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Zema comenta escala 6×1 e faz críticas a ministros do STF

Romeu Zema critica proposta contra escala 6x1 e faz ataques a ministros do STF durante entrevista em Goiânia.

Juliana PeixotoPor Juliana Peixoto6 min de leitura
Zema comenta escala 6×1 e faz críticas a ministros do STF

O ex-governador de Minas Gerais e pré-candidato à Presidência da República, Romeu Zema (NOVO), classificou como “populismo” a proposta de extinguir a escala de trabalho 6×1 — modelo que prevê seis dias consecutivos de trabalho para uma folga semanal. A declaração foi feita nesta sexta-feira (24), durante entrevista à Rádio Bandeirantes, em Goiânia, e ocorre em um momento de intensificação do debate sobre direitos trabalhistas no Brasil.

Além das críticas à pauta no Congresso, Zema também direcionou ataques contundentes a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), elevando o tom do discurso político em meio à pré-campanha eleitoral.

O STF foi procurado por veículos de imprensa, como o g1, mas não havia se manifestado até a última atualização das informações.

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Debate sobre o fim da escala 6×1 ganha força no Congresso

Atualmente, pelo menos quatro projetos de lei em tramitação no Congresso Nacional discutem mudanças na jornada de trabalho. Um deles foi encaminhado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propondo alterações que podem impactar diretamente a rotina de milhões de trabalhadores brasileiros.

O que é a escala 6×1

A escala 6×1 é um modelo bastante comum em setores como comércio, serviços e indústria. Nela, o trabalhador exerce suas atividades por seis dias consecutivos, com direito a apenas um dia de descanso semanal.

Esse formato é permitido pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), desde que respeite limites como a jornada máxima de 44 horas semanais e o descanso semanal remunerado.

Críticas de Zema ao momento da proposta

Durante a entrevista, Zema questionou o timing da discussão no Congresso, destacando que o tema não deveria avançar em ano eleitoral.

Segundo ele, a proposta tem viés político:

“A discussão de uma medida dessa em período eleitoral é populismo puro”, afirmou.

Para o pré-candidato, mudanças estruturais na legislação trabalhista devem ser feitas com base em estudos técnicos e diálogo com o setor produtivo, evitando decisões influenciadas por disputas eleitorais.

Proposta alternativa: flexibilização da jornada

Zema defendeu um modelo mais flexível de contratação, inspirado em práticas adotadas em países como os Estados Unidos. A ideia central é permitir que trabalhadores e empresas negociem jornadas com diferentes cargas horárias semanais.

Como funcionaria o modelo sugerido

O sistema defendido por Zema prevê contratos de trabalho com cargas variáveis, como:

  • 20 horas semanais
  • 30 horas semanais
  • 40 horas semanais
  • 50 horas semanais

Nesse formato, a remuneração seria proporcional à carga horária acordada entre as partes.

Impactos possíveis no mercado de trabalho

Especialistas em direito trabalhista apontam que modelos mais flexíveis podem gerar:

  • Maior liberdade de negociação entre empregado e empregador
  • Ampliação de oportunidades para trabalhos temporários ou parciais
  • Redução de custos para empresas

Por outro lado, também há preocupações quanto à precarização das relações de trabalho e à perda de direitos consolidados.

Ataques ao STF marcam entrevista

Além da pauta econômica, a entrevista foi marcada por críticas duras ao Supremo Tribunal Federal. Zema associou ministros da Corte a episódios envolvendo o sistema financeiro e fez acusações diretas.

Declarações sobre ministros

O ex-governador citou nominalmente três ministros:

  • Gilmar Mendes
  • Dias Toffoli
  • Alexandre de Moraes

Zema utilizou termos como “frutas podres” para se referir a eles, em uma fala que repercutiu fortemente no meio político e jurídico.

Relação com o caso Banco Master

Durante a entrevista, o pré-candidato mencionou o escândalo envolvendo o Banco Master, instituição que foi liquidada pelo Banco Central após suspeitas de fraudes e deterioração financeira.

