Setembro de 2026 será um mês movimentado para quem acompanha as novidades da Netflix. Entre dezenas de lançamentos anunciados pela plataforma, três produções se destacam pela combinação de histórias conhecidas, elencos prestigiados e temas capazes de provocar discussões além da tela.
A seleção começa com o reencontro da equipe de Call My Agent!, passa por uma nova investigação ficcional sobre um dos crimes mais famosos dos Estados Unidos e termina com uma produção brasileira inspirada no trabalho de revisão de condenações injustas.
As estreias também mostram como a Netflix pretende alcançar públicos diferentes no mesmo mês. Há uma comédia sobre os bastidores do entretenimento, um drama criminal baseado em um caso histórico e uma série jurídica que aproxima a ficção de problemas reais do sistema de Justiça brasileiro.
Leia mais:
Planos da Netflix ficam mais caros; confira novos preços
Quais são as três principais estreias da Netflix em setembro?

As produções chegam ao catálogo em semanas consecutivas. Isso permite ao assinante acompanhar as novidades sem que todas sejam lançadas ao mesmo tempo.
Confira o calendário:
- Call My Agent! The Movie: 10 de setembro de 2026;
- Monstro: A História de Lizzie Borden: 17 de setembro de 2026;
- Habeas Corpus: 23 de setembro de 2026.
As datas foram divulgadas pela própria Netflix. Como o calendário das plataformas pode sofrer alterações, especialmente por questões de distribuição ou programação regional, vale conferir a página de cada título no aplicativo próximo à estreia.
Call My Agent! The Movie promove o reencontro mais esperado do mês
A primeira grande estreia da lista será Call My Agent! The Movie, marcada para 10 de setembro. O longa retoma o universo da premiada série francesa Call My Agent!, conhecida originalmente como Dix Pour Cent.
A produção acompanha agentes responsáveis por administrar as carreiras, as crises e os caprichos de grandes artistas. Seu diferencial sempre esteve na mistura entre personagens fictícios e celebridades interpretando versões exageradas de si mesmas.
No novo filme, cinco anos se passaram desde o encerramento da agência ASK. Andréa Martel, interpretada por Camille Cottin, deixou o trabalho como agente e tenta construir uma carreira atrás das câmeras.
Uma estreia na direção que começa em crise
Andréa está prestes a dirigir seu primeiro longa-metragem quando perde o protagonista poucos dias antes do início das filmagens. O problema ameaça toda a produção e obriga a personagem a procurar antigos colegas.
A reunião da equipe não acontece apenas por nostalgia. Cada integrante seguiu um caminho diferente desde o fechamento da agência, e o reencontro recupera conflitos, amizades e rivalidades que marcaram a série.
A trama aproveita uma situação comum na indústria audiovisual: quando um ator abandona um projeto, o problema não se limita à substituição do elenco. Cronograma, contratos, investimentos e disponibilidade dos demais profissionais também podem ser afetados.
Esse ponto permite que o filme explore os bastidores do entretenimento sem abandonar o humor. A expectativa é que os obstáculos profissionais também coloquem Andréa diante de escolhas pessoais difíceis.
Quem retorna ao elenco?
O longa recupera boa parte do elenco original. Camille Cottin volta como Andréa, enquanto Laure Calamy, Thibault de Montalembert, Grégory Montel, Nicolas Maury, Liliane Rovère, Fanny Sidney e Ophélia Kolb retomam seus personagens.
Laetitia Casta, Vincent Macaigne e Anne Marivin também aparecem na produção. Entre as participações internacionais estão George Clooney e Eva Longoria, ampliando o jogo da franquia com celebridades convidadas.
Para quem nunca assistiu à série, o filme pode funcionar como uma comédia sobre uma produção em crise. Entretanto, conhecer as quatro temporadas anteriores ajuda a compreender melhor os vínculos, as mágoas e a evolução dos personagens.
Por que essa estreia chama atenção?
O principal atrativo é o retorno de um elenco com forte entrosamento. A série terminou deixando um público fiel, e o filme oferece a oportunidade de descobrir o que aconteceu com a equipe depois do fechamento da ASK.
Além disso, a produção combina humor, drama profissional e sátira ao mundo das celebridades. É a opção mais leve entre as três estreias selecionadas, embora também trate de fracasso, reinvenção e medo de começar novamente.
Monstro: A História de Lizzie Borden revisita um crime sem solução
Em 17 de setembro, a Netflix lança Monstro: A História de Lizzie Borden. A produção será o quarto capítulo da antologia criada por Ryan Murphy e Ian Brennan.
Diferentemente de uma série tradicional, uma antologia conta uma história independente a cada temporada. Isso significa que o público pode assistir ao novo capítulo sem necessariamente ter acompanhado as temporadas anteriores.
