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Windows se torna praticamente gratuito e especialista revela o que a Microsoft ganha com isso

Windows é quase gratuito hoje. Saiba o que a Microsoft ganha com isso e por que mudou sua estratégia de negócio.

Fernanda RamosPor Fernanda Ramos4 min de leitura
Microsoft

Nos tempos em que cada nova versão do Windows exigia a compra de uma licença, a Microsoft obtinha parte significativa de sua receita diretamente da venda do sistema operacional. Essa realidade, porém, ficou no passado. Desde a chegada do Windows 10, em 2015, e principalmente sob a liderança de Satya Nadella, a empresa redefiniu completamente sua estratégia: o Windows passou a ser praticamente gratuito.

A decisão parece simples à primeira vista, mas representa uma guinada profunda no modelo de negócios da companhia. O que a Microsoft ganha com isso? A resposta envolve dados, serviços e um ecossistema cada vez mais dominante.

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Quando tudo mudou: de produto a serviço

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Imagem: Divulgação/Windows

Até o início da década de 2010, cada nova versão do Windows representava uma grande campanha de marketing e vendas. No entanto, o fracasso de aceitação do Windows 8 mostrou à Microsoft que o antigo modelo precisava de uma revisão urgente.

Com o avanço de sistemas concorrentes, como o macOS e as distribuições Linux, oferecendo atualizações gratuitas, a pressão para acompanhar essa tendência cresceu. Foi nesse contexto que Satya Nadella assumiu o comando da empresa, levando adiante o conceito de “Windows como serviço”.

A iniciativa foi colocada em prática com o lançamento do Windows 10: a atualização foi oferecida gratuitamente para usuários do Windows 7 e 8, com o objetivo de consolidar uma base de usuários uniforme e facilitar tanto o suporte técnico quanto o desenvolvimento de novos recursos.

Estratégia por trás da gratuidade: telemetria e ecossistema

Segundo Dave Plummer, criador do Gerenciador de Tarefas do Windows, a chave para entender essa nova abordagem está na coleta de telemetria, dados anônimos sobre o comportamento dos usuários. A partir dessas informações, a Microsoft consegue:

  • Aprimorar o sistema operacional de maneira constante;
  • Reduzir o tempo de resposta a falhas;
  • Implementar atualizações de forma mais precisa;
  • Medir a aceitação de novas funcionalidades.

A saber, a coleta de telemetria permitiu à Microsoft entender melhor os usuários e transformar o Windows em uma plataforma dinâmica, centrada em serviços.

A nova fonte de lucro: serviços pagos e publicidade

Apesar de não cobrar pelo Windows em muitos casos, a Microsoft encontrou formas mais lucrativas e sustentáveis de monetizar seu sistema:

  • Microsoft 365 (antigo Office 365): pacote de produtividade que requer assinatura mensal ou anual.
  • Game Pass: serviço de jogos por assinatura para PC e consoles Xbox.
  • OneDrive: serviço de armazenamento em nuvem integrado ao sistema.
  • Azure: plataforma de computação em nuvem que cresceu exponencialmente.
  • Publicidade no sistema: sugestões de aplicativos e promoções aparecem em diversas áreas do Windows.

Assim, mesmo que a atualização para o Windows 10 ou 11 seja gratuita, o sistema serve como porta de entrada para todo um ecossistema lucrativo.

Inclusão até para quem não pagou

Outro aspecto que ajudou na popularização do Windows 10 foi a permissão para instalação da versão completa mesmo em dispositivos com cópias não originais do sistema. Isso expandiu a base de usuários ativos e, consequentemente, o alcance dos serviços da Microsoft.

Ao tornar o sistema acessível para mais pessoas, incluindo aquelas com pirataria, a empresa conseguiu conquistar um público que, mais adiante, poderia assinar algum dos seus serviços.

O presente: um sistema, muitos serviços

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Atualmente, o Windows não é mais visto como um produto isolado, mas como a porta de entrada para serviços da Microsoft. A empresa depende cada vez mais das assinaturas e da infraestrutura de nuvem como principais fontes de receita.

Essa mudança pode ser observada com clareza em relatórios financeiros: enquanto a venda de licenças representa uma fatia cada vez menor da receita, serviços como Azure, Game Pass e Microsoft 365 crescem em ritmo acelerado.

Polêmicas: privacidade e propaganda

microsoft
Imagem: Volodymyr Kyrylyuk / shutterstock.com

Embora a estratégia da Microsoft tenha se mostrado eficaz, ela não passou ilesa às críticas. A coleta de dados, mesmo anônima, levantou preocupações sobre privacidade. Além disso, a inserção de anúncios no próprio sistema, como sugestões na tela de bloqueio ou na barra de tarefas, foi vista por muitos usuários como uma experiência intrusiva.

Ainda assim, a empresa parece estar disposta a manter esse modelo, dado o retorno financeiro gerado pelos serviços atrelados.

O que esperar do futuro do Windows?

Com a chegada do Windows 11 em 2021 e os planos para futuras versões do sistema, a Microsoft deve manter e ampliar o modelo centrado em serviços. A tendência é que o Windows continue sendo distribuído gratuitamente, mas cada vez mais integrado a ofertas pagas e personalizadas.

A empresa também trabalha para tornar o sistema ainda mais adaptado à nuvem, em linha com soluções como o Windows 365, que permite executar o sistema operacional diretamente da nuvem.

Com informações de: Xataka

Fernanda Ramos

Autor

Fernanda Ramos

Fernanda é graduanda em Letras Vernáculas pela Universidade Federal da Bahia (UFBA), com sólida formação em língua portuguesa. Atua na estruturação, revisão e aprimoramento textual dos conteúdos do portal Seu Crédito Digital, garantindo clareza, coesão e qualidade editorial. Apaixonada por comunicação, tem como missão facilitar o acesso à informação com linguagem acessível e confiável.

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