Seu Crédito Digital
Seu Crédito Digital

Além de carpas, emas da Presidência morreram e motivo é surpreendente

Entenda o motivo da morte das emas do Palácio do Planalto e confira qual é a importância desses animais no local.

VictóriaPor Victória3 min de leitura
Emas do Palácio do Planalto

Recentemente foi divulgado que grande parte das carpas no espelho d’água que ficam no Palácio da Alvorada tinham morrido. A ex-primeira dama, Michelle Bolsonaro, alegou que o falecimento dos peixes era culpa do governo Lula.

Contudo, em comunicado, a Secom (Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República) refutou o discurso, alegando que as mortes foram, na verdade, culpa da gestão de Jair Bolsonaro. 

Além das carpas, duas emas também morreram em janeiro devido ao excesso de peso. Segundo o novo governo, a causa seria o fato de que os animais foram alimentados com restos de comida humana durante o governo Bolsonaro. 

Por que as emas morreram?

Como dito acima, um dos motivos do falecimento dos animais foi o excesso de gordura corporal, de acordo com os documentos da Casa Civil e o relatório técnico obtidos pelo UOL. Os dois animais estavam na Granja do Torto, uma das residências oficiais, onde Paulo Guedes ficou até o meio de dezembro de 2022.

Segundo os técnicos que acompanharam os animais desde 6 de janeiro, a pedido de Janja da Silva, havia evidências de que eles comeram restos de comida humana misturados na ração, como arroz e milho. 

Desse modo, segundo a autópsia, havia excesso de gordura visceral tanto no abdômen quanto no fígado das aves. Ainda de acordo com a análise técnica, a morte repentina ocorreu por doenças cardíacas e hepáticas desencadeadas pela má alimentação nos últimos anos. 

O laudo final deve ficar pronto em duas ou três semanas, mas os profissionais alegaram que nunca viram uma ave “com tanta gordura”. 

Falta de vacinas

A falta de vacinação também foi algo observado pelos técnicos, que evidenciaram a importância de um profissional para fazer o acompanhamento regular dos bichos. Assim, de acordo com a consultoria que Janja solicitou, as emas não tinham vacina contra a doença de Newcastle, que teve um surto recente em São Paulo.

As instalações também precisam passar por uma revisão, visto que, segundo os profissionais, os problemas do local tornam inviável o cuidado básico dos animais, como reprodução e vacinação. 

Gostou? Siga o Seu Crédito Digital no Google e receba notícias de benefícios, INSS e crédito em primeira mão.

+311 mil seguidores

Seguir no Google

Por que as emas são importantes?

Atualmente o a Granja do Torto conta com 17 emas e mais 38 ficam no jardim do Alvorada. Vale destacar que a presença das emas é bastante importante no local, uma vez que contribuem ecologicamente para a segurança das pessoas.

Isso porque elas comem e, com isso, fazem o controle dos animais peçonhentos, como escorpiões e cobras, que se aproximam no Lago Paranoá. 

Imagem: Ichiro Guerra

Victória

Autor

Victória

Graduanda em Letras - Português/Inglês pela Universidade Federal de São Paulo, redatora apaixonada por escrita e comunicação.

Topicos relacionados