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X vai leiloar contas abandonadas; saiba mais

O X lançará o Handle Marketplace, leilão de contas inativas e nomes raros, exclusivo para assinantes Premium+ e Business. Entenda as regras e valores.

Bruna MachadoPor Bruna Machado7 min de leitura
Mão segurando celular com logo do X, ao fundo o antigo logo do Twitter.

A plataforma X, antigo Twitter, se prepara para uma das mudanças mais ousadas desde que passou ao controle de Elon Musk: a criação de um mercado oficial de nomes de usuário, o Handle Marketplace.

A novidade permitirá que assinantes das modalidades Premium+ e Premium Business participem de leilões de contas abandonadas, disputando nomes de usuários inativos — os chamados handles.

Com a medida, o X será a primeira grande rede social do mundo a transformar a identidade digital em ativo comercializável, algo até então proibido em plataformas como Instagram e TikTok.

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O que é o X Handle Marketplace

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Imagem: Yalcin Sonat/shutterstock

O X Handle Marketplace é um novo modelo de monetização que busca “redistribuir handles que não estão mais em uso”, segundo comunicado da empresa.

Na prática, trata-se de um sistema interno de compra, venda e redistribuição de nomes de usuário inativos, algo que o X vinha testando há meses. Agora, a funcionalidade passará a fazer parte dos benefícios exclusivos para assinantes Premium+ e Business, que pagam valores próximos a 30 euros mensais (cerca de R$ 170).

Com o Handle Marketplace, nomes curtos e valiosos — como @Tom, @Pizza ou @Love — poderão ser adquiridos oficialmente dentro da plataforma, em um sistema de leilão controlado.


Como vai funcionar o leilão de nomes de usuário

O novo programa será dividido em duas categorias principais, que determinarão o tipo de acesso e o valor cobrado por cada nome de usuário:

H3: 1. Priority Handles

Esses nomes incluem frases compostas, combinações alfanuméricas ou nomes completos (como @CarlosSilva ou @TechBrasil).

  • Serão transferidos gratuitamente para assinantes elegíveis;
  • O processo de redistribuição ocorrerá mediante solicitação e análise de disponibilidade;
  • O antigo nome, pertencente a uma conta inativa, será congelado para evitar duplicidade.

H3: 2. Rare Handles

Os Rare Handles são o ponto alto da novidade — nomes curtos, de alto valor comercial e forte apelo de marca.
Segundo fontes próximas à empresa, o valor de partida pode variar entre US$ 2.500 e US$ 1 milhão, dependendo da demanda e da exclusividade do nome.

“Handles de uma ou duas palavras terão prioridade nas rodadas de redistribuição, e a precificação será feita internamente pelo X”, explicou uma fonte próxima à equipe de produtos.


H2: Rare Handle Drops – o sistema de disputa

O processo de seleção dos nomes raros ocorrerá por meio de rodadas chamadas “Rare Handle Drops”, uma espécie de leilão controlado pela própria plataforma.

H3: Como funcionará cada rodada

  1. O assinante Premium+ ou Business se inscreve em uma lista de espera para o nome desejado;
  2. O X avalia a atividade, relevância e autenticidade da conta;
  3. Se aprovado, o usuário recebe uma oferta personalizada com o valor determinado pela equipe interna;
  4. O pagamento poderá ser feito via cartão ou criptomoeda (X Payments), sistema financeiro que Elon Musk pretende integrar futuramente à rede.

Embora a empresa negue a existência de lances diretos entre usuários, os valores finais serão ajustados pela demanda, criando uma disputa indireta entre perfis de alto perfil.


H2: Regras, limitações e política de uso

A novidade não é um evento único, mas sim um sistema permanente de redistribuição de nomes de usuário. No entanto, algumas regras serão aplicadas para evitar abusos:

  • Cancelamento da assinatura: quem desistir do plano perderá o novo nome após 30 dias e voltará ao identificador anterior;
  • Proibição de revenda externa: todos os handles comprados deverão permanecer vinculados à conta dentro do X;
  • Verificação obrigatória: apenas contas verificadas poderão participar;
  • Congelamento do handle antigo: o nome anterior ficará indisponível por tempo indeterminado, impedindo duplicidade.

Além disso, a empresa planeja lançar futuramente uma ferramenta de redirecionamento pago, permitindo que nomes antigos apontem automaticamente para o novo perfil.


H2: Da proibição à monetização — o novo modelo de negócio de Elon Musk

Antes da chegada de Musk, o Twitter proibia expressamente a venda ou troca de nomes de usuário. Essa prática, comum em mercados paralelos, chegou a gerar comunidades clandestinas em fóruns como Reddit e Discord, onde handles curtos eram negociados por milhares de dólares.

