O Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, acatou de forma completa o pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que pedia medidas mais firmes contra possíveis novos atos contra a democracia.
Alexandre de Moraes determina nova multa de R$ 20 mil para motoristas
A multa está descrita no documento assinado por Alexandre de Moraes e pode chegar a R$ 100 mil para pessoas jurídicas. Entenda!
Após a invasão em Brasília no dia 8 de dezembro, Moraes determinou multa de R$ 20 mil para motoristas que realizarem bloqueios em vias públicas ou rodovias. Além disso, se o manifestante for pessoa jurídica, a multa passa a ser de R$100 mil. O documento que autoriza a nova multa foi disponibilizado ontem (11).
Pedido da AGU ao STF cita convocação feita através de redes sociais
No pedido feito pela AGU, o órgão informava que o país estava em iminência de entrar em grave situação. Isso porque, de acordo com a apuração, apoiadores radicais do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) pretendiam fazer mais manifestações, nas principais capitais do país. Elas estavam sendo incitadas através de redes sociais, como o Telegram.
O receio é de que houvesse um novo caos, como o que depredou a sede dos Três Poderes. Na ocasião, houve um prejuízo de cerca de R$ 8,5 milhões só em obras de arte, de patrimônio público. Até o momento, mais de 1.200 pessoas seguem presas na sede da Polícia Federal em Brasília.
Multas de R$ 20 mil e R$ 100 mil serão para pessoas ou instituições que participarem de atos antidemocráticos
Na arguição 519, expedida por Moraes, fixa-se multa de R$ 20 mil para pessoas físicas e R$ 100 mil para pessoas jurídicas que descumprirem a proibição. Ou seja, elas valem tanto para motoristas que realizarem bloqueios como para manifestantes que incitarem, mesmo que via internet, atos contra a democracia ou prestarem apoio logístico ou financeiro para tais atos.
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De acordo com a decisão de Moraes, as autoridades locais podem autuar, prender em flagrante e identificar todos os veículos que tiverem utilização nas manifestações.
Imagem: LR Moreira/Agência Senado
