Na última quinta-feira (19), a Advocacia-Geral da União (AGU) solicitou à Justiça Federal que haja um novo bloqueio de bens de pessoas e empresas que estiveram envolvidas na invasão de Brasília.
Durante a ação, que aconteceu no dia 8 de janeiro, foram destruídos bens que somam mais de R$ 8,5 milhões do patrimônio do Governo Federal.
O pedido de bloqueio tem como objetivo, segundo o órgão, cobrir os prejuízos feitos pelos terroristas nas instalações dos prédios dos 3 poderes.
Bloqueio de R$ 18,5 milhões é o triplo do solicitado anteriormente
Em um primeiro pedido aceito pelo juiz federal Francisco Alexandre Ribeiro no dia 12 de janeiro, R$ 6,5 milhões foram bloqueados de contas e bens de 52 pessoas e 7 empresas. Contudo, o novo pedido é quase o triplo do valor, uma vez que é cerca de R$ 18,5 milhões.
Para a AGU, “a União vem a juízo requerer o aditamento da inicial para alterar e acrescer novo elemento a causa de pedir e novo pedido atinente à majoração do dano outrora estabelecido como parâmetro para a concessão da cautelar patrimonial”.
O Ministro da instituição, Jorge Messias, declarou ainda que todos os envolvidos serão responsabilizados.
Bolsonaristas permanecem preso após atos terroristas
O pedido de bloqueio feito pela AGU busca a punição financeira pelos atos de 8 de janeiro, mas não dá por encerrada a responsabilidade civil da destruição em Brasília. Isso porque, segundo o STF, mais da metade dos bolsonaristas detidos continuam presos.
O Ministro Alexandre de Moraes já analisou 1.075 detidos após a audiência inicial, mas apenas 355 estão em liberdade provisória. Ou seja, 740 ainda continuam na mesma situação.
Imagem: Marcelo Camargo / Agência Brasil