Desta vez, o centro da narrativa será Lizzie Borden, acusada de matar o pai, Andrew Borden, e a madrasta, Abby Borden, em 1892. Os dois foram encontrados mortos na casa da família, em Fall River, no estado norte-americano de Massachusetts.
Quem foi Lizzie Borden?
Lizzie pertencia a uma família considerada rica para os padrões locais. Em agosto de 1892, o pai e a madrasta foram mortos dentro de casa, em um caso que rapidamente despertou a atenção da imprensa.
As suspeitas recaíram sobre Lizzie, mas ela foi absolvida em 1893. Ninguém mais foi condenado pelos assassinatos, e o crime permaneceu oficialmente sem solução.
Com o passar das décadas, o caso ultrapassou os registros policiais e se transformou em parte da cultura popular dos Estados Unidos. Livros, filmes, documentários e séries apresentaram diferentes hipóteses sobre o que teria ocorrido.
É importante observar que uma dramatização não equivale a uma reconstituição documental. A nova temporada parte de personagens e acontecimentos históricos, mas utiliza recursos de ficção para preencher lacunas, interpretar comportamentos e construir conflitos.
Primeira protagonista feminina da antologia
Ella Beatty interpreta Lizzie Borden. Vicky Krieps vive Bridget Sullivan, empregada que trabalhava na residência da família, enquanto Charlie Hunnam assume o papel de Andrew Borden. Rebecca Hall interpreta Abby Borden, e Billie Lourd aparece como Emma, irmã mais velha de Lizzie.
A temporada representa uma mudança importante para Monstro. Pela primeira vez, a antologia terá uma mulher como figura central da narrativa criminal.
A abordagem promete explorar repressão, poder, violência doméstica, expectativas sociais e a forma como uma mulher acusada de um crime brutal passou a ser retratada pela sociedade. A relação entre Lizzie e Bridget também terá espaço relevante na dramatização.
O cuidado necessário com produções baseadas em crimes reais
Séries desse tipo costumam despertar curiosidade sobre os fatos, mas o público deve separar o que está documentado do que foi criado para a televisão.
Lizzie Borden realmente foi julgada e absolvida. Já diálogos privados, motivações específicas e determinadas relações apresentadas na tela podem ser interpretações dos roteiristas.
Esse cuidado é especialmente importante porque produções de grande alcance podem influenciar a maneira como um caso histórico é lembrado. A narrativa mais envolvente nem sempre corresponde à versão mais bem comprovada.
Para quem a série é indicada?
Monstro: A História de Lizzie Borden deve agradar principalmente a quem acompanha dramas criminais, produções de época e histórias psicológicas. A previsão é de uma temporada com oito episódios.
O conteúdo, porém, envolve assassinatos, relações abusivas e violência explícita. Antes de assistir, famílias com adolescentes devem observar a classificação indicativa exibida no catálogo brasileiro e os avisos de conteúdo apresentados pela Netflix.
Habeas Corpus transforma erros judiciais em drama brasileiro
A terceira estreia chega em 23 de setembro. Habeas Corpus é apresentada pela Netflix como seu primeiro drama jurídico original produzido no Brasil.
A série acompanha Inez, personagem de Marjorie Estiano. Ela é uma respeitada professora de Direito que coordena um grupo universitário dedicado à revisão de condenações criminais.
O objetivo da equipe é provar a inocência de um jovem preso por um crime que afirma não ter cometido. À medida que o caso é reexaminado, estudantes e professores encontram falhas, interesses ocultos e contradições que colocam a condenação em dúvida.
O que significa habeas corpus?
Habeas corpus é uma medida prevista na Constituição Federal para proteger a liberdade de uma pessoa diante de prisão ilegal ou abuso de poder. Em linguagem simples, funciona como um instrumento para questionar uma restrição indevida ao direito de ir e vir.
Isso não significa que todo habeas corpus resulte na libertação imediata de um preso. O pedido precisa ser analisado pela Justiça, que verifica se existe ilegalidade, falta de fundamento ou outro problema na prisão.
Na série, o título também ganha um sentido mais amplo. A investigação discute como uma condenação pode ser revista quando surgem provas, depoimentos ou inconsistências capazes de demonstrar que houve um erro.
A inspiração veio de um trabalho real
Embora apresente uma história ficcional, Habeas Corpus foi inspirada na atuação do Innocence Project Brasil. A organização trabalha na identificação e na reversão de condenações de pessoas inocentes.
Esse tipo de revisão exige uma análise minuciosa do processo. Advogados e especialistas podem reexaminar provas periciais, depoimentos, reconhecimentos de suspeitos e procedimentos realizados durante a investigação.
