Levantamento do Paraná Pesquisas mostra ex-prefeito de Salvador à frente do governador em uma eventual disputa direta pelo governo baiano. Pesquisa ouviu 1.400 eleitores em 62 municípios entre 23 e 25 de agosto.
ACM Neto (União Brasil) aparece com 49,3% das intenções de voto, contra 41% do governador Jerônimo Rodrigues (PT) em um eventual segundo turno para o governo da Bahia. Os dados são de pesquisa do Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta-feira (27).
A diferença entre os dois é de 8,3 pontos percentuais. O levantamento ouviu 1.400 eleitores presencialmente em 62 municípios baianos entre 23 e 25 de agosto. A margem de erro é de 2,7 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BA-07628/2026.
O resultado coloca ACM Neto em vantagem nos cenários testados pelo instituto, mas não significa que a eleição esteja definida. A disputa ainda será marcada por campanha, alianças e novos levantamentos até a votação.
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ACM Neto também lidera no primeiro turno

A vantagem do ex-prefeito de Salvador não aparece apenas na simulação de segundo turno.
No primeiro cenário estimulado pelo Paraná Pesquisas, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, ACM Neto registra 48,6%, enquanto Jerônimo Rodrigues aparece com 40,1%.
Os demais candidatos ficam abaixo de 1%. José Estêvão e Maria Bona têm 0,5% cada, Ronaldo Mansur registra 0,4% e Aroldo Félix aparece com 0,2%.
Em uma segunda composição, ACM Neto tem 48,5%, enquanto Jerônimo permanece com 40,1%. Ariel Capistrano aparece com 0,6%; Maria Bona, com 0,5%; Ronaldo Mansur, com 0,4%; e Aroldo Félix, com 0,3%.
Nos dois cenários, a distância entre os principais candidatos supera oito pontos percentuais.
Cenário espontâneo mostra mais eleitores sem decisão
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados ao entrevistado, a disputa fica mais apertada.
ACM Neto é citado espontaneamente por 34,4% dos entrevistados, enquanto Jerônimo Rodrigues aparece com 26,3%.
O dado que chama atenção é o percentual de eleitores que ainda não indicam um nome: 31,5% não souberam ou não quiseram responder.
A pesquisa espontânea é diferente da estimulada justamente porque o entrevistado precisa mencionar o candidato de sua preferência sem receber uma lista de nomes.
Esse resultado indica que uma parcela considerável do eleitorado ainda não consolidou sua escolha.
Jerônimo tem 53,4% de aprovação
A pesquisa também avaliou a administração de Jerônimo Rodrigues.
O governador é aprovado por 53,4% dos entrevistados, enquanto 43,6% desaprovam sua gestão. Outros 3% não souberam ou não quiseram responder.
Na avaliação qualitativa, 15,1% classificam o governo como ótimo e 26,6% como bom. Já 20,9% consideram a administração regular, enquanto 35,5% avaliam o governo como ruim ou péssimo.
Os números mostram uma situação diferente daquela apresentada pela intenção de voto: embora a aprovação da gestão ultrapasse 50%, Jerônimo aparece atrás de ACM Neto nos cenários eleitorais pesquisados.
ACM Neto tem menor rejeição
Outro indicador analisado pelo Paraná Pesquisas é a rejeição dos candidatos.
Segundo o levantamento, 41,9% dos entrevistados afirmam que não votariam em Jerônimo Rodrigues de jeito nenhum. No caso de ACM Neto, o índice é de 35,2%.
Também há diferença quando os eleitores são questionados sobre quem consideram ter o voto definido.
ACM Neto tem 39,7% dos entrevistados dizendo que votariam nele com certeza. Para Jerônimo, esse percentual é de 28,6%.
Esses indicadores ajudam a compreender o cenário, mas não devem ser interpretados isoladamente. Rejeição, aprovação e intenção de voto são medidas diferentes e podem mudar ao longo da campanha.
Rui Costa lidera disputa pelo Senado
A pesquisa também avaliou a corrida pelas duas vagas da Bahia no Senado Federal em 2026.
O ex-governador Rui Costa (PT) aparece na liderança, com 43,5% das intenções de voto.
Na sequência estão Jaques Wagner (PT), com 32,2%; João Roma (PL), com 26,6%; e Angelo Coronel (Republicanos), com 25,1%.
Como cada eleitor poderá escolher dois candidatos ao Senado, os percentuais não devem ser somados como se representassem uma disputa de uma única vaga.