Ele sugeriu, sem apresentar provas, uma relação entre integrantes do STF e o caso, o que elevou o tom das críticas e gerou reações nos bastidores políticos.

Histórico de críticas a Gilmar Mendes

Zema também relembrou decisões judiciais antigas para reforçar suas críticas, incluindo a concessão de habeas corpus ao médico Roger Abdelmassih, em 2009.

Caso Abdelmassih

O médico foi condenado por crimes sexuais contra pacientes e chegou a ser considerado foragido internacional antes de ser recapturado.

Zema afirmou que decisões como essa demonstrariam falhas de julgamento por parte de ministros do STF, especialmente de Gilmar Mendes.

Propostas para mudanças no STF

Ao ser questionado sobre o que faria caso fosse eleito presidente, Zema apresentou ideias para reformar o funcionamento do Supremo.

Idade mínima para ministros

Uma das propostas é estabelecer idade mínima de 60 anos para nomeação de ministros, mantendo o limite atual de aposentadoria compulsória aos 75 anos.

Segundo ele, a medida garantiria maior maturidade e compromisso institucional:

“A pessoa já está numa fase em que quer deixar legado”, afirmou.

Fim das decisões monocráticas

Outra proposta é acabar com decisões individuais de ministros, conhecidas como decisões monocráticas.

Por que esse tema gera debate

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Atualmente, ministros podem tomar decisões individuais em casos urgentes, o que, em alguns casos, suspende leis ou atos do Legislativo e Executivo.

Críticos argumentam que isso concentra poder excessivo em um único magistrado, enquanto defensores apontam a necessidade de agilidade em determinadas situações.

Zema afirmou que esse modelo permite que uma única decisão judicial anule votações de centenas de deputados, o que, segundo ele, desequilibra os poderes.

Contexto político e repercussão

As declarações de Zema ocorrem em um cenário de pré-campanha presidencial, marcado por disputas narrativas sobre economia, trabalho e instituições.

Polarização e discurso político

Analistas políticos avaliam que o endurecimento do discurso contra o STF tem sido uma estratégia recorrente entre pré-candidatos que buscam apoio de eleitores críticos ao Judiciário.

Ao mesmo tempo, o debate sobre jornada de trabalho reflete uma tensão entre:

  • Ampliação de direitos trabalhistas
  • Necessidade de competitividade econômica

O que está em jogo para o trabalhador brasileiro

A discussão sobre o fim da escala 6×1 vai além da política e impacta diretamente a vida do trabalhador.

Possíveis benefícios da mudança

  • Mais dias de descanso
  • Melhor equilíbrio entre vida pessoal e profissional
  • Redução de desgaste físico e mental

Possíveis desafios

  • Adaptação de setores que dependem de operação contínua
  • Impacto nos custos das empresas
  • Necessidade de novas contratações

Próximos passos no Congresso

Os projetos que tratam da jornada de trabalho ainda devem passar por:

  • Comissões temáticas na Câmara e no Senado
  • Votações em plenário
  • Possível sanção presidencial

A tramitação deve se intensificar ao longo de 2026, especialmente com a proximidade das eleições.

Conclusão

As declarações de Romeu Zema evidenciam dois eixos centrais do debate político atual: a modernização das relações de trabalho e o papel do Supremo Tribunal Federal no equilíbrio entre os poderes.

Enquanto a proposta de fim da escala 6×1 avança no Congresso e mobiliza trabalhadores e empresários, o tom das críticas ao STF reforça o ambiente de polarização institucional.

O desfecho dessas discussões terá impacto direto não apenas no cenário político, mas também no cotidiano de milhões de brasileiros.

Com informações de G1

INFORMAÇÕES ATUALIZADAS 2026:

Juliana Peixoto

Autor

Juliana Peixoto

Juliana Peixoto é jornalista cearense, formada em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo. Apaixonada por informação e escrita, está sempre em busca de novos aprendizados, experiências e vivências que ampliem sua visão de mundo. Atualmente, colabora com o portal Seu Crédito Digital, contribuindo com conteúdo informativo e acessível para os leitores.

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