a um link malicioso, controlado pelo invasor.

O papel das plataformas da Apple

Quando a mensagem falsa chegava ao dispositivo Apple, o WhatsApp tentava ler o conteúdo e se deparava com um código malicioso disfarçado em formato de imagem, que explorava a vulnerabilidade CVE-2025-43300.

Essa brecha funcionava como uma espécie de senha de acesso, permitindo que o atacante assumisse o controle do aparelho. Com isso, o invasor conseguia instalar spywares, espionando mensagens, arquivos e informações pessoais sem o conhecimento do usuário.

Cronologia do golpe

  1. O invasor envia uma mensagem falsa explorando a falha do WhatsApp.
  2. A mensagem passa pelo sistema de sincronização entre dispositivos.
  3. O WhatsApp tenta se conectar a um link contido na mensagem.
  4. O link contém uma imagem com código malicioso que ativa a vulnerabilidade em dispositivos Apple.
  5. O atacante ganha acesso ao sistema e instala spyware para espionagem.

Quem poderia ser afetado

Inicialmente, o ataque parecia restringido a usuários de iPhones, mas há indícios de que pessoas com Android conectadas a dispositivos Apple também poderiam ser impactadas.

A Meta notificou menos de 200 usuários, alertando sobre a possibilidade de terem sido alvos de agentes maliciosos. As notificações são preventivas e não confirmam, por si só, que o dispositivo tenha sido comprometido.

Em comunicado ao site TechCrunch, a Meta destacou:

“Identificamos a falha há algumas semanas e enviamos notificações para usuários potencialmente afetados. Aqueles que receberam a mensagem podem ter sido alvo de um agente malicioso.”

Como se proteger da falha

Para se proteger, a Meta e a Apple reforçam a necessidade de manter aplicativos e sistemas atualizados. As vulnerabilidades já foram corrigidas, mas usuários que receberam a notificação são aconselhados a restaurar o iPhone para as configurações de fábrica, garantindo que qualquer software malicioso seja removido.

Especialistas em cibersegurança recomendam ainda:

  • Atualizar o WhatsApp e o iOS para a versão mais recente.
  • Evitar abrir links suspeitos, mesmo que recebidos em conversas aparentemente confiáveis.
  • Ativar dupla autenticação e recursos de segurança adicionais no WhatsApp.
  • Monitorar aplicativos e permissões no smartphone para identificar comportamentos anormais.

Zero-click: o perigo das falhas silenciosas

WhatsApp
Imagem: Canva

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Falhas zero-click são especialmente perigosas porque não dependem da ação do usuário para serem exploradas. Isso significa que não há indícios visíveis de ataque, tornando a detecção extremamente difícil.

Em casos de ataques avançados, spywares podem permanecer silenciosos por semanas ou meses, coletando dados sem serem percebidos. Por isso, a correção rápida e a conscientização sobre atualizações são essenciais.

Impacto na cibersegurança

A falha no WhatsApp evidencia como mensageiros amplamente utilizados se tornaram alvo de ataques sofisticados. Especialistas alertam que a espionagem digital pode afetar desde políticos e jornalistas até usuários comuns, dependendo da sofisticação do ataque.

Donncha Ó Cearbhaill reforça a gravidade:

“WhatsApp has just sent out a round of threat notifications to individuals they believe where targeted by an advanced spyware campaign in past 90 days.”

Recomendações finais

Apesar do risco, a situação já foi controlada. Usuários devem:

  1. Garantir que WhatsApp e iOS estejam atualizados.
  2. Seguir as instruções da Meta caso tenham recebido notificação de ataque.
  3. Considerar restaurar o dispositivo para remover possíveis malwares.
  4. Manter boas práticas de cibersegurança, incluindo senhas fortes e autenticação em dois fatores.

A falha serve como alerta para o mercado de tecnologia, reforçando que mesmo aplicativos seguros e populares não estão imunes a ataques de alta complexidade.

Com informações de: Tecmundo

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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