Os usuários do Pix devem ficar atentos. Isso porque criminosos aproveitam o sucesso e o grande número de utilizadores da ferramenta do Banco Central (BC) para cometer crimes.
Além de se passarem por funcionários de instituições financeiras, os golpistas aproveitam a instantaneidade da ferramenta para distribuir, entre diversas contas, o dinheiro tomado das vítimas. É assim que eles conseguem dificultar que os bancos façam o rastreio de valores perdidos pelos clientes.
Golpes do Pix: como os golpistas agem?
De acordo com a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), os números de ataques de engenharia social cresceram entre o segundo semestre de 2020 e o primeiro semestre de 2021. A alta registrada foi de 165%.
Mesmo que instituições financeiras tenham alta tecnologia para evitar fraudes e golpes, é justamente a segurança que faz com que o golpista ataque o consumidor. É nesse ponto que surgem práticas como phishing, que induzem o usuário a informar senhas e dados pessoais ou clicar em links maliciosos.
Além do golpe por meio de e-mails, aplicativos, SMS, páginas falsas e redes sociais, os criminosos se passam por funcionários de bancos e ligam para os clientes. A desculpa: realização de testes com o Pix, segundo Adriano Volpini, diretor do Comitê de Prevenção a Fraudes da Febraban.
Veja como se proteger
A Febraban orienta que o consumidor não compartilhe senhas com pessoas próximas nem por e-mail ou SMS ou, ainda, aplicativos de mensagens. Ele também não deve entregar cartão a ninguém, uma vez que as instituições financeiras não pedem os objetos de volta.
É necessário ainda sempre conferir o nome do recebedor ao fazer Pix ou outras transações. Ademais, quando for realizar compras, o consumidor deve dar preferência a páginas conhecidas e verificar se o endereço eletrônico é o verdadeiro.
Imagem: eldar nurkovic / Shutterstock.com – Edição: Seu Crédito Digital
