O Morgan Stanley reforçou a recomendação de compra para as ações da XP, destacando o potencial de valorização de até 50% diante da esperada desaceleração da Selic. O banco norte-americano fixou preço-alvo de US$ 26, destacando que a companhia está estrategicamente posicionada para se beneficiar de um ambiente de juros mais baixos no Brasil.
Morgan Stanley reafirma compra para XP e antecipa forte alta com desaceleração da Selic
Morgan Stanley mantém recomendação de compra para a XP e prevê valorização de até 50% com a queda da Selic. Confira os motivos!
Segundo o relatório, a XP combina fortaleza estrutural e alavancagem cíclica, o que a coloca entre as empresas financeiras mais promissoras para o médio e longo prazo.
“Essa combinação de força estrutural e alavancagem cíclica posiciona a XP de forma única para apresentar desempenho superior”, afirmou o banco.
Continue a leitura e entenda o que sustenta essa projeção otimista.
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Por que a XP é tão sensível à Selic

De acordo com o Morgan Stanley, a XP é uma das instituições brasileiras mais impactadas pelas variações da taxa de juros. Quando a Selic cai, há uma tendência de migração de recursos da renda fixa para a renda variável, favorecendo diretamente o desempenho da corretora.
O banco avalia que o ciclo de flexibilização monetária deve ganhar força nos próximos meses, o que tende a impulsionar o volume de investimentos na plataforma da XP. Além disso, o relatório aponta que a empresa vem ampliando o engajamento dos clientes e expandindo sua plataforma digital, o que fortalece sua posição de mercado.
Avaliação e potencial de valorização da XP
Mesmo após uma alta acumulada de 47% no ano, as ações da XP ainda são consideradas baratas frente ao potencial de crescimento. Para efeito de comparação, o índice MSCI Brasil avançou 31% no mesmo período.
O Morgan Stanley estima que os papéis da XP estão sendo negociados a 10 vezes o lucro projetado para 2025 e 8,9 vezes para 2026 — múltiplos considerados atrativos em relação à expansão esperada.
Com base nas projeções, a XP poderia ser negociada entre 14 e 15 vezes o P/L futuro se a taxa básica de juros cair para 12% até 2026. Isso representaria uma expansão relevante dos múltiplos e, consequentemente, uma alta expressiva no valor de mercado da empresa.
Expectativas de crescimento até 2027
O banco norte-americano acredita que o mercado ainda subestima o efeito da queda de juros sobre o lucro da XP. O consenso atual prevê uma redução de 500 pontos-base na Selic até 2027 (de 15% para 10%), mas sem considerar o aumento esperado na taxa de aceitação de produtos da corretora.
Enquanto o mercado projeta uma taxa estável em 90 pontos-base até 2027, o Morgan Stanley estima 97 pontos-base, o que implicaria lucro líquido 8% acima do consenso. Esse otimismo reforça a percepção de que a XP ainda tem muito espaço para crescer mesmo após os ganhos recentes.
Os 5 pilares estratégicos da XP para manter o crescimento
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Após uma conversa com o CFO Victor Mansur, o Morgan Stanley destacou cinco pilares estratégicos que devem sustentar o avanço da XP nos próximos anos:
- Foco em rentabilidade
A XP tem priorizado margens mais altas em detrimento do volume, especialmente no segmento de varejo de baixa renda. A aposta em automação e inteligência artificial (IA) visa tornar o negócio mais escalável e lucrativo no futuro. - Manutenção da base de clientes premium
O público com mais de R$ 300 mil investidos permanece sendo o principal motor de lucros. A consolidação de ativos na plataforma e a eficiência dos consultores impulsionam resultados consistentes. - Crescimento do Private Banking
Ainda em fase inicial, o setor de Private Banking da XP tem alto potencial e deve atingir o ponto de equilíbrio entre 2026 e 2027, apoiado pela integração com o banco de investimento e a área de corretagem. - Rede IFA mais produtiva
Após anos de investimentos em tecnologia e capacitação, a rede de assessores autônomos (IFAs) vem mostrando ganhos de produtividade, com margens que devem se estabilizar entre 35% e 40% até 2028. - Tecnologia e inovação como diferencial
A digitalização e o uso crescente de IA aumentaram a produtividade em 15% ao ano, ampliando a oferta de produtos como ETFs, crédito estruturado e fundos cripto. Esse movimento reforça a vantagem competitiva da XP frente aos bancos tradicionais.
XP mantém atratividade mesmo após valorização

O Morgan Stanley reforça que, apesar do forte desempenho recente, a XP continua com valuation atraente. O banco destaca que o mercado ainda não precificou completamente a fase de flexibilização da Selic, o que pode abrir novas oportunidades para investidores de longo prazo.
Com uma estratégia sólida, base de clientes consolidada e forte capacidade de adaptação tecnológica, a XP segue posicionada como uma das principais referências do setor financeiro brasileiro.
Resumo final:
O relatório do Morgan Stanley reafirma que a XP combina fundamentos sólidos e sensibilidade à queda dos juros, o que deve impulsionar seus resultados nos próximos anos. O potencial de valorização de até 50% torna a corretora uma das apostas mais promissoras da Bolsa, especialmente em um cenário de Selic mais baixa.
Com informações de: InfoMoney