Outra pesquisa mostra uma disputa mais equilibrada
Os números do Paraná Pesquisas não são iguais aos encontrados por outro instituto divulgado no mesmo dia.
Pesquisa Quaest realizada entre 23 e 26 de agosto mostra ACM Neto com 39% e Jerônimo Rodrigues com 37% no primeiro turno. Como a margem de erro é de três pontos percentuais, os dois aparecem tecnicamente empatados.
No segundo turno, a Quaest registra 44% para ACM Neto e 41% para Jerônimo, também dentro da margem de erro. O levantamento ouviu 900 eleitores presencialmente e foi registrado no TSE sob o número BA-06206/2026.
A diferença entre os levantamentos reforça por que pesquisas eleitorais devem ser analisadas considerando o instituto, a metodologia, o período de coleta e o tamanho da amostra.
Uma pesquisa representa o momento em que as entrevistas foram realizadas. Ela não funciona como uma previsão matemática do resultado das urnas.
Por que os resultados das pesquisas podem ser diferentes?
Pesquisas eleitorais podem apresentar resultados distintos mesmo quando realizadas em períodos próximos.
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Isso ocorre porque cada instituto pode trabalhar com metodologia própria, amostras diferentes e formas distintas de seleção dos entrevistados. Além disso, pequenas mudanças no período de coleta podem capturar alterações no comportamento do eleitorado.
No caso das pesquisas divulgadas em 27 de agosto, o Paraná Pesquisas entrevistou 1.400 pessoas entre 23 e 25 de agosto, enquanto a Quaest ouviu 900 eleitores entre 23 e 26 de agosto. As duas pesquisas também possuem margens de erro diferentes.
Por isso, a comparação entre levantamentos deve ser feita com cuidado. O mais adequado é observar a tendência de diferentes pesquisas ao longo do tempo.
O que significa a margem de erro de 2,7 pontos?
A margem de erro indica uma possível variação estatística em torno dos percentuais encontrados na amostra.
No caso do Paraná Pesquisas, o índice é de 2,7 pontos percentuais para mais ou para menos.
Assim, os 49,3% atribuídos a ACM Neto poderiam variar, dentro da margem indicada, entre 46,6% e 52%. Para Jerônimo, os 41% correspondem a uma faixa aproximada entre 38,3% e 43,7%.
Isso não significa que exista uma chance automática de vitória ou derrota dentro desses intervalos. A margem de erro é um indicador estatístico da pesquisa e não uma previsão do resultado eleitoral.
Quando será a eleição para governador da Bahia?
O primeiro turno das eleições de 2026 está marcado para 4 de outubro. Caso seja necessário um segundo turno, a votação ocorrerá em 25 de outubro.
Até lá, os candidatos ainda terão período de campanha para apresentar propostas, formar alianças e disputar o eleitorado indeciso.
A evolução das próximas pesquisas será importante para verificar se a vantagem apontada pelo Paraná Pesquisas se mantém ou se o cenário se aproxima dos números apresentados por outros institutos.
O que a pesquisa mostra neste momento?

O levantamento do Paraná Pesquisas apresenta ACM Neto na liderança em todos os cenários para o governo da Bahia testados pelo instituto.
No primeiro turno, o ex-prefeito aparece com 48,5% ou 48,6%, dependendo da composição apresentada. Jerônimo registra 40,1% nas duas simulações.
No eventual segundo turno, ACM Neto tem 49,3%, contra 41% de Jerônimo.
Ao mesmo tempo, o alto percentual de eleitores sem resposta na pesquisa espontânea e a existência de resultados mais equilibrados em outro levantamento mostram que a disputa ainda não pode ser considerada definida.
A fotografia atual favorece ACM Neto, mas a campanha ainda poderá alterar o cenário até outubro.
Conclusão
A pesquisa do Paraná Pesquisas coloca ACM Neto em vantagem na disputa pelo governo da Bahia, com liderança nos cenários de primeiro turno e também em um eventual segundo turno contra Jerônimo Rodrigues. Apesar da diferença apresentada pelo levantamento, os números ainda representam apenas o retrato do eleitorado no período em que as entrevistas foram realizadas.
Com uma parcela relevante dos eleitores ainda sem decisão consolidada e pesquisas de outros institutos indicando uma disputa mais equilibrada, o cenário pode sofrer alterações ao longo da campanha. Até a votação, novos levantamentos, alianças políticas, debates e a avaliação dos governos poderão influenciar a escolha dos baianos.



