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Alerta para trabalhadores: supermercados querem o fim do vale-alimentação e refeição

A nova proposta da Associação Brasileira de Supermercados prevê algumas mudanças no recebimento dos vales. Entenda como te afeta

Raquel MorettoPor Raquel Moretto2 min de leitura
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Em uma proposta recente apresentada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), há a sugestão de alteração no método atual de depósito dos valores de vales refeições e alimentação. Atualmente, esses valores são intermediados por operadoras específicas. A Abras, porém, sugere a eliminação dessa intermediação.

A proposta indica que as empresas deveriam depositar o valor do vale-alimentação e refeição diretamente na Caixa Econômica Federal, substituindo o sistema em que os trabalhadores recebem um cartão para realizar suas compras. Assim, essa nova operacionalização permitiria a realização do pagamento aos estabelecimentos comerciais – como restaurantes e mercados – via aplicativo de celular ou Pix.

O que o projeto realmente propõe?

Rodrigo Morosky, assessor tributário da Associação Capixaba de Supermercados (Acaps), explica melhor a proposta. A ideia é utilizar a tecnologia e os processos já existentes da Caixa Econômica Federal para a operacionalização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT).

Segundo Morosky, as empresas contratantes poderiam pagar os vales por meio da guia e-social, usando um código específico. Dessa forma, o trabalhador teria acesso ao benefício em uma conta específica na Caixa, igual ao que acontece com o FGTS.

Benefícios da nova proposta

Além de simplificar o sistema e reduzir os custos, a proposta da Abras ofereceria mais opções para os trabalhadores. João Galassi, presidente da Abras, argumenta que os empregadores que aderirem ao novo sistema teriam redução de custo, enquanto os empregados teriam maior liberdade para utilizar o valor.

Ainda assim, a proposta tem gerado controvérsias, recebendo críticas de diversos setores, especialmente pelo medo de criar um monopólio do segmento para a Caixa Econômica Federal. Outro ponto de controvérsia é o receio do impacto na quantidade de empregos do setor. Isso porque estima-se que a medida afetará cerca de 10 mil trabalhadores, somente no Espírito Santo.

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Qual o próximo passo?

A proposta, embora continue em análise, já gera debates acalorados. Uma coisa é certa: sua aprovação poderia significar importantes transformações no modo como os trabalhadores brasileiros recebem e utilizam seu vale-alimentação e refeição.

Imagem: Equipe Seu Crédito Digital

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