Agora, a própria plataforma transforma o que antes era uma violação de uso em uma nova fonte de receita.

“O X quer ser autossuficiente financeiramente. Cada recurso que agrega exclusividade ou status vira um produto”, afirmou um analista de tecnologia do Financial Times.

O Handle Marketplace se soma a outras estratégias recentes da empresa:

  • Groki AI e Grokipedia, uma enciclopédia movida por IA e integrada ao X;
  • Planos Premium segmentados (Basic, Premium e Premium+), com foco em criadores e empresas;
  • Projetos de vídeos longos e a possível volta do Vine com IA;
  • Integração futura de pagamentos diretos dentro da rede (X Payments).

H2: O X como ecossistema de negócios digitais

Com o Handle Marketplace, o X dá mais um passo rumo à sua transformação em um ecossistema empresarial completo, deixando de ser apenas uma rede social.

Elon Musk tem repetido que seu objetivo é transformar o X em uma “plataforma de tudo”, semelhante ao WeChat chinês, reunindo comunicação, pagamentos, conteúdo e comércio digital no mesmo ambiente.

O novo sistema de monetização de nomes faz parte dessa estratégia: criar novas fontes de receita recorrente, valorizando a exclusividade e estimulando a competição entre usuários de alto perfil.


H2: Exclusividade e impacto no mercado digital

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A iniciativa, voltada apenas a assinantes pagantes de alto nível, reforça o caráter elitizado que o X vem assumindo desde 2023.

Somente quem paga pelos planos mais caros — Premium+ (voltado a criadores) e Business (voltado a empresas) — poderá participar dos leilões. Isso cria um novo mercado paralelo dentro da rede, onde nomes curtos e reconhecíveis se tornam ativos digitais de alto valor.

“Possuir um handle exclusivo é como ter um domínio premium da internet. Para empresas e influenciadores, isso pode significar autoridade e visibilidade instantânea”, explica a especialista em marketing digital Mariana Tavares.

H3: Riscos e desafios

Apesar do potencial lucrativo, o modelo traz preocupações:

  • Possível aumento da especulação digital, com usuários comprando nomes apenas para revendê-los futuramente;
  • Risco de fraude e phishing, caso não haja monitoramento eficaz de perfis transferidos;
  • Reações negativas da base gratuita, que pode enxergar o sistema como mais um privilégio dos ricos na internet.

O X afirma que haverá processos públicos de verificação e transparência, e que os nomes redistribuídos não poderão ser utilizados para enganar ou imitar marcas.


H2: O valor simbólico dos nomes no ambiente digital

No mundo das redes sociais, nomes curtos e memoráveis têm valor comparável a domínios de internet raros. Eles representam identidade, exclusividade e autoridade, especialmente para marcas, celebridades e criadores de conteúdo.

Exemplos históricos mostram o potencial financeiro desse tipo de ativo:

  • O domínio voice.com foi vendido por US$ 30 milhões em 2019;
  • Em plataformas como o Telegram, nomes de usuário curtos (@ai, @btc) chegaram a ser negociados por mais de US$ 200 mil.

Agora, o X pretende institucionalizar esse tipo de transação, criando um mercado interno oficial — e controlado — de identidades digitais.


O que esperar do futuro do Handle Marketplace

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Foto: Freepik/Reprodução

Atualmente, o programa está em fase de testes fechados, mas Elon Musk já confirmou que o lançamento global deve ocorrer ainda em 2025.

Os primeiros mercados a receber a novidade serão Estados Unidos, Reino Unido, Japão e Brasil, com expansão gradual ao longo do próximo ano.

O impacto inicial será sentido entre marcas e influenciadores, mas especialistas acreditam que, com o tempo, o recurso poderá atingir também pequenas empresas que buscam handles mais profissionais e limpos.


Considerações finais

O Handle Marketplace marca uma virada histórica para o X. Ao criar um leilão oficial de contas inativas e nomes raros, a plataforma de Elon Musk inaugura um mercado bilionário de identidades digitais, onde nomes curtos e cobiçados se tornam moeda de status e investimento.

Embora restrito a usuários premium, o programa reforça a direção adotada desde a compra do Twitter: menos rede social, mais plataforma de negócios, onde cada detalhe — até mesmo o nome de usuário — pode ter preço.

Bruna Machado

Autor

Bruna Machado

Bruna Cassana é gaúcha, natural de Pelotas, e atua como redatora no Seu Crédito Digital. Curiosa por natureza, está sempre conectada às tendências da web e às principais novidades sobre finanças, benefícios sociais e tecnologia. Com olhar atento às transformações digitais e linguagem acessível, Bruna contribui para informar e orientar leitores em decisões do cotidiano.

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