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Além de carpas, emas da Presidência morreram e motivo é surpreendente

Entenda o motivo da morte das emas do Palácio do Planalto e confira qual é a importância desses animais no local.

Avatar de Victória Victória · · 2 min de leitura
Emas do Palácio do Planalto

Recentemente foi divulgado que grande parte das carpas no espelho d’água que ficam no Palácio da Alvorada tinham morrido. A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, alegou que o falecimento dos peixes era culpa do governo Lula.

Contudo, em comunicado, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) refutou o discurso, alegando que as mortes foram, na verdade, culpa da gestão de Jair Bolsonaro. 

Além das carpas, duas emas também morreram em janeiro devido ao excesso de peso. Segundo o novo governo, a causa seria o fato de que os animais foram alimentados com restos de comida humana durante o governo Bolsonaro. 

Por que as emas morreram?

Como dito acima, um dos motivos do falecimento dos animais foi o excesso de gordura corporal, de acordo com os documentos da Casa Civil e o relatório técnico obtidos pelo UOL. Os dois animais estavam na Granja do Torto, uma das residências oficiais, onde Paulo Guedes ficou até o meio de dezembro de 2022.

Segundo os técnicos que acompanharam os animais desde 6 de janeiro, a pedido de Janja da Silva, havia evidências de que eles comeram restos de comida humana misturados na ração, como arroz e milho. 

Desse modo, segundo a autópsia, havia excesso de gordura visceral tanto no abdômen quanto no fígado das aves. Ainda de acordo com a análise técnica, a morte repentina ocorreu por doenças cardíacas e hepáticas desencadeadas pela má alimentação nos últimos anos. 

O laudo final deve ficar pronto em duas ou três semanas, mas os profissionais alegaram que nunca viram uma ave “com tanta gordura”. 

Falta de vacinas

A falta de vacinação também foi algo observado pelos técnicos, que evidenciaram a importância de um profissional para fazer o acompanhamento regular dos bichos. Assim, de acordo com a consultoria que Janja solicitou, as emas não tinham vacina contra a doença de Newcastle, que teve um surto recente em São Paulo.

As instalações também precisam passar por uma revisão, visto que, segundo os profissionais, os problemas do local tornam inviável o cuidado básico dos animais, como reprodução e vacinação. 

Por que as emas são importantes?

Atualmente o a Granja do Torto conta com 17 emas e mais 38 ficam no jardim do Alvorada. Vale destacar que a presença das emas é bastante importante no local, uma vez que contribuem ecologicamente para a segurança das pessoas.

Isso porque elas comem e, com isso, fazem o controle dos animais peçonhentos, como escorpiões e cobras, que se aproximam no Lago Paranoá. 

Imagem: Ichiro Guerra

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