O abono salarial passará por mudanças importantes nos próximos anos, afetando diretamente o acesso ao benefício. O governo iniciou uma revisão dos critérios de elegibilidade para tornar o programa mais focalizado, e milhões de brasileiros devem sentir os efeitos. Continue a leitura para entender o que muda, quando muda e quem pode ser impactado.
Abono salarial com novas regras: muitos trabalhadores podem deixar de receber em 2026
Mudanças no abono salarial começam em 2026 e podem excluir milhões de trabalhadores. Saiba o que muda e entenda as novas regras.
Leia mais: Mudanças do PIS/Pasep reduzem acesso ao abono
Por que o abono salarial terá novas regras?
As alterações fazem parte do pacote fiscal aprovado em 2024, com foco em reduzir despesas e priorizar trabalhadores de menor renda.
Segundo o governo, o abono salarial continuará existindo, mas com regras mais restritivas ao longo da próxima década.
Entre as justificativas divulgadas estão:
- Focalização dos recursos em famílias de baixa renda
- Equilíbrio das contas públicas
- Redução gradual do limite de renda exigido
Limite de renda do abono salarial será reduzido
Hoje, o abono salarial é pago a quem recebe até dois salários mínimos.
Mas isso começará a mudar já em 2026, quando o limite inicial será estabelecido em R$ 2.640,00.
Conforme o governo, o critério será reduzido gradualmente até 2035, quando apenas trabalhadores com renda de até 1,5 salário mínimo terão direito ao benefício.
Regras de cálculo permanecem as mesmas
Embora a elegibilidade mude, o cálculo do benefício permanece igual:
- Base de cálculo: salário mínimo vigente
- Fórmula: salário mínimo ÷ 12 × meses trabalhados
- Pagamento anual
- Valor proporcional ao tempo de serviço no ano-base
Ou seja, quem ainda estiver dentro dos critérios continuará recebendo o mesmo formato de pagamento.
Abono salarial será reajustado pelo INPC
Uma das mudanças anunciadas é que o abono salarial passará a ser reajustado anualmente pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor).
Esse ajuste busca manter o valor do benefício atualizado pela inflação, protegendo o poder de compra dos trabalhadores com menor renda.
Quem deve perder acesso ao abono salarial?
O governo estima que essas novas regras devem reduzir significativamente o número de beneficiários ao longo dos anos.
Segundo o Ministério da Fazenda:
- Em 2030, cerca de 3 milhões de trabalhadores devem deixar de receber o abono salarial.
- A redução será gradual, acompanhando a correção do salário mínimo e a aplicação do novo teto de renda.
- Em 2035, o limite de renda será fixado definitivamente em 1,5 salário mínimo.
Para muitos trabalhadores, isso significa que pequenas variações salariais poderão resultar na perda do benefício.
Abono salarial: como fica a partir de 2026
A partir do ano-base 2025 (pagamento em 2026), entram em vigor as seguintes diretrizes:
Regras principais
- Limite de renda inicial: R$ 2.640,00
- Redução progressiva do critério até 2035
- Reajuste anual pelo INPC
- Cálculo do valor permanece inalterado
- Benefício segue garantido para quem cumprir todos os critérios
Critérios não foram alterados
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Além da renda, seguem válidos os requisitos tradicionais:
- Estar inscrito no PIS/Pasep há pelo menos 5 anos
- Ter trabalhado formalmente por pelo menos 30 dias no ano-base
- Informações corretas na RAIS/eSocial
- Cumprir o limite de renda definido para cada ano
Esses critérios permanecem iguais, com mudanças apenas nos limites de renda e no mecanismo futuro de reajuste.
Impacto para o mercado de trabalho e para os trabalhadores
As novas regras do abono salarial criam um cenário de maior seleção entre os beneficiários, mas também reforçam o direcionamento das políticas públicas para quem tem menor renda.
Especialistas afirmam que:
- A medida pode reduzir desigualdades, ao concentrar recursos nos mais vulneráveis.
- Trabalhadores com renda intermediária devem se planejar para a possível perda do benefício.
- O INPC como base de reajuste preserva o poder de compra do abono no médio prazo.
O que esperar até 2035?
O período entre 2026 e 2035 será marcado por ajustes anuais. Durante essa transição:
- O acesso ao abono salarial será cada vez mais restrito.
- O governo deve revisar anualmente os limites com base na inflação e no salário mínimo.
- A economia pode influenciar mudanças adicionais no ritmo da transição.
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Com informações de: CNN Brasil
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