O reconhecimento de pessoas, por exemplo, é um ponto sensível. Uma vítima ou testemunha pode se enganar por causa do tempo transcorrido, das condições em que viu o suspeito ou da maneira como a identificação foi conduzida.
No Brasil, o Conselho Nacional de Justiça estabeleceu diretrizes para tornar esse procedimento mais seguro. O objetivo é diminuir o risco de que alguém seja acusado apenas por uma identificação frágil ou induzida.
Um conflito pessoal escondido dentro da investigação
Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.
+311 mil seguidores
Entre os integrantes do grupo liderado por Inez está Marina, interpretada por Any Gabrielly. Ela é uma das alunas mais talentosas da professora, mas se aproxima da equipe sem revelar sua verdadeira motivação.
Marina deseja corrigir uma injustiça ligada ao passado de sua família. Esse segredo conecta o caso criminal ao drama pessoal das protagonistas e pode mudar a relação entre professora e estudante.
O elenco também conta com Vladimir Brichta, Danton Mello, Marisa Orth, Naruna Costa e Natália Lage. A criação é de Leonardo Moreira, Luiz Villaça e Donna Oliveira.
Por que Habeas Corpus pode gerar debate?
A produção chega em um momento no qual o público brasileiro demonstra crescente interesse por séries jurídicas, investigações criminais e documentários sobre falhas institucionais.
Entretanto, Habeas Corpus não deve se limitar ao suspense sobre a identidade do culpado. A trama tem espaço para discutir desigualdade, acesso à defesa, pressão por condenações rápidas e consequências de uma investigação mal conduzida.
Um erro judiciário não afeta apenas a pessoa presa. Filhos, companheiros e familiares também convivem com perdas financeiras, estigma social e rompimento de vínculos.
Ao transformar esses problemas em uma história acessível, a série pode ajudar o público a entender por que a revisão criminal existe e por que a busca por justiça não termina necessariamente depois de uma sentença.
Qual das três estreias vale assistir primeiro?
A escolha depende do tipo de história que mais combina com o espectador.
Quem procura humor, reencontros e bastidores do cinema deve começar por Call My Agent! The Movie. A produção francesa também é a melhor opção para quem prefere assistir a uma história completa em uma única noite.
Para os fãs de suspense psicológico e crimes históricos, Monstro: A História de Lizzie Borden aparece como a estreia mais aguardada. A série deve apostar em uma atmosfera sombria e em uma interpretação provocativa de um caso real.
Já Habeas Corpus tende a ser a opção mais próxima da realidade brasileira. O drama combina investigação, conflitos pessoais e questões relevantes sobre condenações injustas.
Como os títulos chegam em datas diferentes, não será necessário escolher apenas um. O calendário permite assistir ao filme em 10 de setembro, iniciar a antologia criminal no dia 17 e acompanhar o drama brasileiro a partir de 23 de setembro.
O que o assinante deve fazer antes das estreias?
O primeiro passo é procurar os títulos na Netflix e utilizar a função de lembrete. Quando a produção for disponibilizada, a plataforma enviará uma notificação ao perfil.
Também vale conferir a classificação indicativa e os avisos de conteúdo. Monstro: A História de Lizzie Borden e Habeas Corpus tratam de violência, crimes e conflitos potencialmente sensíveis.
No caso de Call My Agent! The Movie, quem tiver tempo pode rever a temporada final da série original. Não deve ser uma exigência para entender a trama principal, mas ajudará a recuperar o destino dos personagens e a importância do reencontro.
As três produções resumem bem a estratégia da Netflix para setembro: recuperar uma franquia querida, explorar uma história criminal mundialmente conhecida e investir em uma série brasileira com forte dimensão social.
Perguntas frequentes

Quais são as principais estreias da Netflix em setembro de 2026?
Entre os destaques estão Call My Agent! The Movie, em 10 de setembro; Monstro: A História de Lizzie Borden, em 17 de setembro; e Habeas Corpus, em 23 de setembro.
É preciso assistir à série antes de Call My Agent! The Movie?
Não necessariamente. O filme apresenta um novo conflito, mas assistir à série original ajuda a compreender as relações e a trajetória dos personagens.
Monstro: A História de Lizzie Borden é baseada em fatos reais?
A temporada parte do caso real de Lizzie Borden, acusada e absolvida pelos assassinatos do pai e da madrasta. A série, porém, utiliza dramatizações e interpretações ficcionais.
Habeas Corpus conta uma história verdadeira?
A trama é ficcional, mas foi inspirada no trabalho do Innocence Project Brasil e em situações envolvendo condenações injustas.
Onde assistir às três produções?
Os três títulos serão lançados exclusivamente na Netflix. A disponibilidade poderá ser confirmada diretamente no catálogo brasileiro nas respectivas datas.



