A XP Investimentos divulgou a nova composição de sua carteira recomendada de dividendos para junho de 2025, promovendo ajustes pontuais nas ações indicadas.
XP indica 10 ações com potencial de salto de 49% e bons dividendos para junho
A XP Investimentos atualizou sua carteira de dividendos para junho de 2025, com a entrada da Energisa e destaque para Petrobras. Confira!
A mudança mais significativa foi a substituição do Banco do Brasil (BBAS3) pela Energisa (ENGI11), além da alteração nos pesos de B3 (B3SA3) e Itaú (ITUB4). A movimentação visa otimizar o retorno com base no desempenho recente das companhias e no potencial de distribuição de proventos.
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Trocas na carteira refletem revisão de fundamentos

Segundo a XP, o Banco do Brasil foi excluído após apresentar resultados decepcionantes no primeiro trimestre de 2025. A instituição financeira surpreendeu negativamente o mercado e passou a tratar suas projeções para o ano como “em revisão”, o que gerou incerteza e instabilidade quanto à performance futura. Esse cenário motivou os analistas a buscar uma alternativa mais previsível.
Em seu lugar, entra a Energisa, holding do setor elétrico com forte atuação no segmento de distribuição. A escolha se justifica pelo desempenho operacional sólido das subsidiárias da empresa, aliada à renovação de concessões que garantem maior previsibilidade de receita e geração de caixa para os próximos anos.
Ajustes de peso: mais Itaú, menos B3
A XP também reduziu a exposição à B3, passando de 10% para 5%, refletindo uma visão mais cautelosa diante do desempenho neutro da ação, que possui baixo potencial de valorização no curto prazo. O dividend yield estimado da B3 é de 7,5%, mas a ação apresenta um upside praticamente nulo, com preço-alvo de R$ 14,00 ante a cotação atual de R$ 13,95.
Já o Itaú Unibanco (ITUB4) teve sua participação ampliada de 12,5% para 15%, sendo a maior alocação da carteira. A decisão se apoia no desempenho consistente do banco, na solidez dos lucros e na expectativa de dividendos robustos, com dividend yield estimado em 8,4%.
Performance da carteira de dividendos da XP
A carteira de dividendos da XP vem demonstrando resultados expressivos. Em maio de 2025, a rentabilidade foi de 1,6%, levemente superior ao Ibovespa, que avançou 1,5% no mesmo período. No longo prazo, o desempenho é ainda mais notável: alta acumulada de 208,2% desde o início da carteira, contra 88,3% do principal índice da bolsa brasileira.
Esse histórico reforça a credibilidade da recomendação da XP e sua capacidade de combinar valorização com distribuição de proventos, algo que atrai investidores interessados em renda passiva e segurança.
As 10 ações indicadas pela XP para junho de 2025
A nova carteira da XP é composta por 10 empresas de diversos setores, com peso ajustado conforme a expectativa de desempenho e pagamento de dividendos. A seguir, o detalhamento:
| Companhia | Ticker | Peso | Recomendação | Preço Atual | Preço-Alvo | Upside | Dividend Yield (%) |
|---|---|---|---|---|---|---|---|
| B3 | B3SA3 | 5% | Neutro | R$ 13,95 | R$ 14,00 | 0% | 7,5% |
| Cemig | CMIG4 | 10% | Neutro | R$ 10,84 | R$ 12,80 | 18% | 8,0% |
| Copel | CPLE6 | 12,5% | Compra | R$ 12,67 | R$ 13,80 | 9% | 2,7% |
| Caixa Seguridade | CXSE3 | 5% | Compra | R$ 15,07 | R$ 18,00 | 19% | 8,5% |
| Eletrobras | ELET3 | 10% | Compra | R$ 41,96 | R$ 50,00 | 19% | 3,5% |
| Energisa | ENGI11 | 7,5% | Compra | R$ 47,50 | R$ 67,00 | 41% | 4,3% |
| Itaú | ITUB4 | 15% | Compra | R$ 37,43 | R$ 43,00 | 15% | 8,4% |
| Petrobras | PETR4 | 12,5% | Compra | R$ 30,90 | R$ 46,00 | 49% | 13,8% |
| Vale | VALE3 | 12,5% | Neutro | R$ 52,10 | R$ 66,00 | 27% | 6,8% |
| Vivo | VIVT3 | 10% | Compra | R$ 28,66 | R$ 31,00 | 8% | 7,6% |
Petrobras lidera em potencial de valorização e dividendos
Entre todas as ações da carteira, Petrobras (PETR4) é o maior destaque, com upside de 49% e o maior dividend yield estimado: 13,8%. A estatal de petróleo e gás continua sendo vista como um dos principais ativos para investidores focados em renda periódica e apreciação de capital.
Apesar das oscilações políticas e da volatilidade do setor, a companhia tem apresentado bons resultados operacionais e forte geração de caixa, o que justifica sua posição relevante no portfólio.
Energisa é aposta em eficiência e contratos renovados

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A entrada da Energisa (ENGI11) no portfólio reflete uma aposta estratégica no setor elétrico, considerado defensivo e gerador de bons dividendos. Com upside de 41% e dividend yield estimado em 4,3%, a empresa se destaca pela qualidade de gestão, melhorias contínuas nas distribuidoras e renovação de concessões, que aumentam a previsibilidade para os próximos anos.
Outras oportunidades: Caixa Seguridade, Cemig e Vale
A Caixa Seguridade (CXSE3) oferece uma combinação interessante de valor e retorno, com 19% de potencial de alta e dividend yield de 8,5%. A empresa atua em um setor resiliente e tem apresentado boa performance em lucro e eficiência operacional.
A Cemig (CMIG4) também se destaca, mesmo com recomendação neutra. O papel ainda oferece yield de 8,0% e potencial de valorização de 18%, chamando atenção de investidores interessados em empresas públicas com distribuição regular de proventos.
A Vale (VALE3), por sua vez, segue na carteira com recomendação neutra, mas oferece upside de 27% e yield de 6,8%, sendo uma aposta de longo prazo atrelada à demanda global por minério de ferro.
Conclusão: diversificação, estabilidade e renda para junho
A nova carteira de dividendos da XP para junho de 2025 é uma combinação de solidez, previsibilidade e retorno, ideal para investidores que buscam equilíbrio entre renda passiva e crescimento de capital. As mudanças foram pontuais, mas estratégicas, com destaque para a entrada da Energisa e o aumento da exposição ao Itaú.
Para quem quer montar uma carteira robusta de ações pagadoras de dividendos, essa seleção traz ativos de setores estratégicos, com diferentes perfis de risco e dividend yields acima da média do mercado. A presença de empresas como Petrobras, Itaú, Vale e Caixa Seguridade fortalece a perspectiva de rentabilidade constante ao longo do tempo.
Essa abordagem é especialmente relevante em momentos de incerteza econômica, nos quais a renda recorrente por dividendos se torna um diferencial competitivo para o investidor.
